Archive for Junho 2006

Diário do Mundial XXVII

Brasil 3 – 0 Gana
Após algumas exibições menos conseguidas, o Brasil (ou parte dele) temia o Gana. E com motivos, já que o conceito de “defender” escapa aos quatro jogadores mais avançados, e enquanto a reforma de Cafu e Roberto Carlos não chega, Cicinho, um dos melhores frente ao Japão e Gilberto ficam a ver enquanto as glórias de 1996 jogam. Por outro lado, o Gana não tinha o seu trauliteiro mor, Essien. A táctica para este jogo era simples: manter os avançados móveis do Brasil em fora de jogo, e esperar que caíssem na armadilha. A ideia era boa se os defesas soubessem os básicos da tactica, e após um lance cortado por fora de jogo, Gordoaldo marca, batendo o recorde de Gerd Müller. Tinham-se passado a fantástica marca de 4 minutos. A partir daí, o Brasil começou a recuar, até que Gana, que deciciu entrar com o seu plano “B”, rematar de longe, embora tal como no plano “A”, não pareçam ser propriamente especialistas nesse tipo de jogo. Após reclamarem uma grande penalidade, um contra ataque brasileiro acaba com Adriano a colocar o resultado em 2-0, e apesar dos Ganeses fazerem muito mal o fora de jogo, o adiantamento é mais que visível. Segunda parte, e tudo seguiu o rumo da primeira: o Gana a tentar reduzir (com remates de longe que invariávelmente iam para fora ou à figura de Dida), e o Brasil a marcar, desta vez por Zé Roberto, a aproveitar uma clareira deixada pela defesa do Gana. E assim sai de cena a última equipa não europeia/sul americana em prova.

Golos:
9′ Ronaldo 1-0 – Kaká lança Gordualdo em profundidade, a defesa faz mal o fora de jogo, e o avançado do Real Madrid finta o guarda redes e bate o recorde de Müller
46′ Adriano 2-0 – Kaká coloca em Cafu, este cruza, e um Adriano um passo à frente da defesa (no sentido “adiantado”, não “a prever”) marca de joelho.
84′ Zé Roberto 3-0 – Ricardinho coloca por cima da defesa em profundidade, Zé Roberto antecipa-se ao guardião Ganês, e fecha a contagem.

Espanha 1 – 3 França
Uma das melhores equipas da primeira fase defrontou uma equipa que apenas à ultima jornada conseguiu quebrar um enguiço de quase oito anos, e se havia um favorito, era a Espanha, que para a sua imprensa, já era desde já a favorita à vitória final (coisa que em Portugal NUNCA se faria, só num dia que calhe entre Domingo e Sábado), e o primeiro golo, após um penalty infantil de Thuram, deu a vantagem à Espanha. A França parecia condenada, até porque Henry estava mais divertido a imitar um Inzaghi sem sentido posicional, mas apareceu Ribery, lançado por Vieira, para repor a igualdade ainda no primeiro tempo. A segunda parte, embora menos espectacular, foi de grande equilibrio, apenas quebrado quando uma mosca acerta em cheio no olho de Henry enquanto disputava a bola com Puyol a dez minutos do final. Do livre cobrado a bola sobre para o segundo onde Vieira aparece de cabeça, e Sérgio Ramos entra decidido sobre a bola, desviando-a de Casillas e directo para o fundo das redes. O que parecia ser um encontro destinado ao prolongamento ou aos penalties (motivo pelo qual Luis “Mostra a esses pretos como se joga à bola” Aragonés retirou Raúl do campo, junto com outro jogador logo aos 55 minutos, por algum motivo) estava agora a cair para o lado Francês, e antes que a Espanha tivesse qualquer reacção final, Zidane aparece lançado em contra-ataque, passa Puyol e bate Casillas, terminando assim a participação Espanhola. De novo, antes de chegarem às meias finais. É pena.

Ou não.

