Diário do Mundial XXVI

Itália 1 – 0 Austrália
O primeiro jogo do dia abriu as espectativas de como seria o segundo, ao ser um espectáculo de golos falhados do ataque italiano e de futebol pressionante (desde que a bola não entrasse nos ultimos 40 metros) da Austrália. A Itália, que já não pode contar com Nesta por lesão, perdeu Mataratti aos 50 minutos quando deu um pontapé nas pernas de Zambrotta enquanto desarmava Bresciano. A confusão com quem era italiano e quem era Australiano foi tal que Medina Cantalejo expulsou o central do Inter. A partir daí, a Austrália conseguiu começar a importunar Buffon, mas quando tudo parecia ir a caminho de um prolongamento, Grosso apanha a bola na esquerda, passa por um, e Lucas Neill decide tentar a chamada “pranchada”, esquecendo-se que estava a jogar contra a equipa mais cínica da Europa. Grosso decide não mudar de direcção, e acaba no chão por causa de Neill. Chamado à conversão, Totti não perdoa, e acaba o jogo. Aos 95 minutos.

Golos:
95′ Totti 1-0 – Penalty oferecido pela Austrália, com o capitão da Roma a não perdoar com um remate indefensável.

Suiça 0 – 0 Ucrânia (0-3 ap)
A tendencia até este jogo era simples: a equipa que tinha ganho o grupo ganhava, e as equipas amarelas caíam como farrapos. No entanto, o jogo conseguiu mais chato do que todos estavam à espera, com o único factor de interesse a serem os remates ao poste de Shevchenko de cabeça, e de um livre de Frei demasiadamente bem marcado. Resumidos os noventa minutos (faltaram as três entradas para amarelo de Tranquillo Barnetta, mas o àrbitro decidiu contrariar as orientações da FIFA para seguir as de Sepp Bladder e mostrar apenas um), o prolongamento pode resumir-se ao começo da marcação de grandes penalidades. O problema é que a Suiça podia ter poupado todos ao sofrimento de mais meia hora, e ter marcado um auto-golo aos 85 minutos, já que em três tentativas, conseguiram mandar duas à figura e uma à trave, enquanto a Ucrânia marcava três e passava, apesar do falhanço de Shevchenko e do sempre arriscado Panenka de Milevsky. Assim sendo, a Suiça torna-se na nova Escócia, ao ser eliminada sem sofrer um golo que seja.
Golos:
Só coisas parecidas

Penalties:
0-0 – Shevchenko – Fraco e denunciado, um brinde para Zuberbuhler.
0-0 – Streller – Ainda mais fraco e mais denunciado, mesmo ao meio da baliza.
0-1 – Milevsky – Remate à Panenka, para desilusão de Zuberbuhler.
0-1 – Barnetta – Forte e colocado, mas tão colocado que bateu na baliza mesmo.
0-2 – Rebrov – Bola para um lado, Zuberbuhler para outro
0-2 – Cabanas – Practicamente um clone do passe de Streller
0-3 – Gusev – Remate bem colocado, quanto mais não seja porque coloca a Ucrânia nos quartos.

Golo do dia


Remate à Panenka, para desilusão de Zuberbuhler.

No entanto, como um penalty não deixa ninguem feliz…


Lahm recebe a bola no lado esquerdo, senta um defesa e faz um remate indefensável que entra junto ao poste, e é capaz de ter arrumado desde já a questão do melhor golo da competição.

Hoje não há notícias porque já vai atrasado que chegue 

Jogos do dia:
Jogo XX: Brasil – Gana (16:00) – previsão fantástica de 3-0 para o Brasil, com golos do Gordoaldo, Adriano em offside e Zé Roberto
Jogo XX+1: Espanha – França (20:00)

Posted Terça-feira, 27 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

%d bloggers like this: