
New Order – Ceremony
Não gosto de fazer posts lamechas. Tão pouco, de falar de mortes aqui. Mas se há alguém por quem faria uma excepção, este senhor, perdão, Senhor, é um deles. Por vezes, quando se fala em organizar festivais ou lançar bandas, digo quase sempre que “gostava de ser o Tony Wilson português”. Na brincadeira, é claro, porque para fazer o que ele fez é preciso muito mais que dinheiro. É preciso talento em bruto, um grande ouvido e acima de tudo, uma grande dedicação. Foi assim que ele mudou a música desde os anos 70 para cá, não só em Manchester como no resto do Mundo.
Poucos se podem podem orgulhar de terem lançado ao mundo bandas como os A Certain Ratio, Durutti Column, Section 25, Happy Mondays, New Order e os Joy Division, e mesmo assim não ter enchido os bolsos à custa disso. Aliás, da sua ideia de criar um centro novo da música Britânica em Manchester nasceu a Haçienda, o centro de uma revolução musical que lançou ecos em todas as direcções e muitas outras bandas importantes que surgiram da cidade tocaram aqui: Smiths, Stone Roses, James, The Chameleons… e tudo a operar quase unicamente graças ao sucesso dos New Order, já que grande parte do dinheiro parava nos gangsters e traficantes de ecstasy da cidade.
Defeitos? A verdade é que ninguém é perfeito. Mas mesmo os detractores não podem negar toda uma obra, por mais falhas que a figura de Anthony H. Wilson tenha.
Ele era só humano.
Com um toque de deus.






bonito
simplesmente bonito
acho q devemos qq coisa a este gajo de facto
mas tb acho que ele só quer é que a gente continue a “dont forget the songs that saved your life”