Arquivo de Agosto, 2009

Dois bons motivos para celebrar o fim dos Oasis

A parte com talento da banda a fazer um álbum a solo.

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Aumentam as possibilidades de um regresso dos Ride

Ponto final numa era

Noel Gallagher has announced he is quitting rock band Oasis because he can no longer work with his brother Liam. ~BBC

A imagem que vai ficar destes mundiais

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E quero isto em poster. Ou vá, um print de tamanho razoável.

You can’t change this way of life

Maps – I Dream of Crystal
(Turning The Mind, 2009)

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Talvez a que é a stand-out track desta sequela de We Can Create, para mim um dos melhores álbuns de 2007, I Dream of Crystal acaba por ser a que revela mais parecenças com o álbum anterior de James Chapman (e talvez por isso, o destaque actual no MySpace da banda), e vai ser o single que acompanha o lançamento do álbum. Apesar de partir bastante de trás na corrida ao álbum do ano, ainda poderá recuperar alguns lugares e destacar-se do pelotão.

9.58. Wow.

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wow.

Better you let her memory die


Mirror’s Image – The Horrors (Silent Colours, 2009)

Ainda nem deu tempo de curar a ressaca musical de PdC, e eis que Trent Reznor dos Nine Inch Nails anuncia a faixa de abertura de Silent Colours como o novo single dos Horrors, junto com o videoclip algo psicadélico. Tal como tem sido costume, o próprio Trent fornece o video em MP4 para quem quiser, apesar desta vez ter sido algo sumítico com a qualidade.

E que tal uma edição do single em vinil, non?

PS: e tinha-me esquecido, mas aqui fica a versão ao vivo, em Paredes de Coura

and we won’t stop til it’s over


Sweet Disposition – The Temper Trap (Paredes de Coura 2009)

Um dos highlights deste ano em Paredes de Coura, aqui com a música que os pode levar até aonde quiserem. Abriram o palco principal, mas acredito que em algum tempo podem fechar um palco em Paredes de Coura ou num Alive/SW (já que o SBSR parece-me condenado à mediocridade).

Quem quiser ouvir como é a versão do álbum, aqui tem:

Alguém informe o Dan Brown disto…

… que pode dar um livro do caraças.

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John Hughes em música


Psychedelic Furs – Pretty In Pink


The Beatles – Twist and Shout


Simple Minds – Don’t You (Forget About Me)


M83 – Graveyard Girl

Paredes de Coura 2009, dia 30 de Julho

Conforme já tinha dito anteriormente, considerava o dia 30 de Paredes de Coura como um dos melhores do panorama festivaleiro do ano – e com a presença dos autores de dois dos melhores álbuns do ano e uma banda com uma reputação ao vivo impecável, a não presença era quase um crime. E assim sendo, marquei presença (juntamente com a Anita) na Praia Fluvial do Tabuão.

Como é bem sabido dos regulares, a praia é de uma beleza natural impressionante, que convida mesmo ao descanso e ao recuperar das forças para a loucura que se passa a poucos metros. Há que lamentar é o que vendem como “salada de frango”, que mais parece salada de batata, com uma guest appearance de um frango. Mas ok. Um belíssimo lugar para passar umas largas horas, com festival ou sem ele.

Indo aos concertos:

The Temper Trap: Era um concerto quase surpresa para mim – conhecia uma música deles que até acabaram por não a tocar. Mesmo assim, não é que se tenha sentido a falta. A tocar músicas do álbum de estreia com lançamento Europeu nos próximos dias, a banda serviu de aquecimento para os poucos que já se colocavam mais ou menos próximo do palco, e com o seu rock algo atmosférico pontuado com a carismática performance do seu vocalista. Um excelente começo de dia, e uma banda a ter em mente para tempos futuros – o álbum afigura-se como um dos melhores para 2009.

The Pains of Being Pure At Heart: A banda que de certa forma me começou a roer para marcar presença mostrou-se em força (e com mais um guitarrista), sempre a espalhar simpatia e sempre sorridentes, particularmente a teclista Peggy Wang, a banda fez um bom concerto a mostrar as suas melhores músicas do seu currículo, a mote do excelente álbum de estreia. Notava-se que a banda talvez se sentisse mais confortável num espaço mais pequeno, mas mesmo assim deram um bom espectáculo de estreia em território nacional, com promessas de um regresso.

The Horrors: A última banda confirmada para o dia (em substituição dos banalíssimos Rascals) foi vista a partir de uma parte mais elevada do auditório, já que a música a isso convidava. Armados com um dos melhores e mais surpreendentes álbuns dos últimos anos,a banda liderada por Faris Badwan mostrou-se ao nível que já se esperava. Bastante mais energéticos ao vivo, Faris passeia-se pelo palco quase sem rumo enquanto a banda produz todo o tipo de ruídos ao ritmo das melodias minimalistas de Primary Colours. Já entraram na “primeira divisão” da música britânica com esse álbum, e as performances ao vivo em nada ficam para trás.

Supergrass: A última das quatro estreias do dia apresentou-se em Paredes de Coura quase num formato best-of – nada de surpreendente para uma banda que nos 16 anos de carreira nunca tinha pisado um palco nacional. Apesar de não serem uma das bandas principais durante o auge do Britpop, ao contrário de muitas ainda estão aí para as curvas e foram os primeiros a conseguir captivar verdadeiramente o público. Pessoalmente, teria-os trocado, por exemplo, pelos Howling Bells – mas para fazer dos “relvas” headliners do último dia do festival, já que estavam à altura de tal responsabilidade.

Franz Ferdinand: A única não-estreia do dia, e a par dos NIN (que iriam tocar no dia seguinte) os reis das tshirts por entre os festivaleiros, a banda encheu quase completamente o anfiteatro natural do recinto já nas primeiras horas do dia 31. Enquanto Horrors, Pains e Temper Trap vêm com um álbum “fresco” e bem recebido na bagagem, os Franz Ferdinand continuam com algumas dificuldades para se libertarem de músicas como This Fire ou Take Me Out… mas longe disso ser mau sinal. A combinar o melhor dos álbuns lançados até ao momento, o quarteto de Glasgow levou o público ao rubro, mesmo durante os jams electrónicos com que acabaram o concerto e o encore. São uma das melhores bandas da actualidade, e assim se mostraram no Minho.

De negativo, apenas duas coisas: que haja gente a fazer mosh durante Pains of Being Pure At Heart (a velha história da mosh durante música clássica ou, porque não, durante o Jazz na Relva), e os horários da Renex – a ideia de sair do Porto às 9:30 foi minha, mas acredito que nem todos estão na disposição de voltar às 6:30 – principalmente quando o próprio after-hours termina mais de uma hora antes,  e Paredes de Coura transforma-se num congelador durante a noite.

A repetir para o ano. Para os quatro dias.

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