Golos
28′ David Villa 1-0 – Penalty a cobrar falta idiótica de Thuram.
41′ Ribery 1-1 – Vieira lança Ribery, que contorna Casillas, e passa para o fundo das redes
83′ Vieira 1-2 – Cruzamento de Zidane, a bola desvia num defesa espanhol e sobra para o segundo poste onde Vieira cabeceia, ainda com Sérgio Ramos a tirar a bola do alcance de Casillas
92′ Zidane 1-3 -Zidane vai pelo meio campo Espanhol fora, passa Puyol, senta Casillas e fecha o marcador, adicionando mais 90 minutos à sua carreira.

Golo do dia

 


Zidane vai pelo meio campo Espanhol fora, passa Puyol, senta Casillas e fecha o marcador, adicionando mais 90 minutos à sua carreira.

De férias
Voltamos dia 30 para falar dos quartos de final. Ah bolas, é só mais um dia. >sigh<

 

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Posted Quarta-feira, 28 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

Diário do Mundial XXVI

Itália 1 – 0 Austrália
O primeiro jogo do dia abriu as espectativas de como seria o segundo, ao ser um espectáculo de golos falhados do ataque italiano e de futebol pressionante (desde que a bola não entrasse nos ultimos 40 metros) da Austrália. A Itália, que já não pode contar com Nesta por lesão, perdeu Mataratti aos 50 minutos quando deu um pontapé nas pernas de Zambrotta enquanto desarmava Bresciano. A confusão com quem era italiano e quem era Australiano foi tal que Medina Cantalejo expulsou o central do Inter. A partir daí, a Austrália conseguiu começar a importunar Buffon, mas quando tudo parecia ir a caminho de um prolongamento, Grosso apanha a bola na esquerda, passa por um, e Lucas Neill decide tentar a chamada “pranchada”, esquecendo-se que estava a jogar contra a equipa mais cínica da Europa. Grosso decide não mudar de direcção, e acaba no chão por causa de Neill. Chamado à conversão, Totti não perdoa, e acaba o jogo. Aos 95 minutos.

Golos:
95′ Totti 1-0 – Penalty oferecido pela Austrália, com o capitão da Roma a não perdoar com um remate indefensável.

Suiça 0 – 0 Ucrânia (0-3 ap)
A tendencia até este jogo era simples: a equipa que tinha ganho o grupo ganhava, e as equipas amarelas caíam como farrapos. No entanto, o jogo conseguiu mais chato do que todos estavam à espera, com o único factor de interesse a serem os remates ao poste de Shevchenko de cabeça, e de um livre de Frei demasiadamente bem marcado. Resumidos os noventa minutos (faltaram as três entradas para amarelo de Tranquillo Barnetta, mas o àrbitro decidiu contrariar as orientações da FIFA para seguir as de Sepp Bladder e mostrar apenas um), o prolongamento pode resumir-se ao começo da marcação de grandes penalidades. O problema é que a Suiça podia ter poupado todos ao sofrimento de mais meia hora, e ter marcado um auto-golo aos 85 minutos, já que em três tentativas, conseguiram mandar duas à figura e uma à trave, enquanto a Ucrânia marcava três e passava, apesar do falhanço de Shevchenko e do sempre arriscado Panenka de Milevsky. Assim sendo, a Suiça torna-se na nova Escócia, ao ser eliminada sem sofrer um golo que seja.
Golos:
Só coisas parecidas

Penalties:
0-0 – Shevchenko – Fraco e denunciado, um brinde para Zuberbuhler.
0-0 – Streller – Ainda mais fraco e mais denunciado, mesmo ao meio da baliza.
0-1 – Milevsky – Remate à Panenka, para desilusão de Zuberbuhler.
0-1 – Barnetta – Forte e colocado, mas tão colocado que bateu na baliza mesmo.
0-2 – Rebrov – Bola para um lado, Zuberbuhler para outro
0-2 – Cabanas – Practicamente um clone do passe de Streller
0-3 – Gusev – Remate bem colocado, quanto mais não seja porque coloca a Ucrânia nos quartos.

