Diário do Mundial XXIV

Jogo 50 – Alemanha 2 – 0 Suécia
O primeiro jogo da fase "quem perde vai para casa" começou com o roupeiro sueco a fazer as malas, já que Podolski abriu o marcador logo aos quatro minutos, a aproveitar um lance de insistência de Klose. Talvez por as tarifas do hotel serem demasiado caras, a Suécia decidiu não jogar, a após outra jogada de Klose a servir Podolski, o jovem Polaco marca o segundo, deixando o jogo practicamente decidido. Mas como ainda podia haver um golo de ressalto, ou Lehmann podia defender a próxima mesmo para dentro da baliza em vez de para canto, Lucic atropela um jogador alemão, e acaba seu o jogo aos 35 minutos com o segundo amarelo, de modo a preparar a sua mala mais cedo. Com a segunda parte, a Suécia quase que corria o risco de marcar um golo quando Metzelder empurra Larsson na àrea, mas primeiro o seleccionador Sueco decide tirar Johnson para colocar o Jedi Padawan Wilhelmson antes da marcação da grande penalidade, e depois Larson remata alto, forte, e completamente para fora da baliza. A partir daí, assistiram-se às 1001 tentativas de Ballack de marcar um golo, mas talvez por inveja de não arranjar um contrato milionário no Chelsea, Isaakson decide negar todas as tentativas. Destaque para o momento "velhos rebarbados num banco de jardim a mandar piropos às moçoilas" de Toni e José "Premier League r0x OMG OMG LOL SCHOOOOOLES" Marinho perto do final do jogo. E assim termina o primeiro jogo a eliminar na competição, com uma vitória fácil frente a uma Suécia que não se importava de perder.

Golos:
4' Podolski 1-0 – Klose entra na àrea, tenta fintar Issakson que sai disparado como uma bala de um arma com o cano desviado mas consegue tirar a bola do Polaco, com a bola a ir o outro que remata, com Lucic a não conseguir fazer melhor que ricochetear a bola da sua careca brilhante para dentro da baliza.
12' Podolski 2-0 – De novo Klose, desta vez a atrair três defesas, e deixa a bola para Podolski vindo de trás finalizar em estilo.

Jogo 51 – Argentina 2 – 1 México (AP)
O duelo sul-americano, como diriam alguns iluminados, colocava uma equipa que havia maravilhado nos dois primeiros jogos e desiludido no terceiro frente a uma equipa que ainda ninguem sabia bem do que era capaz de fazer.
A Argentina soube. Logo aos três minutos, uma balda monumental de Heinze dá a Rafa Marquez (tambem conhecido no meio como "o único jogador de jeito do México") um tiro livre à baliza, e o México fica em vantagem logo aos seis minutos. Pouco depois Borgetti, com tanta vontade de marcar um golo, não se conteve e fez uma cabeçada imparável para o fundo das redes. Das suas. Por algum motivo, a FIFA decidiu atribuir o golo a Crespo, que desviou a bola cerca de meio mícron da sua trajectória original. Caso Borgetti fosse Colombiano, esse desvio não lhe iria servir de muito, seja como for. A bala acertava num pulmão. Quem esperava um bom desafio o resto do jogo, pode esquecer. Liderados por Juan Ramón "finta e passa pró lado" Riquelme, a equipa Argentina foi como aquela música dos Talking Heads, e o resto do jogo foi como a visão do céu do refrão dos mesmos rapazes. A bofetada que veio a acordar o jogo aconteceu já no prolongamento, com um remate fantástico de Maxi Rodriguez, mas ao contrário do Jack Bauer, depois de morto por cerca de 75 minutos, não há reanimação possível. E assim terminou o encontro. Paz à sua alma.

Golos:
6' Rafa Marquez 0-1 – Balda na defesa após livre na direita, a bola sobra para Rafa Marquez que se antecipa a Heinze e abre o marcador.
10' Dizem que foi o Crespo 1-1 – Canto na direita, Borgetti sobe com Crespo e cabeceia a bola na direcção da baliza. A bola alegadamente raspa a chuteira de Crespo, o que parece que é suficiente para lhe atribuir o golo.
98' Maxi Rodriguez 2-1 – Cruzamento largo de Sorín, Maxi mata no peito e remata cruzado e bem alto ao estilo FIFA 96 e dá a vitória à Argentina.

Golo do dia


Cruzamento largo de Sorín, Maxi mata no peito e remata cruzado e bem alto ao estilo FIFA 96 e dá a vitória à Argentina.

 

Crespo reclama golo
Sem grandes surpresas, o avançado do Sabe-se lá para onde vai pró ano FC reclamou o golo do empate como seu: "Toquei com a ponta do pé. O que acontece é que ele tapa a visão, mas sou eu que empurra para a baliza. Tenho a certeza". Outra coisa não seria de esperar de este acto de bondade, apenas comparável ao de Cadete, quando reclamou o segundo auto-golo de Beto como seu, num derby no final dos anos 90. Depois veio a ver-se que não correspondia bem à verdade mas "Ele já tinha um! Eu tambem queria!", veio a dizer.

Azia ataca
Como é sempre de esperar, a fase de eliminação provoca algum desconforto nos estomagos do que passam a usar o simbolo da derrota. Lars Lagerback, treinador Sueco, diz que "Talvez ele (ndr: o boi preto) não tivesse aguentado a pressão do encontro" enquanto Ibrahimovic diz que "A Alemanha hoje foi uma máquina, mas vamos esperar para ver como joga quando tiver a Argentina ou o Brasil pela frente. Para mim, continuam a ser esses os grandes favoritos para este Mundial, porque são melhores equipas". A redacção do M.I.P. não viu Ibrahimovic no estádio, por isso supõe-se que tenha visto pela televisão.

Jogos do dia:
Jogo 51: Inglaterra – Equador (16:00)
Jogo 52: Scolari Boys Club – Holanda (20:00)

Posted Domingo, 25 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

%d bloggers like this: