Arquivo de Março, 2008

From a Motel 6


From a Motel 6 – Yo La Tengo (Painful, 1993)
Mais uma banda que me penitencio em público por não lhe ter dado a atenção devida (e vou voltar com a minha palavra atrás, e fazer o devido na próxima semana), os Yo La Tengo com a segunda faixa do sexto álbum de estúdio, Painful.
Acho que bastam 3 segundos para saber porque isto foi amor à primeira audição. Ver um monte de pedais em linha no videoclip foi só a confirmação.

Aromatizadores

Há aromatizadores para todos os sítios, desde carros até gavetas e armários (ou para ser honesto, apenas para estes três sítios, não me lembro de mais nenhum) mas recentemente descobri o mais potente aromatizador disponível ao grande público:

trident.jpg

Após algum tempo nas pastilhas propriamente ditas e um menos nas Splash e Fusion, todas bastante desanimadoras por durarem pouco tempo até a sensação ser semelhante a mastigar uma borracha surpreendentemente maleável, decidi experimentar estas. Muito maiores, é óbvio que duram mais tempo. Mas não estou aqui para fazer publicidade à sua… err… “mastigabilidade”, mas sim às incríveis capacidades destas pastilhas como aromatizadores.

Como é conhecido pela única pessoa que frequenta este tasco e me viu recentemente, eu uso uma pequena bolsa para transportar toda a tralha com que ando atrás. Cuja tira, a unica parte semi-funcional finalmente cedeu ontem, mas isso são outras contas. A verdade é que estas pastilhas conseguiam dar um aroma fortíssimo à saca, bem como a tudo o resto; aliás, devo estar a ler o Picture of Dorian Gray a partir da única versão aromatizada com cheiro de morango existente no mundo. O mesmo se passou com um casaco, e a desgraçada da pen USB que ficou no mesmo bolso que um pacote por abrir deste potente aromatizador. A bolsa de substituição, com menos de um dia em contacto com esta bomba de aromatizões, já tresanda ao cheiro de morango artificial. Está aos meus pés, e mesmo assim cheira.

Meus amigos da Adams: coloquem um fio nas embalagens e façam uma versão “pinheiro silvestre”. Está na hora de tirar os  pinheiros dos retrovisores fora, e nada tem tantas hipóteses como estas pastilhas, que têm o extra de servirem para acalmar os nervos para aquelas secções mais chatas onde se anda a 5 horas por km.

To My Boy

Depois deste título altamente homo-erótico, nada como explicar do que estou a falar. Um dos motivos porque não gosto nadinha de fazer listas de “melhores do ano” em Dezembro é porque sei que nos meses do ano seguinte (ou seguintes; descobri ainda há poucas semanas o que é para mim um dos melhores álbuns de 2006, Out Of The Angeles) vou descobrir coisas que gosto muito mais do que algumas escolhas feitas para encher os últimos lugares da lista.

Numa conversa que incluía os Electrocute e os Datarock, surgiram os To My Boy. Uma banda de electropop de Liverpool, que, no seu álbum de estreia Messages (com pouco mais de meia hora distribuídos por 11 músicas) lança uma música com um dos arranques mais contagiosos que me lembro de ouvir, Outerregions:

Tal como no final do videoclip que decora este parágrafo (é a I am X-Ray), utterly thrilling.

Se há coisa que não entendo é como os Uuuuuhuuuhuuuuhaaaahxons, cujo álbum se pode resumir à Golden Skans, são levados ao colo como os salvadores do “indie” dançável/dance punk (não me comecem com os LCD Soundsystem que se aquilo é dançável, então sou um frigorífico ainda maior do que pensava), enquanto os Sunshine Underground ou estes To My Boy são colocados de lado. Como não entendo, vou simplesmente culpar o NME. O que, convenhamos, é capaz de ser verdade.

Anyway, fiquem com a In The Zone, outra daquelas que entra no ouvido muito facilmente:

How can you feel alone, you’re not alone, YOU’RE IN THE ZONE!

Just the way that the water drags me down, again

souvlaki-slowdive.jpg

Machine Gun – Slowdive
Se os Ride eram menosprezados, os Slowdive não. Esta é a única música do género que entrava de caras no Loveless.
Ninguém quer dar uma contribuição para comprar o álbum e atenuar a dor inevitavel de dar uns 15 ou 20 euros por ele? E porra que o Franz Ferdinand e o Do It Yourself nunca mais chegam :\

You should make your own time, you’re welcome in mine

Tenho que admitir que nunca dei o valor que devia aos Ride:

nowhere_ride.jpg


Polar BearNowhere (1990)

Até hoje.

Quando ficar surdo, escusam de avisar, btw.

Coisas interessantes para fazer a um Sábado de tarde…

… ver o The Best of Blur (thanks Katie) e passar directamente da She’s So High para a No Distance Left To Run

… tentar lembrar-me qual era uma música dos My Bloody Valentine com uma intro de baixo seguida por bateria (Can I Touch You)…

… tentar lembrar-me da forma de meter um disco em SACD a tocar em Windows…

… ouvir o Loveless com o som no máximo, apesar das dores de cabeça…

Computer Camp Love


Computer Camp Love – Datarock (Datarock Datarock, 2005)

Qualquer música que tenha uma parte assim:

I ran into her on computer camp
(Was that in 84?)
Not sure
I had my commodore 64
Had to score
(Not with that dirty tramp)
She’s not a tramp
Her name is Judy
(That’s a nice name)
Yeah she’s a nice girl
(Big deal. Did you get in her pants?)
She’s not that kind of a girl, booger
(Why, does she have a penis?)

Merece um destaque.

São quase quatro horas…

… e continuo sem sono. E sem nada que fazer.

As noites antes pareciam menos aborrecidas…

I can has 48 hor dai plz?

todo.jpg
Jaismaparta que tenho os dias de 24 horas já não chegam para ouvir tudo o que quero… Depois ainda por cima a Amazon UK sugere coisas como a senhora Fabienne Delsol e os The Bristols só mesmo para me complicar mais a vida (que desconfio que é tão indie que não tarda cago forquilhas).
Tal como diria o Sócras e outro grande Corporate Whore, o Mr. C0rp0rat3 Wh0r3, “porreiro pá”. Já não chegava ter recebido o Coming Up e comprado o Nowhere, com o Franz Ferdinand a caminho (com a minha sorte, vai ser CC), e palpita-me que nem vou ter tempo para os ouvir como deve ser. Bah! I can has dublicate mai bank balanzes plz?
PS: aquilo é a lista que mantenho junto ao PC com bandas ou álbuns recomendados. O título a Ana que explique. A “piada” do indie e das forquilhas já deviam conhecer. E eu vou agora para a cama!

Horoscopos

Virgo (23 AUG-22 SEP) 

You’ve got some big decisions ahead of you, but try your best to put them off for as long as possible, because you will make the wrong fucking choice as usual.

So true.

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