Golo do dia


Remate à Panenka, para desilusão de Zuberbuhler.

No entanto, como um penalty não deixa ninguem feliz…


Lahm recebe a bola no lado esquerdo, senta um defesa e faz um remate indefensável que entra junto ao poste, e é capaz de ter arrumado desde já a questão do melhor golo da competição.

Hoje não há notícias porque já vai atrasado que chegue 

Jogos do dia:
Jogo XX: Brasil – Gana (16:00) – previsão fantástica de 3-0 para o Brasil, com golos do Gordoaldo, Adriano em offside e Zé Roberto
Jogo XX+1: Espanha – França (20:00)

Posted Terça-feira, 27 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

Diário do Mundial XXV

Jogo 52 – Inglaterra 1 – 0 Equador
Após uma fase de grupos em que até “eficaz” seria uma palavra demasiado bondosa, a Inglaterra defrontou uma das surpresas positivas da primeira fase, o Equador. Sem Owen, que decidiu arranjar forma de meter baixa nos próximos cinco meses, a mudança táctica para o 4-5-1 de reserva caso o gordo de serviço não recuperasse foi posta em prática e o resultado foi brilhante. Para quem não pode ver o jogo, e assim poupou 90 minutos do seu tempo com o excelente resultado de nenhuma jogada de jeito. Assim sendo, com quatro jogos a roçar o miserável, a Inglaterra chega aos quartos de final.

Golos:
60′ Beckham 1-0 – Livre frontal à imagem de Beckham, junto ao poste e só com mais cinco centímetros o guarda redes chegava lá.

Batalha de Nuremberga – 3º Corpo de Cavalaria 1 – 0 Huzaren Prins van Oranje
O que era suposto ser uma partida entre a Equipa do Scolari e a selecção Holandesa transformou-se numa batalha campal entre os exércitos holandeses. Ainda houve tempo para Maniche marcar um golo, mas o futebol foi a descair a partir daí. Com Cristiano Ronaldo a sofrer de uma entrada de Khalid “Kannibale” Boulahrouz e a sair, e Costinha, já com um amarelo decide enterrar os pitons na perna de um médio holandês, safando-se à expulsão. Por pouco tempo, já que nos descontos, por um motivo qualquer, decidiu cortar um passe longo com a mão, o que valeu o segundo amarelo e expulsão. Na segunda parte, após um remate à barra de Cocu, sai o futebol e entram os tanques, com Figo a dar uma cabeçada em Van Bommel, enquanto Petit se diverte a apertar-lhe os mamilos. Freud ficaria interessadíssmo com este lance. Depois, Kannibale Boulahrouz leva o braço a cara de Figo, que cai. Segundo amarelo, e o equilibrio volta à batalha. Depois, após pausa para a equipa médica assistir Ricardo Carvalho, a equipa holandesa não devolve a bola, e Deco corta o mal pela raiz, ou seja, as pernas do primeiro jogador vestido de branco com a bola. Na confusão, Petit dá conselhos sobre bricolage ao jogador caído, e Sneijder, fervoroso adepto de bricolage, não concorda com Petit e atira-o ao chão. Mais uma ronda de amarelos, e minutos depois Deco faz uma falta, e enquanto Cocu lhe pergunta como está o Barcelona, Deco não larga a bola, o que lhe vale o segundo amarelo. E mais uma ronda de amarelos. Já nos minutos finais, após muito cacete e traulitada medieval, Van Bronckhorst vê mais um amarelo, e o vermelho. E o jogo acaba com a vitória do 3º Corpo de Cavalaria, e a derrota em toda a linha do futebol.

Golos:
23′ Maniche 1-0 – Deco cruza, Pauleta amortece para Maniche que dribla um e remata para o fundo da baliza.

Golo do dia


Livre frontal à imagem de Beckham, junto ao poste e só com mais cinco centímetros o guarda redes chegava lá.

