Mensagens com Etiquetas 'Franz Ferdinand'

Paredes de Coura 2009, dia 30 de Julho

Conforme já tinha dito anteriormente, considerava o dia 30 de Paredes de Coura como um dos melhores do panorama festivaleiro do ano – e com a presença dos autores de dois dos melhores álbuns do ano e uma banda com uma reputação ao vivo impecável, a não presença era quase um crime. E assim sendo, marquei presença (juntamente com a Anita) na Praia Fluvial do Tabuão.

Como é bem sabido dos regulares, a praia é de uma beleza natural impressionante, que convida mesmo ao descanso e ao recuperar das forças para a loucura que se passa a poucos metros. Há que lamentar é o que vendem como “salada de frango”, que mais parece salada de batata, com uma guest appearance de um frango. Mas ok. Um belíssimo lugar para passar umas largas horas, com festival ou sem ele.

Indo aos concertos:

The Temper Trap: Era um concerto quase surpresa para mim – conhecia uma música deles que até acabaram por não a tocar. Mesmo assim, não é que se tenha sentido a falta. A tocar músicas do álbum de estreia com lançamento Europeu nos próximos dias, a banda serviu de aquecimento para os poucos que já se colocavam mais ou menos próximo do palco, e com o seu rock algo atmosférico pontuado com a carismática performance do seu vocalista. Um excelente começo de dia, e uma banda a ter em mente para tempos futuros – o álbum afigura-se como um dos melhores para 2009.

The Pains of Being Pure At Heart: A banda que de certa forma me começou a roer para marcar presença mostrou-se em força (e com mais um guitarrista), sempre a espalhar simpatia e sempre sorridentes, particularmente a teclista Peggy Wang, a banda fez um bom concerto a mostrar as suas melhores músicas do seu currículo, a mote do excelente álbum de estreia. Notava-se que a banda talvez se sentisse mais confortável num espaço mais pequeno, mas mesmo assim deram um bom espectáculo de estreia em território nacional, com promessas de um regresso.

The Horrors: A última banda confirmada para o dia (em substituição dos banalíssimos Rascals) foi vista a partir de uma parte mais elevada do auditório, já que a música a isso convidava. Armados com um dos melhores e mais surpreendentes álbuns dos últimos anos,a banda liderada por Faris Badwan mostrou-se ao nível que já se esperava. Bastante mais energéticos ao vivo, Faris passeia-se pelo palco quase sem rumo enquanto a banda produz todo o tipo de ruídos ao ritmo das melodias minimalistas de Primary Colours. Já entraram na “primeira divisão” da música britânica com esse álbum, e as performances ao vivo em nada ficam para trás.

Supergrass: A última das quatro estreias do dia apresentou-se em Paredes de Coura quase num formato best-of – nada de surpreendente para uma banda que nos 16 anos de carreira nunca tinha pisado um palco nacional. Apesar de não serem uma das bandas principais durante o auge do Britpop, ao contrário de muitas ainda estão aí para as curvas e foram os primeiros a conseguir captivar verdadeiramente o público. Pessoalmente, teria-os trocado, por exemplo, pelos Howling Bells – mas para fazer dos “relvas” headliners do último dia do festival, já que estavam à altura de tal responsabilidade.

Franz Ferdinand: A única não-estreia do dia, e a par dos NIN (que iriam tocar no dia seguinte) os reis das tshirts por entre os festivaleiros, a banda encheu quase completamente o anfiteatro natural do recinto já nas primeiras horas do dia 31. Enquanto Horrors, Pains e Temper Trap vêm com um álbum “fresco” e bem recebido na bagagem, os Franz Ferdinand continuam com algumas dificuldades para se libertarem de músicas como This Fire ou Take Me Out… mas longe disso ser mau sinal. A combinar o melhor dos álbuns lançados até ao momento, o quarteto de Glasgow levou o público ao rubro, mesmo durante os jams electrónicos com que acabaram o concerto e o encore. São uma das melhores bandas da actualidade, e assim se mostraram no Minho.

De negativo, apenas duas coisas: que haja gente a fazer mosh durante Pains of Being Pure At Heart (a velha história da mosh durante música clássica ou, porque não, durante o Jazz na Relva), e os horários da Renex – a ideia de sair do Porto às 9:30 foi minha, mas acredito que nem todos estão na disposição de voltar às 6:30 – principalmente quando o próprio after-hours termina mais de uma hora antes,  e Paredes de Coura transforma-se num congelador durante a noite.

