Diário do Mundial XXVII

Brasil 3 – 0 Gana
Após algumas exibições menos conseguidas, o Brasil (ou parte dele) temia o Gana. E com motivos, já que o conceito de “defender” escapa aos quatro jogadores mais avançados, e enquanto a reforma de Cafu e Roberto Carlos não chega, Cicinho, um dos melhores frente ao Japão e Gilberto ficam a ver enquanto as glórias de 1996 jogam. Por outro lado, o Gana não tinha o seu trauliteiro mor, Essien. A táctica para este jogo era simples: manter os avançados móveis do Brasil em fora de jogo, e esperar que caíssem na armadilha. A ideia era boa se os defesas soubessem os básicos da tactica, e após um lance cortado por fora de jogo, Gordoaldo marca, batendo o recorde de Gerd Müller. Tinham-se passado a fantástica marca de 4 minutos. A partir daí, o Brasil começou a recuar, até que Gana, que deciciu entrar com o seu plano “B”, rematar de longe, embora tal como no plano “A”, não pareçam ser propriamente especialistas nesse tipo de jogo. Após reclamarem uma grande penalidade, um contra ataque brasileiro acaba com Adriano a colocar o resultado em 2-0, e apesar dos Ganeses fazerem muito mal o fora de jogo, o adiantamento é mais que visível. Segunda parte, e tudo seguiu o rumo da primeira: o Gana a tentar reduzir (com remates de longe que invariávelmente iam para fora ou à figura de Dida), e o Brasil a marcar, desta vez por Zé Roberto, a aproveitar uma clareira deixada pela defesa do Gana. E assim sai de cena a última equipa não europeia/sul americana em prova.

Golos:
9′ Ronaldo 1-0 – Kaká lança Gordualdo em profundidade, a defesa faz mal o fora de jogo, e o avançado do Real Madrid finta o guarda redes e bate o recorde de Müller
46′ Adriano 2-0 – Kaká coloca em Cafu, este cruza, e um Adriano um passo à frente da defesa (no sentido “adiantado”, não “a prever”) marca de joelho.
84′ Zé Roberto 3-0 – Ricardinho coloca por cima da defesa em profundidade, Zé Roberto antecipa-se ao guardião Ganês, e fecha a contagem.

Espanha 1 – 3 França
Uma das melhores equipas da primeira fase defrontou uma equipa que apenas à ultima jornada conseguiu quebrar um enguiço de quase oito anos, e se havia um favorito, era a Espanha, que para a sua imprensa, já era desde já a favorita à vitória final (coisa que em Portugal NUNCA se faria, só num dia que calhe entre Domingo e Sábado), e o primeiro golo, após um penalty infantil de Thuram, deu a vantagem à Espanha. A França parecia condenada, até porque Henry estava mais divertido a imitar um Inzaghi sem sentido posicional, mas apareceu Ribery, lançado por Vieira, para repor a igualdade ainda no primeiro tempo. A segunda parte, embora menos espectacular, foi de grande equilibrio, apenas quebrado quando uma mosca acerta em cheio no olho de Henry enquanto disputava a bola com Puyol a dez minutos do final. Do livre cobrado a bola sobre para o segundo onde Vieira aparece de cabeça, e Sérgio Ramos entra decidido sobre a bola, desviando-a de Casillas e directo para o fundo das redes. O que parecia ser um encontro destinado ao prolongamento ou aos penalties (motivo pelo qual Luis “Mostra a esses pretos como se joga à bola” Aragonés retirou Raúl do campo, junto com outro jogador logo aos 55 minutos, por algum motivo) estava agora a cair para o lado Francês, e antes que a Espanha tivesse qualquer reacção final, Zidane aparece lançado em contra-ataque, passa Puyol e bate Casillas, terminando assim a participação Espanhola. De novo, antes de chegarem às meias finais. É pena.

Ou não.

Golos
28′ David Villa 1-0 – Penalty a cobrar falta idiótica de Thuram.
41′ Ribery 1-1 – Vieira lança Ribery, que contorna Casillas, e passa para o fundo das redes
83′ Vieira 1-2 – Cruzamento de Zidane, a bola desvia num defesa espanhol e sobra para o segundo poste onde Vieira cabeceia, ainda com Sérgio Ramos a tirar a bola do alcance de Casillas
92′ Zidane 1-3 -Zidane vai pelo meio campo Espanhol fora, passa Puyol, senta Casillas e fecha o marcador, adicionando mais 90 minutos à sua carreira.

Golo do dia

 


Zidane vai pelo meio campo Espanhol fora, passa Puyol, senta Casillas e fecha o marcador, adicionando mais 90 minutos à sua carreira.

De férias
Voltamos dia 30 para falar dos quartos de final. Ah bolas, é só mais um dia. >sigh<

 

Posted Quarta-feira, 28 Junho 2006 by Silva in Diários do Mundial

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