 

Poll de fora
O àrbitro inglês, responsável por duas inovações este mundial, o Vermelho seguido de amarelo e o triplo amarelo, não deverá continuar em prova segundo a FIFA. Ivanov, o moderador das UN na batalha de Nuremberga tambem deverá ficar de fora.

Jogo às cores
Ainda na batalha de Nuremberga, este jogo igualou o recorde de amarelos e bateu o de vermelhos em fases finais. Em quatro anos, a tendência para o slot da Selecção Portuguesa fazer figura de urso disciplinarmente não mudou. Só os resultados.

Jogos do dia:
Jogo 53: Itália – Austrália (16:00)
Jogo 54: Suiça – Ucrânia (20:00)

Posted Segunda-feira, 26 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

Diário do Mundial XXIV

Jogo 50 – Alemanha 2 – 0 Suécia
O primeiro jogo da fase "quem perde vai para casa" começou com o roupeiro sueco a fazer as malas, já que Podolski abriu o marcador logo aos quatro minutos, a aproveitar um lance de insistência de Klose. Talvez por as tarifas do hotel serem demasiado caras, a Suécia decidiu não jogar, a após outra jogada de Klose a servir Podolski, o jovem Polaco marca o segundo, deixando o jogo practicamente decidido. Mas como ainda podia haver um golo de ressalto, ou Lehmann podia defender a próxima mesmo para dentro da baliza em vez de para canto, Lucic atropela um jogador alemão, e acaba seu o jogo aos 35 minutos com o segundo amarelo, de modo a preparar a sua mala mais cedo. Com a segunda parte, a Suécia quase que corria o risco de marcar um golo quando Metzelder empurra Larsson na àrea, mas primeiro o seleccionador Sueco decide tirar Johnson para colocar o Jedi Padawan Wilhelmson antes da marcação da grande penalidade, e depois Larson remata alto, forte, e completamente para fora da baliza. A partir daí, assistiram-se às 1001 tentativas de Ballack de marcar um golo, mas talvez por inveja de não arranjar um contrato milionário no Chelsea, Isaakson decide negar todas as tentativas. Destaque para o momento "velhos rebarbados num banco de jardim a mandar piropos às moçoilas" de Toni e José "Premier League r0x OMG OMG LOL SCHOOOOOLES" Marinho perto do final do jogo. E assim termina o primeiro jogo a eliminar na competição, com uma vitória fácil frente a uma Suécia que não se importava de perder.

Golos:
4' Podolski 1-0 – Klose entra na àrea, tenta fintar Issakson que sai disparado como uma bala de um arma com o cano desviado mas consegue tirar a bola do Polaco, com a bola a ir o outro que remata, com Lucic a não conseguir fazer melhor que ricochetear a bola da sua careca brilhante para dentro da baliza.
12' Podolski 2-0 – De novo Klose, desta vez a atrair três defesas, e deixa a bola para Podolski vindo de trás finalizar em estilo.

Jogo 51 – Argentina 2 – 1 México (AP)
O duelo sul-americano, como diriam alguns iluminados, colocava uma equipa que havia maravilhado nos dois primeiros jogos e desiludido no terceiro frente a uma equipa que ainda ninguem sabia bem do que era capaz de fazer.
A Argentina soube. Logo aos três minutos, uma balda monumental de Heinze dá a Rafa Marquez (tambem conhecido no meio como "o único jogador de jeito do México") um tiro livre à baliza, e o México fica em vantagem logo aos seis minutos. Pouco depois Borgetti, com tanta vontade de marcar um golo, não se conteve e fez uma cabeçada imparável para o fundo das redes. Das suas. Por algum motivo, a FIFA decidiu atribuir o golo a Crespo, que desviou a bola cerca de meio mícron da sua trajectória original. Caso Borgetti fosse Colombiano, esse desvio não lhe iria servir de muito, seja como for. A bala acertava num pulmão. Quem esperava um bom desafio o resto do jogo, pode esquecer. Liderados por Juan Ramón "finta e passa pró lado" Riquelme, a equipa Argentina foi como aquela música dos Talking Heads, e o resto do jogo foi como a visão do céu do refrão dos mesmos rapazes. A bofetada que veio a acordar o jogo aconteceu já no prolongamento, com um remate fantástico de Maxi Rodriguez, mas ao contrário do Jack Bauer, depois de morto por cerca de 75 minutos, não há reanimação possível. E assim terminou o encontro. Paz à sua alma.

