Diário do Mundial XXIX

Inglaterra 0 – 0 Scolari Boys Club (1-3 ap)
Após dois jogos nos oitavos de grande espectáculo (para quem passou o tempo do jogo a ver um DVD ou o canal que não transmitisse o jogo), as expectativas nos oitavos apenas poderiam ser mais baixas se alguem levasse a pá com que Grosso cavou o penalty frente à Austrália e abrisse um buraco junto à escala. Ou talvez uma retroescavadora.
Assim sendo, o jogo pode ser resumido num monte de espaços brancos e reticências, com uma referência à “expulsão algo duvidosa de Rooney após calcar a fruta de Ricardo Carvalho”, “um remate perigoso de Lennon”, “Portugal a engonhar a bola”, “Crouch a demonstrar a capacidade técnica de uma pessoa com duas próteses nas pernas”, “Lampard remata por cima, mais uma vez” e “o SBC aproxima-se da àrea, mas não consegue criar perigo”. O prolongamento serviu para extender o sofrimento por mais 30 minutos, o que é difícil de compreeender, já que a Inglaterra tem o fantástico registo de uma vitória e muitas derrotas neste método de desempate. E para não fugir à tradição, os avançados ingleses decidiram rematar o mais controlado possível, faltando só o biqueiro para fora da baliza. Mas Beckham, o especialista nesses lances, já tinha saído.

Golos:
Tinha ficado contente que tivesse havido um para cada lado, mesmo que fosse com a mão e em fora de jogo.

Penalties:
0-1 – Simão – Colocado, típico do futuro ex-jogador do Benfica
0-1 – Lampard – Fraco, denunciado, e o ponto final adequado nas exibições de categoria do denominado “melhor médio do mundo”
0-1 – Hugo Viana – Guarda redes para um lado, bola no poste
1-1 – Hargreaves – Remate para o lado esquerdo, Ricardo toca na bola mas entra na mesma. Porque é Canadiano e joga na Alemanha
1-1 – Petit – Remate ao lado de Petit, a ignorar a regra de que só entra se for à baliza
1-1 – Gerard – Remate à semelhança de Lampard
1-2 – Postiga – Com Robinson à espera que Postiga picasse a bola, o futuro ex-avançado do Porto (espera-se) remata para a esquerda.
1-2 – Carragher – Remate para a esquerda, Ricardo defende como no remate de Hargreaves, mas a bola vai à trave. Porque é Inglês.
1-3 – C Ronaldo – Colocado na direita, e Robinson vê a Inglaterra a ficar pelo caminho enquanto a bola passa.

Brasil 0 – 1 França
Os vencedores antecipados do Mundial, já de tão convencidos na vitória não só no jogo, mas tambem no Mundial, decidiram não aparecer, dando a oportunidade à França de recuperar dos minutos finais loucos do desafio frente à Espanha. No entanto, dizem que as coisas amarelas que estavam a defender o lado em que a França atacava era mesmo o Brasil, por isso ficando confirmadas as suspeitas que Cafu apenas aparenta ter pernas para jogar porque o Brasil abranda o jogo quando joga por esse flanco, e o mesmo se passando do lado esquerdo. A França foi pressionando, e acabou mesmo por colocar o Brasil nas cordas, tendo o àrbitro Medina Cantalejo perdoado a expulsão a Juan, e dois livres nos descontos a colocarem o Brasil numa posição bastante incómoda. A segunda parte começa de forma semelhante, e acaba por ser sem surpresa que Henry aparece isolado ao segundo poste para colocar a França na frente. Talvez impressionado com a exibição da sua equipa (ou a pensar que estavam a jogar de branco), ainda demorou até colocar Adriano no lugar de Juninho, Cicinho no lugar de Cafu, e como o resultado ainda dava muitas garantias de passagem e não era preciso arriscar, Robinho por Káka, A pouco mais de 10 minutos do fim. Insuficiente, já que a França acabou por ter as melhores ocasiões de golo, e o apito final veio sem que o Brasil colocasse Barthez em perigo. Ao menos em 82 ainda caíram de pé.
Golos
57′ Henry 0-1 – Livre de Zidane, a bola sobrevoa a àrea, Henry aparece solto como um passarinho e fuzila Dida.

Golo do dia
literalmente

Livre de Zidane, a bola sobrevoa a àrea, Henry aparece solto como um passarinho e fuzila Dida.

 

BAPS
Um artigo colocado nos Diários do Europeu fez referência à British Academy of Penalty Shooting. Como não estou inclinado a repetir, aqui fica o link para o artigo com dois anos, mas sempre actual.

 

A história se repete
Entrar num torneio como um favorito claro e sair com o rabinho entre as pernas não é novidade para o Brasil. Tal como as piadas sobre a marcação de penalties da Inglaterra, este relato de 1982 pode ser re-aproveitado para esta ocasião, tirando a parte do futebol de primeira. Porque à excepção do jogo com o Japão, o Brasil jogou mau para cacete.

Erro na versão de ontem
Na versão anterior dos Diários do Mundial o 1º jogo indicado indicava que Portugal jogava hoje em vez do Scolari Boys Club. As nossas desculpas pelo sucedido, mas o responsável já foi punido (a mão esquerda deu um murro na direita)

Frase do dia

… um momento irrepetível, como no Euro 2004 …

Cristiano Ronaldo

Posted Domingo, 2 Julho 2006 by Silva in Diários do Mundial

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