Arquivo de Maio, 2008

Depois do vinho no Rock in Rio…

… o azeite.

Where Is My Love


Where Is My Love – Cat Power (The Greatest, 2006)

Um dos momentos altos do concerto no Coliseu, quanto mais não seja que era das poucas músicas que a acústica terrível da sala não assassinava a belíssima voz da Chan Marshall.

I’ve got nothing better to do than pay too much attention to you

Sebadoh – The Freed Pig
(Sebadoh III, 1991)

 

Isto é o jornalismo em Portugal…

Esta notícia do Público (entretanto corrigida), traduzida a partir do site da Reuters, mostra bem o lindo estado em que está o “jornaleirismo” (já que usar o termo referido no título em cima é quase um insulto a quem pratica essa arte noutros locais onde será certamente mais bem tratada) neste país que daqui a uns dias irá esquecer-se da crise dos preços do petróleo para dar lugar a uma “alegria” enevoada pelas fotos de Ronaldo e companhia. Se traduzir “Life sentence” para “pena de morte” já é mau, desconhecer que na Europa ocidental a pena de morte foi abolida (apenas algumas excepções para traição em tempo de guerra), e mesmo na Europa de leste apenas a Russia e a Bielorússia a mantêm, é um verdadeiro atentado à inteligência dos jornalistas e tradutores no desemprego actualmente.

Por estas e por outras é que intelectualoides como o Andrew Keen deviam deslocar os livros que escrevem da secção “tecnologia” para “comédia”. Se isto é o trabalho dos profissionais, valham-nos os amadores!

Gobbledigook

É o primeiro trabalho a sair de Með suð í eyrum við spilum endalaust (que quer dizer qualquer coisa como “Com um zumbido nos ouvidos tocamos incessantemente“), o novo álbum dos Sigur Rós, cujo videoclip, que retrata uma tribo indígena nas florestas tropicais da Islândia, podem ver no site oficial, já que aparentemente podem colocar videos das Pussycat Dolls no YouTube, mas não videos onde aparecem uns jovens tal e qual vieram ao mundo não. Mas voltando ao nome, não que isso importe – entre Islandês e Vonlenska, os Sigur Rós são mesmo daqueles casos em que a forma como cantam é infinitamente mais importante do que o que é cantado. Bom exemplo disso é a Flugufrelsarinn de Ágætis Byrjun - a fiar pela tradução mais conhecida da letra, é preferível imaginar outra coisa qualquer, a não ser que tenham algum interesse na libertação de moscas . Fica o áudio de Gobbledigook.

Tenho estado algo receoso sobre o álbum novo deles, principalmente após o Jonsi ter falado em fazer um álbum mais acessível. Infelizmente, parte dos meus receios confirmaram-se: o álbum inclui uma faixa em inglês, e a ver pela amostra decidiram afastar-se da matriz sonora que os caracterizou na última década. Não que isso seja mau: quem tem bom gosto tem-no sempre, e nesse espaço de tempo os 4 magníficos da música islandesa mostraram-no sempre.

Embora seja sempre arriscado fazer estas “previsões” com base numa só música, este deverá ficar bem ao lado de Saturdays=Youth dos M83: umm álbum bastante bom, mas que acaba por destoar demsaiado na discografia da banda. Seja como for, um bom álbum é sempre um bom álbum.

You Have Killed Me


You Have Killed Me – Morrissey (Ringleader of the Tormentors, 2006)

Já que a Eurovisão a sério é uma merda, vejam o Morrissey, no seu estilo Morriseiano de falar num passado que nunca existiu, a fazer um videoclip inspirado nele.

O Elo perdido entre o Jack Bauer e o Obi Wan

Enquanto ontem tentava espantar mais uma noite má, dei de caras no Holywood (ou seria o AXN?) com a adaptação de 1993 dos Três Mosqueteiros do Alexandre Dumas. Do alto do sono, descobri que a personagem do Athos interpretada pelo Kiefer Sutherland é na realidade o elo perdido entre o Obi-Wan Kenobi do Star Wars e o Jack Bauer do 24. Ora vejamos…

Obi-Wan Kenobi Athos Jack Bauer

Barbudo e cabeludo Barbudo e cabeludo Parece-se com um Athos bem arranjado
Ao serviço da República Galáctica Ao serviço de Louis XIII Ao serviço dos EUA
Lightsaber Rapier Qualquer coisa que mate
Acredita na força Religioso Trabalha como Crusado
Ordem Jedi banida por Palpatine Mosqueteiros banidos por Richelieu CTU dissolvida após 6º dia
Tomado por morto Tomado por morto Tomado por morto

Agora a pergunta: estaremos na presença de uma personagem imortal, que se deslocou pelo tempo e ficção adoptando sempre o mesmo perfil, ou no fundo, a ficção é tão previsível que as personagens são todas as mesmas?

O próximo objectivo: encontrar qual será o elo perdido entre o violador de direitos civis Jack Bauer e o violador de adolescentes Robert Doob:

Live from nowhere…

E enquanto lêm este post, espero estar eu deliciado com as proezas pós-róckinas dos Riding Pânico (incluindo a apresentada acima, I See Nineteen, faixa de abertura do seu primeiro EP), após o que espero que tenha sido uma boa amostra de psicadelismo electrónico, cortesia do Nuno Santos aka Mainslide. Amanhã (ou um dia destes) espero ter algo sobre o concerto.

A não ser que algo tenha dado espectacularmente para o torto, e não tenha conseguido ir ao concerto nem apagar este post programado na Segunda Feira. Oooops!

I’m in love…

Mas que belo pedaço de música. Acho que ainda vai ser a próxima compra…

Mais videoclips


U R A Fever – The Kills (Midnight Boom, 2008)


Only- Nine Inch Nails (With Teeth, 2005)


Horror Head – Curve (Doppelgänger, 1992)

E começando pelo primeiro, está a música de abertura do álbum dos Kills que surpreendeu muito boa gente este ano pela sonoridade diferente do trabalho que a dupla vinha a desenvolver. Em boa hora, já que rapidamente se tornou num dos meus favoritos deste ano.

Quanto aos Nine Inch Nails, esta é salvo erro a música que me converteu para estes lados. Como extra, fiquem aqui com um jovem, sorridente e inocente Trent Reznor a falhar numa promo para a MTV e o mesmo a aproveitar-se de se poderem dizer certas coisas na televisão, isto por voltas de 1994 ou 1995. Por acaso, numa das muito badaladas Select que tenho por aqui, existe uma entrevista com o jovem campónio que podem sacar o PDF aqui. É bom ver o Reznor agora a voltar a estes tempos depois da odisseia de drogas no final da década passada e na primeira metade desta.

A fechar, a muito, muito jeitosa Toni Halliday (e prova que o Alan Moulder tem mais que bom gosto para música) dos Curve com uma música a quem já dei o devido destaque, mas não resisto a colocar de novo.

Página Seguinte »


Tuíter

Calendário

Maio 2008
S T Q Q S S D
« Abr   Jun »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Eleições

Record Store Day

Arquivos

Coisas