Golos:
6' Rafa Marquez 0-1 – Balda na defesa após livre na direita, a bola sobra para Rafa Marquez que se antecipa a Heinze e abre o marcador.
10' Dizem que foi o Crespo 1-1 – Canto na direita, Borgetti sobe com Crespo e cabeceia a bola na direcção da baliza. A bola alegadamente raspa a chuteira de Crespo, o que parece que é suficiente para lhe atribuir o golo.
98' Maxi Rodriguez 2-1 – Cruzamento largo de Sorín, Maxi mata no peito e remata cruzado e bem alto ao estilo FIFA 96 e dá a vitória à Argentina.

Golo do dia


Cruzamento largo de Sorín, Maxi mata no peito e remata cruzado e bem alto ao estilo FIFA 96 e dá a vitória à Argentina.

 

Crespo reclama golo
Sem grandes surpresas, o avançado do Sabe-se lá para onde vai pró ano FC reclamou o golo do empate como seu: "Toquei com a ponta do pé. O que acontece é que ele tapa a visão, mas sou eu que empurra para a baliza. Tenho a certeza". Outra coisa não seria de esperar de este acto de bondade, apenas comparável ao de Cadete, quando reclamou o segundo auto-golo de Beto como seu, num derby no final dos anos 90. Depois veio a ver-se que não correspondia bem à verdade mas "Ele já tinha um! Eu tambem queria!", veio a dizer.

Azia ataca
Como é sempre de esperar, a fase de eliminação provoca algum desconforto nos estomagos do que passam a usar o simbolo da derrota. Lars Lagerback, treinador Sueco, diz que "Talvez ele (ndr: o boi preto) não tivesse aguentado a pressão do encontro" enquanto Ibrahimovic diz que "A Alemanha hoje foi uma máquina, mas vamos esperar para ver como joga quando tiver a Argentina ou o Brasil pela frente. Para mim, continuam a ser esses os grandes favoritos para este Mundial, porque são melhores equipas". A redacção do M.I.P. não viu Ibrahimovic no estádio, por isso supõe-se que tenha visto pela televisão.

Jogos do dia:
Jogo 51: Inglaterra – Equador (16:00)
Jogo 52: Scolari Boys Club – Holanda (20:00)

Posted Domingo, 25 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

Coisa interessante

Aceitam-se comentários, e outros resultados tambem.

Posted Sábado, 24 Junho 2006 by Silva in Futebol

Diário do Mundial XXIII

Jogo 45 – Ucrânia 1 – 0 Tunísia
Após o massacre no primeiro e segundo jogo, restava à Ucrânia bater a Tunísia para seguir em frente na competição. E, após muito tempo de corrida mais passes e remates ao lado de Voronin (ou seja, o jogo normal), Shevchenko leva a pá para a àrea e cava uma penalidade que ele próprio converte. E este é, resumidamente, o desperdício de tempo #1 do dia – ver o jogo

Golos:
70' Shevchenko 1-0 – Penalty sobre Schevchenko, e o próprio converte.

Jogo 46 – Arábia Saudita 0 -1 Espanha
Outro jogo em que estava tudo practicamente decidido, a Espanha chega à vantagem por volta da meia hora por Juanito, num jogo disputado a uma velocidade que faria Pedro Barbosa orgulhoso. Desperdício de tempo #2 – tentar acompanhar isto ao mesmo tempo que o jogo da Ucrânia.