A repetir para o ano. Para os quatro dias.

Em relação ao dia 30 de Paredes de Coura…

Antes do mais, convém dizer que não sou nenhum “fanático” por festivais, nem estou iludido por preferências tribalisticas por Paredes de Coura (se isto fosse ali no Parque da Cidade era melhor ainda). No entanto vejo muitas críticas sobre a qualidade do mesmo, principalmente devido aos rumores que foram atirados ao ar por “pessoas com fontes”. Ainda para mais, tendo em conta que Paredes é um festival mais orientado para destacar bandas em ascenção, quem quiser ver nomes consagrados e com airplay de radio teria sempre uma boa opção – ir aos outros festivais.

Embora todos os dias têm os seus argumentos, o dia 30 será aquele que, em termos de organização e conceito, será o dia mais perfeito de todos o Verão. É óbvio que poderia ter outras bandas (matava para ter os Super Furry Animals em vez dos Supergrass, mas isso são gostos), mas capta perfeitamente o zeitgeist do panorama indie Britânico de 2009. Ora vejamos.

  • Embora o seu último álbum (Tonight with…) não tenha sido recebido de forma tão calorosa, os Franz Ferdinand são, a par dos Libertines, a banda que relançou a música de guitarras de volta para o topo das preferências na primeira metade desta década, e continuo mais a culpar os erros do álbum no exagerado trabalho de produção e expectativas absurdamente altas. São um headliner de peso – só perdendo uns pontos por já serem habituais dos palcos veraneantes (embora podia dizer o mesmo dos Metallica, e depois era trucidado…)
  • Os Supergrass foram uma das bandas de peso da fase média do Britpop, e ainda continuam activos com uma certa pinta. Talvez outros nomes pudessem estar em seu lugar, mas é uma banda que ignorou o nosso país por muitos anos – curiosamente, uma das “desculpas” mais citadas para justificar o choradinho pelos Blur.
  • A entrada dos The Horrors para o lugar dos fraquíssimos Rascals (muito provavelmente desejados por poucos mais do que os groupies de Alex Turner) é o verdadeiro deal breaker do dia. Depois de serem quase unanimemente considerados scenesters após o seu aparecimento, Primary Colours destaca-se surpreendentemente como um dos melhores álbuns do ano. Esta é a altura certa para ver a banda – muitos sugerem que estes podem ser os Primal Scream desta geração, ou seja, uma banda cujo trabalho é quase orientado em função de convidados e produtores.
  • Os Pains of Being Pure at Heart já são bem conhecidos por este tasco – bem antes de lançarem um LP, até. Apesar de serem uma das bandas mais emergentes da scene indie-pop de NY, o seu som é directamente influenciado pelo chamado movimento C86. São uma banda que muito dificilmente iria encher um espaço numa cidade qualquer, logo a presença em Paredes será por ventura uma hipótese única de ver a banda.
  • Apesar de conhecer pouco a fundo da banda (tirando, lá está, as siiiiiIIIIIIIreeeeeens!), os Temper Trap são uma banda curiosa – tirando Nick Cave e a Kylie Minogue, são poucas as hipoteses de ver ao vivo sons dos down-under. Ainda para mais, são uma banda bastante energética e acredito que pode-se tornar um pequeno culto caso as coisas em Paredes corram bem.
  • Para o afterhours, a presença dos Chew Lips é discreta, mas marcante e prova de quem fez o cartaz sabia bem o que está a fazer – basta recuar menos de um ano para se estar presente na que era considerada a melhor banda unsigned no Reino Unido. Escolha belíssima para um after-hours de um dia em cheio.

É óbvio que a minha wishlist de bandas de Paredes de Coura incluía outras muitas outras: sem correr ao MySpace para verificar datas, poderia referir os Super Furry Animals, Deerhunter, Ash, Glasvegas, Malajube (curiosamente, com os Temper Trap e os Howling Bells foram a banda que mais me ficou deste jogo), Camera Obscura, 1990s, SPC-ECO ou School of Seven Bells, ou nomes gigantescos como os Blur, My Bloody Valentine (podem ir a Portimão que eu por cá fico…) ou os Radiohead. Mas este dia é coeso, e é preciso lembrar, o festival tem apenas UM palco – aquilo que se paga é aquilo que se vê. Seria possível fazer um segundo palco (caso do Optimus-Blitz Alive), mas isso é uma solução que pode sempre dividir pessoas – o cartaz tenta ser tão homogéneo que acaba por não se entender bem qual é o fio condutor.

