Diário do Mundial XXXI

Scolari Boys Club 0 – 1 França
A jogar contra a tradição (que repentinamente, passou a não valer nada), os SBC enfrentavam uma equipa que já tinha eliminado Portugal por duas ocasiões no passado nas meias finais. A apostar essencialmente no mesmo 11 base desde o início do Mundial, tal como no jogo de ontem, a partida foi como um Martini do James Bond – mexida, mas não agitada. Com Deco e Figo claramente ausentes (muito provávelmente a agradecer a preparação na torradeira… perdão, Évora), o encontro pautou-se pelo jogo sem balizas, até que Ricardo Carvalho falha o corte, perde o equilibrio, e acaba por testar a dureza das caneleiras de Henry. Isto na grande àrea. Como Zidane não é daquela equipa que até perdia nos penalties contra infantis, o remate sai forte e colocado, e apesar do estiranço de Ricardo, a bola entra e obriga Scolari a imprimir mais pressão ofensiva na equipa dele. Coisa que não acontece, apesar do excelente mergulho a dois pés de Cristiano “I’m not a diver” Ronaldo ter recebido nota 10 dos sempre imparciais comentadores da SIC. Começa a segunda parte, e após dois lances de perigo junto da baliza de Ricardo, Miguel decide repetir a façanha do Euro 2004, e espetar-se espectacularmente ao sexto jogo, forçando a entrada de Paulo Ferreira, cortando o impeto ofensivo que o SBC precisava nesta altura. O maior lance de perigo veio de um livre de Ronaldo (que lá encontrou tempo entre mergulhos para meter uma para a proverbial caixa) que Barthez defende como um jogador de volley, mas Figo cabeceia por cima. A partir daí, já foi sem grande alma que se ia jogando com o tempo a passar, e assim terminou a caminhada do SBC rumo ao título, ainda com tempo de Ricardo Carvalho ficar de fora após entrada completamente escusada, e o primeiro passe em profundidade de qualidade, por autoria de Ricardo. De costas para a baliza.
Golos
33′ Zidane 0-1 – Penalty marcado como deve ser, a cobrar uma falta que não se deve fazer.

Literalmente, o golo do dia

Penalty marcado como deve ser, a cobrar uma falta que não se deve fazer.
Roundup da azia
A terceira eliminação deixou alguma azia sobre os SBC, com a velha história que Portugal, a sede dos SBC, é “um país muito pequeno, é difícil chegar, mas o jogo foi igual, equilibrado, com poucas oportunidades para cada lado“, nas palavras de Scolari, e “Portugal é um país pequeno, um povo humilde. Temos que continuar a trabalhar e a ser humildes” por Cristiano Ronaldo, um dos maiores emproados da história do futebol nacional.

Dada a questão fundamental do tamanho dos paíeses, o MIP antecipa ansiosamente a final entre Estados Unidos e China, e espera que a Grécia não invada os seus vizinhos num futuro próximo. Ou que o International Board elimine as decisões por penalties, já que os seus protegidos estão constantemente a sair por causa deles.

Posted Quinta-feira, 6 Julho 2006 by Silva in Diários do Mundial

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