Golos
36' Juanito 0-1 – Livre de Reyes, e o central a subir mais alto que todos e a marcar o golo da vitória.

Desperdício de tempo #3 – ir apanhar uma seca descomundal na baixa enquanto podia estar muito descansado a ver o jogo 47, entre a Suiça e a Coreia, que acabou com as aspirações da equipa que jogava com dois equipamentos à dois anos. Um primeiro golo de Senderos ainda na primeira parte não colocava a Coreia, mas atrapalhava e muito, e sem conseguir empatar a partida, foi nos minutos iniciais da segunda parte que a França se colocou em vantagem, o que empurrava os Asiáticos para fora. Pouco depois, um segundo golo francês obrigava-os a ter que empatar, já que não seria o Togo não iria tirar pontos à França. O choque veio a meio da segunda parte, quando Alexander Frei aproveita um ressalto em claro fora de jogo e marca o segundo, arrumando o jogo por definitivo. Resultado final, Justiça Poética 2, Coreia do Sul 0.

O segundo jogo perdido (48) opôs a França ao Togo, e já com quase 8 anos de diferença desde a última vitória, a pressão estava do lado da França. Após uma primeira parte com mais nervos que cabeça e um golo anulado, a França sai sobre um coro de assobios. No entanto, voltaram com mais cabeça, e Vieira colocou a França na frente, e tambem nos oitavos. Após um falhanço de Henry, o mesmo não perdoou e elevou a marca para os 2-0, com trinta minutos para jogar. A partir daí, os jogadores franceses controlaram o resultado e acabaram com a primeira vitória desde 12 de Julho de 1998.

Golo do dia


A Suiça tenta controlar criar uma jogada, de entendimento, mas um defesa Coreano tenta cortar a bola, colocando-a nos pés de um Frei completamente em fora de jogo, contorna o guarda redes e marca. O golo é legal, mas gostamos de pensar que a Coreia foi de vela com ele.

Agora é que começa
Com as equipas menos fortes a fazer as malas, as que demonstraram alguma capacidade continuam em prova, e desta vez um deslize de um jogador pode significar a vergonha eterna, o exilio para o estrangeiro, e muitas outras coisas não recomendáveis. Assim sendo, os jogos são…

Alemanha – Suécia
Argentina – México

Itália – Austrália
Suiça – Ucrânia

Inglaterra – Equador
Portugal – Holanda

Brasil – Gana
Espanha – França
Jogos do dia:
Jogo 49: Alemanha – Suécia (16:00)
Jogo 50: Argentina – México (20:00)

Posted Sábado, 24 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

Diário do Mundial XXII

Jogo 41 – Rep. Checa 0 – 2 Itália
Após um primeiro jogo a roçar o brilhante e um segundo a roçar a inexistência (cacetada, no caso da Itália), as duas equipas defrontavam-se a saber que quem ganhasse passava, e quem perdesse ia ficar à espera do outro resultado. Com nenhuma das equipas a praticar um futebol particularmente atractivo, a balança parecia pender para o lado Checo quando Nesta saiu lesionado e deu o lugar ao infinitamente inferior Materazzi. A surpresa apareceu aos 26 minutos, quando o mesmo Mataratti colocou a Itália na frente. Se, com o resultado no outro jogo as coisas pareciam azedar, Polak decide deixar o leite de fora do frigorifico e já a um minuto do final da primeira parte decide coçar os calcanhares de Totti, o que lhe valeu o segundo amarelo. A segunda parte assistiu à entrada do rei do fora de jogo, que veio trazer alguma mobilidade a um jogo excessivamente parado. Apesar de conseguir fazer alguns remates incómodos à baliza de Buffon, é Totti (que aproveitou diversos lances para treinar o passe com Cech) que lança Inzaghi que sai isolado, corre meio campo, contorna Petr Cech e marca o segundo. O lance deixou dúvidas a alguns, mas na repetição vê-se que além de partir de trás de dois defesas, parte antes da linha de meio campo. O verdadeiro golo à Inzaghi. Sem tempo para reagir, não restava nada à Rep. Checa senão gozar os últimos minutos no mundial. O que não devem ter feito. O ruído que se ouviu no fim foram milhares de boletins de apostas a serem rasgados ao mesmo tempo.
Golos
26′ Materazzi 0-1 – Canto de Totti, e o central do Inter a subir mais que toda a gente, e a cabeçear para o segundo poste.
87′ Inzaghi 0-2 – Com a Rep. Checa a tentar o empate, Totti lança Inzaghi que corre 50 metros, tem tempo para olhar para os flancos, decide contornar Cech e marca o segundo.