Curiosamente, todas estas bandas já foram referidas anteriormente neste tasco (tirando os Chew Lips, por falta de material – mas já os recomendei há um par de meses). Isso talvez explique o porquê do meu entusiasmo; só costumo falar de bandas pelas quais tenho uma certa estima (não ando atrás de hits nem pseudo-reconhecimentos do género “vou falar meia dúzia de lugares comuns de cada album que saco para toda a gente pensar que sou bué da indie”), e isto é um raro caso do alinhamento astral perfeito.

Por fim, alguém se lembra disto?

Pois é.

Música para Gente com Falta de Tempo, vol. 2

E conforme o prometido, aqui está o segundo volume da compilação para todas as pessoas que dizem que ouvem sempre o mesmo porque “não têm tempo para mais”. Conforme dito no primeiro volume, todas as músicas têm no máximo 150 segundos – tempo suficiente para ouvir uma coisa sem ficar com grande vontade de ir atrás do skip, e pronto para ir para o modo shuffle do leitor de mp3. A edição do meio é composta por…

  • Another Sunny Day – Anorak City
  • BIG A little a – Manshake
  • Bill Drummond – Queen of the South
  • Bon Iver – Team
  • Brian Reitzell and Roger J. Manning Jr – On The Subway
  • Catatonia – My Selfish Gene
  • David Bowie – What In The World
  • Elastica – Connection
  • Franz Ferdinand – Turn It On
  • Jaga Jazzist – Press Play
  • Magnetic Fields – Meaningless
  • Neon Neon – Neon Theme
  • Primal Scream – Miss Lucifer
  • Ringo Deathstarr - Starrsha
  • Slowdive – Here She Comes
  • The Art of Noise – Beatback
  • The Clash – White Riot
  • The Knife – Na Na Na
  • The Pains of Being Pure at Heart – Hey Paul
  • The Sound – Physical World
  • Wire – On Returning

Daqui a uns dias, vou colocar o post do terceiro e último volume. Até lá, vejam onde podem obter esta na lista de mixtapes publicitadas neste tasco.

Álbuns a sair

Tal como tinha dito no Twitter, hoje ia confessar certos crimes. Como é previsível, relacionados com álbuns que ainda não saíram, mas que eu, de uma forma ou outra, acabei por ouvir. 2009 promete ser um ano mais animado que 2008, or isso, quanto mais depressa se despacharem as novidades, mais tempo há para as que se seguem.

asobi_3Começando então por Hush, o terceiro álbum dos Asobi Seksu. O agora duo de Brooklyn (zona de NY que parece ter mais talento concentrado que muitos países juntos) tem andado por altos e baixos desde que Citrus saiu em 2006, desde alterações na formação da banda como a ausência de uma editora nos Estados Unidos. Por isso mesmo, Hush será menos “sacarino” que Citrus, mas isso não acaba por afectar minimamente o som da banda, e é possível ouvir mesmo uma certa evolução no som da banda, até pela própria organização do álbum, que foge à arrumação do estilo LP vista nos outros dois. Destaques para os singles (Me & Mary e Familiar Light), bem como os pedaços de céu num disco de plástico Layers e I Can’t See. Um álbum a comprar, sem margem para dúvidas.

Em seguida, o caminho turtuoso que os Franz Ferdinand seguiram até chegar ao seu terceiro álbum, Tonight, acaba por resultar num álbum sem ideias bem assentes e inconsistente, a meio caminho entre o b-side e o álbum de remixes. Enquanto existem os “momentos franz” em músicas como No You Girls, Live Alone, ou What She Came For, nas quais as eléctronicas dão uma nova dimensão a esses mesmos momentos, outras como o single Ulysses ou  a sequência instrumental de Lucid Dreams (que parece ter sido colada ao final da música) sugerem que algo de muito errado se passou em estúdio. Ao vivo, lpe_franz_ferdinand-tonightonge de produtores, o álbum poderá ganhar outra força, mas na sua forma actual, é simplesmente decepcionante. No entanto, a popularidade da banda Escocesa significa que dos apresentados neste post, Tonight irá ser o mais vendido, como provavelmente o que irá figurar em mais tops do ano. Apesar de não ser propriamente mau, o que não é, mesmo sendo o pior dos apresentados neste post, de uma banda como os Franz Ferdinand esperava-se bastante mais. A desculpa que “é um álbum que precisa de tempo” não é válida: a opinião aqui expressa foi feita ao fim de qualquer coisa como 10 audições completas. A “latitude” que referi noutro post que o currículo dos Franz Ferdinand merecia.

