Arquivo de Junho, 2008
Diz o Richard Ashcroft no novo single:
“Love is noise, love is pain”
O amor não sei, mas o single novo dos Verve é, de certeza. Porra, para regressos destes, fiquem lá quietinhos. O Urban Hymns, apesar de ser uma chatice pegada a longo prazo, ainda tem alguns bons momentos por lá. A ir por este caminho, correm o risco de ser a anedota do ano.
Can’t Go Back – Primal Scream (Beautiful Future, 2008)
Primeiro single do novo álbum dos Primal Scream.
Gostava era de chegar aos 46 como o Bobby Gillespie. Não quero é seguir a dieta dele, senão duvido que chegue lá.
Tal como tinha falado noutro post, tenho um segundo projecto entre mãos, que está agora preparado para aparecer em público.
Como já alguns de vocês devem saber, nos últimos meses comecei a construir uma colecção simpática de revistas de música inglesas dos anos 90 de modo a ajudar na pesquisa dos texto sobre o Britpop e o de Madchester (ainda a ser editado, talvez este fim de semana o publique). A certa altura, pensei em começar a colocar aqui scans dessas revistas, mas achei que estava a sobrecarregar este tasco. Ao mesmo tempo, o WordPress apresentava um novo theme para photoblogging, melhorava a gestão de blogs multiplos e a capacidade de 50MB subia para 3GB, e a ideia de fazer scans dos anúncios a novos singles, albuns e a festivais (onde por vezes vemos nomes que agora esperariamos ver como headliners bem no fundo) começava a ganhar contornos sérios.
Após ter passado o fim de semana a meter cerca de 40 anuncios no scanner, posso finalmente dizer que o The new album from… está oficialmente aberto. Cliquem para seguir para lá:
O primeiro post “a sério” vai ser colocado hoje de noite. Stay tuned.
PS: esqueci-me de dizer: este blog vai ser escrito (o pouco que é, lá está) em inglês. Não faz sentido reduzir isto apenas à blogosfera nacional.
It’s summertime and I can understand if you still feel sad
Publicado Segunda-feira, 23 Junho 2008 Single 2 CommentsTags: Flaming Lips
Às vezes, a música interessante aparece dos locais mais inesperados
Publicado Sábado, 21 Junho 2008 Jogos , Musica , Single EncerradoTags: Howling Bells, Malajube, The Temper Trap
Após ter passado mais de um ano praticamente ausente do mundo de jogos por preferir perder o meu tempo com musica, ultimamente voltei a dar uma “perninha” em certos jogos que tinha curiosidade em ver como estavam. Entre o Lego Star Wars II e o Pro Evolution Soccer 6, o que me parece mais interessante para os próximos tempos é o Rugby 08. Mas para não fugir muito ao tema principal deste tasco, este post não irá servir para elogiar o jogo em si, mas as escolhas para a banda sonora. Após tanto tempo a desligar a música dos jogos poucos segundos depois de entrar neles pela primeira vez, chega um jogo que por acaso me ensina umas bandas novas.
Se os Howling Bells já eram conhecidos meus e contribuem com a Low Happening para a banda sonora do jogo, posso dizer que fui surpreendido com os australianos The Temper Trap, que para surpesa minha, ainda estão a trabalhar no seu álbum de estreia, mas mesmo assim já têm um bom single orelhudo, em Sirens que à falta da MTV já deverá contar com uma projecção internacional graças ao jogo.
A verdadeira cereja no topo do bolo é Fille à plumes (qualquer parecença do som os Death From Above 1979 não será mera coincidência, já que o produtor do álbum chegou a trabalhar com o duo , dos conterrâneos dos Arcade Fire Malajube, provavelmente a banda mais establecida de todas, até tendo aqui um videoclip bem bizarro, por sinal.
Com o segundo álbum (de onde a música foi retirada) Trompe-l’œil a banda afirma-se mais um forte nome da cena indie de Montréal – que parece ser uma das regiões mais activas nesse aspecto nos últimos anos. De resto, bandas como os suecos Quit Your Dayjob (obviamente com Freaks Are Out) e os canadianos Tokyo Police Club (Nature Of The Experiment) fecham o que é uma banda sonora bem longe do “mínimo denominador comum” a que se costuma assistir em bandas sonoras licenciadas. É óbvio que há algumas mais aborrecidas, mas as 12 faixas escolhidas para o jogo não destoariam de uma compliação qualquer.
Low Happening - Howling Bells
Sirens – The Temper Trap
Fille â plumes – Malajube
Only Shallow – My Bloody Valentine (Loveless, 1991)
É hoje…
Cheguei a um ponto em que me apetece dizer “basta” e partir para outra. O deserto que se assiste nisto, apesar de até ter voltado a actualizar com alguma frequência diz tudo.
É fácil dizer “ah, ligas demasiado a isso”. Pois é. A questão é que há dias acabei de escrever um texto de cerca de 4000 palavras sobre Madchester e os movimentos paralelos, e sinceramente, a minha vontade de o mostrar além das 3/4 pessoas que já o viram é zero. Gastei horas a fio tanto a escrever como a pesquisar a porra do material, e até me dei ao trabalho (e despesa) de comprar mais algumas revistas que podiam ajudar nessa mesma pesquisa, o que até foi o caso. Mas sei que no máximo ia ter um ou dois comentários. Tanto trabalho para isso? Sim, é certo que isto dos blogs é para ser divertido e tal, mas porra, o meu divertimento com esta merda ultimamente é zero. Não preciso de publicar os textos para ficar satisfeito com eles – sim, é egoísta, mas este é daqueles casos em que só digo estimo mais que se fodam todos.
Ainda há horas estive a falar com a Ana sobre ser a complete bastard e começar a cobrar pelos conteúdos publicados – não era o primeiro, nem ia ser o último. Não é que fosse ter algum sucesso com a ideia (nem é que precise do dinheiro), mas ao menos era capaz de poder olhar para isto sossegado sem pensar “mas porque caralho me dou ao trabalho de perder horas nisto”.
Estou a pensar noutro projecto aqui no WordPress, em que devo começar a trabalhar ainda nesta semana. Se esse projecto for em frente, duvido que continue com isto, e o mais natural é fechar ao público até que haja motivos para o re-activar.
Enfim.











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