Jogo 42 – Gana 2 – 1 Estados Unidos
Com o interesse a estar no Rep. Checa – Itália, bastava saber que o jogo teria Markus Merk no apito para saber que ia haver a) muitas faltas e talvez amarelos b) uma decisão de penalty mal tomada. Basta ver as estatística de jogo para saber que a primeira parte foi cumprida, com 48 faltas e cinco amarelos, e a segunda, a imagem de marca de Merk, numa decisão ligeiramente polémica que acabou por dar a vantagem ao Gana, e qualificar a equipa africana para a segunda fase.

Golos:
22′ Draman 1-0 – não vi
43′ Dempsey 1-1 – cruzamento da esquerda, e Dempsey aparece para fuzilar o guarda redes contrário de pé direito.
47′ Appiah 2-1 – Penalty excelentemente cobrado, Após falta de Onyewu Vidoso sobre o já mítico Pimpong.

Jogo 43 – Croácia 2 – 2 Austrália
Num jogo de proporções épicas onde quem ganhasse (ou no caso da Austrália, não perdesse) passava, foi a Croácia (a que fica na Europa, não a que tem uns tantos jogadores de nome parecido) por meio de Srna que se adiantou, com um livre logo aos dois minutos. Como por esta altura ainda estava a ver como o Brasil se desenrascava, vamos dizer que depois a Austrália empatou de penalty, e já na segunda parte Kovac voltou a adiantar a Croácia. Indo directamente para a parte interessante, quando aos 73 minutos, Pletikosa defende a bola, sendo placado por diversos jogadores australianos em cima da linha, e pouco depois a aproveitar a tendencia ultra-defensiva da Croácia, a Austrália faz um cruzamento que é habilmente desviado por Tomas, que quis mostrar que os Croatas não são menos que os Sérvios e tambem são capazes de desviar a bola por duas vezes com a mão no mesmo jogo, mas Graham “RED CARD” Poll achou que dar uma palmada não era suficiente. Com o cerco montado, demorou pouco até Kewell marcar o golo do empate. Com isto, o jogo começou a ficar interessante. Primeiro, é Simic que corta as pernas de Kewell (além de um contra-ataque) e vê o segundo amarelo. Pouco depois Emerton decide equilibrar as coisas, e após ter visto um amarelo infantil por atrasar a reposição de bola apanha outro por meter a mão na fruta. Em seguida, ninguem entende se Simunic foi expulso, mas continua em campo, e a Croácia mantem a bola a bailar na àrea Australiana, mas não consegue empurrar a bola para dentro da baliza. Com o tempo a escassear, a Austrália ainda pressiou mais uma vez, conseguindo marcar um golo que foi anulado por Poll. Simunic, que ainda ninguem se tinha aprecebido que tinha sido expulso acabou por o ser quando o jogo já tinha terminado, mais ou menos entre o anular do golo e a marcação da falta. E assim, a selecção Australiana passou aos oitavos, onde vai defrontar a Austrália.