Depois do exílio dos estúdios que durou de 1997 até 2004, Morrissey parece estar na sua melhor forma desde que os  Smiths implodiram.  You Are the Quarry e Ringleader of the Tormentors foram ambos bem recebidos pelo público e a crítica, mas tirando a curiosidade no yearsofrefusalprimeiro, nada fazia prever o burburinho que esperava este álbum, a começar logo pela capa. À medida que os detalhes iam aparecendo, e o próprio álbum apareceu na internet, a surpresa era ainda maior – 30 anos após os Nosebleeds, Morrissey descobria de novo o punk, muito por responsabilidade do produtor Jerry Finn, no seu último trabalho. Faixas como Something is Squeezing My SkullAll You Need Is Me ou That’s How People Grow Up  mostram Morrissey no seu melhor, enquanto a sonoridade digna de um Western Spaghetti, de Last I Spoke to Carol tornam este álbum de facto um dos dos mais sólidos da já longa carreira de Morrissey.

Para acabar, chegamos aos The Whitest Boy Alive, o projecto lateral de Erlend Øye dos Kings of Convenience… que neste Rules parece ter transportado a sensibilidade dos KoC para um ambiente mais pop, com toda uma banda atrás. De qualquer forma, enquanto o último leitor de whitest_rulesCDs não for destruído, Rules parece ser uma boa forma de ir passando o tempo, com faixas como Keep a Secret, 1511 ou Dead End a remeter para a contribuição de Øye na premiada Remind Me dos Röyksopp em 2003. Nada que vá mudar o mundo, ou sequer o panorama musical de 2009, mas é uma excelente companhia para os dias frios que este Janeiro está a ter (apesar do álbum só sair em Março, mas pronto…)

Álbuns para 2009

Depois de em 2008 ter sido preciso esperar por Abril para escrever o post com o mesmo propósito, desta vez aparece ainda nas primeiras semanas de 2009. Além de alguns especulativos, este post foca-se na primeira metade do ano – em Junho faz-se um novo.

Continue a ler ‘Álbuns para 2009′

Compras Agosto-Dezembro

Já não faço um post destes há bastante tempo, mas por um bom motivo – desde finais de Agosto que me comecei a concentrar na guitarra em vez dos discos de plástico encomendados da Amazon. Mesmo assim, isso não quer dizer que tenha parado – apenas abrandado. Por isso, antes de fazer o balanço anual de compras aqui ficam as coisas que comprei desde princípios de Agosto (altura do último post) até ontem, com a tradicional compra de dia 31.

Continue a ler ‘Compras Agosto-Dezembro’

Decepção

Tanta coisa para algo que parece um B-side do single, ou uma faixa do álbum de remixes à là Nine Inch Nails? Tal como já havia dito antes, estava menos que optimista em relação ao trabalho novo, não esperava era levar com este murro nas trombas.

What day is today?

Compras AbrilNão, não acho que existe uma música chamada “Monday Morning” (o mais próximo que conheço é a Sunday Morning dos Velvet Underground), mas é o dia em que finalmente faço o tão pouco esperado post com coisas que compro. Mas que faço na mesma.

Conforme tinha dito anteriormente, comprei os primeiros vinis de 12″, e obviamente não tenho espaço para eles. Seja como for, são uma recordação da feira do vinil em Gaia a comemorar o Record Store Day. Sobre o single de 12″ dos KLF não há nada a dizer – ou melhor, até há, mas deixo isso para uma versão mais formal de um texto que meti no Google groups. O single de 12″ é o bastante comercial (como seria de esperar por parte daqueles dois) 3.A.M Eternal (Live at the S.S.L.), um dos maiores hits da vaga acid house/rave/whatever. À direita, Palavras ao Vento, o LP de 1991 dos Resistência que a bem dizer catalisou todo um interesse na música Portuguesa na primeira metade dos anos 90 (e ajudado por problemas contratuais dos agora “dinossauros” dos anos 80). Parece uma compra algo atípica, mas o cassingle com a Nasce Selvagem, Não Sou o Único e Liberdade foi a minha primeira compra músical, isto lá para os anos idos de 1992 ou 1993. Ou 1991, nem consigo situar bem no espaço temporal. Só sei que foi uma terça-feira solarenga, na feira da Areosa, onde comprei igualmente um boneco de ventosa do Alf. Nada mau para o gajo que descobriu uma banda com um som jeitoso de manhã, e enquanto curava as dores no estômago estendido a ver TV se esqueceu do nome. Seja como for, aqui fica Nasce Selvagem:

A fechar as aquisições feitas de plástico talhado (já que não resolvi a situação do híbrido dos New Order e não o vou meter assim), o homem que salvo erro estreou a secção de videoclips aqui do tasco, John Foxx (então nos Ultravox) com o seu primeiro single a solo após a saída da banda, Underpass.

Um dos primeiros músicos new wave/post-punk e uma das inspirações para Gary Numan, um dos maiores artistas pop do virar da década, Foxx teve uma carreira bastante irregular (não como Numan, que apesar do decréscimo de qualidade continuava a produzir álbums em série, mas a desaparecer completamente da cena musical e voltar às roupagens de Dennis Leigh, professor e designer) ao longo das décadas seguintes, o que acabou por minar as suas aspirações no palco das músicos mais influentes da revolução musical dos anos 70.

Agora nos CDs, podemos dizer que foi o mês das edições com DVD. Mas começamos pelas normais – o segundo CD do Bernard Butler (que tem o site em remodelações – virá por aí o terceiro?) a solo entre os Suede e os The Tears, e partilhado com o projecto junto do cantor soul David McAlmont. Este tenho que admitir que ainda não o conheço convenientemente, mas comprei-o com base numa recomendação muito firme de alguém em quem confio bastante. Assim que tiver uma faixa escolhida, irá aparecer algures num post. Do outro lado está o The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars, a obra-prima de David Bowie lançada em 1972. Não há muito que possa dizer sobre o álbum; andava a pensar em comprá-lo há anos, mas foi preciso ver o Velvet Goldmine para me decidir a comprá-lo. Mesmo assim, ainda não me resolveu a dúvida eterna: será que o Peter Murphy canta a Ziggy Stardust melhor que o Bowie? Acho que preciso de comprar o single dos Bauhaus para ter a certeza…

Agora, as ditas edições com DVD. Numa altura em que a distribuição física é ameaçada pelos altos custos (comparado com edições apenas digitais) e pirataria, uma solução (principalmente para álbum sem “idade” para remasters ou sem material para faixas extra) é colocar um DVD com diversos tipos de extras. O DVD extra de Out Of The Angeles dos Amusement Parks on Fire (que já tinha comprado antes, mas consegui vender a verão normal e comprar esta por uma diferença mínima) encontra-se um concerto completo, e embora o som seja de uma grande qualidade, a decisão do realizador em mudar de ângulo de camera a cada cinco segundos acaba por tornar a experiência algo… desagradável. Seja como for, sempre é melhor que uma versão só com um CD. Já o dos Franz Ferdinand inclui bastantes extras, desde a filmagens e fotos da gravação do álbum, uma entrevista, o videoclip de Do You Want To e desbloqueia uma parte extra no site (que não tenho grande vontade de ver o que é). Assim, despeço-me deste post com Walk Away:

Álbuns para 2008

Depois de comprar o Distortion, comecei a pensar que mais álbuns a sair este ano é que podem ser interessantes. E como penso melhor com uma folha ou algo onde escrever à frente, por algum motivo lá achei que este podia ser um assunto interessante para aqui. Começando…

Continue a ler ‘Álbuns para 2008′

Muitas compras…

Porque já não fazia um posts destes vai um tempo razoável, cá ficam as coisas que passaram a decorar a estante no último mês…

Compras Março 2008

Para começar, o que não encaixa em mais lado nenhum: a banda sonora do A Clockwork Orange, uma amostra da música electrónica no começo dos anos 70 misturada com diversos registos de música clássica da Deutsche Gramphon.

Quem diria que pancadaria da grossa e música clássica iriam combinar tão bem.

Do Britpop e derivados, algumas entradas novas com o Coming Up, o álbum dos Suede que devia ter sido o primeiro a comprar já há bastante tempo, e acabou por ser o último (PS: Brett, fode-te que o A New Morning não é um álbum dos Suede, ok? Ai é? Ok, eu compro, parece que há muita gente desesperada para se livrar dele. Toma toma!), e para a pilha dos DVDs entrou o Blur: The Best Of, oferecido by the much missed Katie, perdida nas longínquas terras do Offline. Sem serem Britpop, vale a pena referir a compra do Do It Yourself, álbum dos Seahorses, a banda de John Squire após ter-se fartado de aturar o Ian Brown nos Stone Roses. No que diz respeito ao mais próximo de Britpop que há agora, finalmente adicionei o Franz Ferdinand à colecção. Já devia estar aqui desde 2004, mas ainda vai a tempo. Fica aqui a Take Me Out, a música que me introduziu aos rapazes de Glasgow:

Talvez a compra menos inspirada, o Echo Dek dos Primal Scream, um álbum de remixes estilo dub do fantástico Vanishing Point, mas que acaba por ser um “mais do mesmo” algo esquecível. Mas fica bem lá no monte.

Para a secção de shoegaze/noise pop/dreampop/twee, muitas entradas novas, a começar pela obra-prima dos Ride, Nowhere, de quem já meti uma música no mês passado, mas volto a meter, só pelo acaso:

Não menos importante, vindo directamente de Londres graças a uma amiga minha, o EP com o mesmo nome dos The Pains of Being Our At Heart, uma banda indie pop com um futuro brilhante (ou seja, pode ser que 20 pessoas gostem deles), e de quem espero um dia ver um concerto, ou no mínimo, comprar o primeiro LP. Fica aqui Orchard Of My Eye:

PS: o avatar do MSN com os coraçõezinhos é da parte de trás do CD. Podem culpá-los a eles, se quiserem. Também aproveitei para adicionar mais uns items à colecção dos Asobi Seksu, nomeadamente três singles: A versão CD do single natalício e cover dos Ramones Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight) e da Thursday, bem como o vinil da Strawberries (cujo plástico apresenta-se num vermelho vivo e a sleeve interior um certo aroma a morango – mas segundo a capa é mesmo assim, não esteve guardado junto a uma caixa de Trident). No entanto, há uma coisa que precisa de ser dita: Se ter a New Years num single metido para aproveitar a altura Natalícia até faz algum sentido (guilty as charged), era escusado também ser o B-Side da Thursday, já que (ainda por cima) é uma faixa do mesmo álbum.

Para encerrar a secção e as compras, aproveitei a promoção que a Jojo’s/CDGo está a fazer em todos os materiais da 4AD para trazer para casa o magnífico Treasure dos Cocteau Twins, de onde, entre muitas outras, destaca-se a Lorelei

… aqui numa versão mais aguda e Jesusandmarychain-y da coisa, e com a Liz Fraser a decidir inventar ainda mais que o costume a partir dos dois minutos. Embora tendo em conta que nunca teve uma letra escrita, “inventar” é uma palavra um bocado forte. E como já andava para comprar este aos anos…

cocteautwins.jpg

Merece.

Para terminar, o que será porventura uma compra algo estranha:

Select Magazine assortment

Revistas. 6 Select. Do meio dos anos 90. I’m so retro I buy old magazines for news. Ou talvez não – existem aqui entrevistas que não se encontram facilmente noutros lado, como esta do Trent Reznor, entre diversas fotos com bastante qualidade. Não será ao gosto de todos, mas para quem quiser estudar como a música Britânica se desenvolveu, é um must.

Página Seguinte »


Opiniões

inwhitelight no Fuck Yeah!
Silva no Fuck Yeah!
Silva no Fuck Yeah!
Ritinha no E agora, uma dúvida…
Esquilinho! no Fuck Yeah!

Tuíter

Calendário

Dezembro 2009
S T Q Q S S D
« Nov    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Eleições

Record Store Day

Arquivos

Coisas