Golos:
2′ Srna 1-0 – Livre directo exemplarmente cobrado.
38′ Moore 1-1 – Penalty a cobrar mão na bola de Tomas.
56′ Kovac 2-1 – Kalac, num momento patriótico, a dar um frango a entrar na história dos mundiais
79′ Kewell 2-2
– Cruzamento na direita, a bola tem um desvio no coração da àrea e sobre para Kewell marcar o golo do empate.

Jogo 44 – Japão 1 – 4 Brasil
Com o Brasil qualificado, o Japão precisava de uma vitória neste jogo, e esperar que a Croácia ganhasse. Ou qualquer coisa assim parecida. Com diversos titulares de fora, o Brasil ganhou na aposta em deixar “Benglinhas” Cafu de fora e apostar em Cicinho, mas o Japão marcou primeiro, por intermédio de Tamada, após o ataque do Brasil ter obrigado Kawaguchi a quatro defesas de elevado nível durante a primeira meia hora. Tudo parecia indiciar que a primeira parte ia acabar com a vantagem do Japão, Ronaldinho Gorducho aproveita um cruzamento de cabeça de Cicinho (sabe-se lá como) e coloca o jogo de novo empatado. Chega o intervalo, e restavam duas perguntas: quanto tempo ia demorar até o Japão dar o estouro, e Kawaguchi meter àgua. As duas perguntas foram respondidas por um remate de longe de Juninho, com a bola a passar pelo meio dos braços do guarda-redes Nipónico. aos 53 minutos, ainda longe dos 65 minutos habituais, mas quando Gilberto marcou o terceiro pouco depois, as dúvidas ficaram ainda mais dissipadas. No entanto, a surpresa ainda estava para vir, com o gordo a marcar o segundo após combinação com Juan. O jogo terminava pouco depois, com o Japão a ir mais cedo para casa, a mostrar que o futebol pouco evolui por aqueles lados.

Golos
34′ Tamada 1-0 – Alex lança Tamada que aproxima-se da pequena àrea e com um remate potente e colocado coloca o Japão a vencer.
46′ Ronaldo 1-1 – Cruzamento, Cicinho cruza de cabeça, e a defesa deixa o Gordo saltar (ou levantar os calcanhares, que foi o que pareceu) sozinho na àrea, e empatar a partida
53′ Juninho 1-2 – Ninguem marca a estrela do Lyon que remata forte e colocado, com Kawaguchi a deixar passar a bola por entre os braços e por cima da cabeça.
59′ Gilberto 1-3 – Ronaldinho lança Gilberto, que entra na àrea e entre passar para Ronaldo ou rematar decide rematar, e assim amplia a vantagem
81′ Ronaldo 1-4 – Juan assiste o Gordo que remata colocado, fechando assim a contagem.

Golo do Dia

Juan assiste o Gordo que remata colocado, fechando assim a contagem.
Arena desiludido
Bruce “melão” Arena, como vai ficar conhecido após este Mundial, voltou a sentir-se prejudicado pelas arbitragens, já que “Gostávamos de ter chegado ao intervalo com uma igualdade no marcador, com oportunidade de vencer o jogo. Essa foi uma decisão (ndr: o penalty) importante“. Após as declarações de Domenech em que dizia mais ou menos o mesmo, a prova que os Americanos só são arrogantes com os Franceses porque têm inveja está aqui.

Keller explica McBride
O guarda-redes americano explicou em conferência de imprensa o porquê da preocupação em torno de McBride, que levou uma cotovelada de De Rossi no jogo da passada semana: “Brian já tem placas de titânio na cabeça“, concluindo “a cabeça dele é 5% titânio“. Dito isto, McBride entrou de rompante, saudando os jornalistas com um audível “Hello losers” enquanto se sentava com as pernas em cima da mesa e tirava um cigarro e uma garrafa de cerveja do seu fato de treino.
Frases do Dia:

O árbitro viu este jogo como uma… minoria… responsável
– Simões

Checoslováquia
– Toni, por pelo menos três vezes

Nágazua
– Humberto Coelho, a tentar dizer Nakazawa

Posted Sexta-feira, 23 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial