433, XI Edição, 11-10-06

Couceiro deixa a sua marca
O ex-coveiro de Alverca, Porto e Belenenses mostrou tudo o que é feito na Rússia onde foi derrotado por 4-1, tendo condenado a equipa S21 nacional a ficar à espera de um milagre para seguir em frente rumo ao Europeu. Coisa que até aconteceu, com um penalty e um auto-golo a complementarem um golo de Yannick Djaló, e darem uma qualificação tangencial.
No primeiro jogo, a jogar com Euripedes Adão e João Pereira na defesa, a receita para o desastre começou a formar-se logo ao primeiro minuto, quando João Pereira vê um amarelo e pouco mais tarde Denisov marca o primeiro, com Paulo Machado a reduzir, e tudo parecia que ainda podia-se resolver da melhor forma. No entanto, antes do fim da primeira parte, João Pereira decide ter um momento tipicamente seu, e é expulso. Com menos um, Portugal volta a sofrer um golo a abir a parte, Savin aumenta a vantagem aos 63 minutos e Denisov fecha a desgraça com um segundo golo de penalty já nos descontos.

Para surpresa de todos os presentes, a reacção de Couceiro foi simples: “Temos queixas da equipa de arbitragem“. Se tivesse um euro por cada vez que ele dizia isso, tinha sensivelmente o mesmo número correspondente às derrotas dele. Por outro lado, disse que a equipa ainda tinha esperanças. Adeptos do Porto e Belenenses baixaram imediatamente os braços. No entanto, no segundo jogo as coisas correram melhor, e João Moutinho marca de penalty aos 30 minutos, após mão na bola. A agradecer o acto de João Pereira no primeiro jogo, Kolesnikov decide ser expulso ainda na primeira parte, e a aproveitar a vantagem numérica, Yannick aumenta a vantagem para dois. Já completamente balanceado no ataque, a equipa orientada por José Coveiro (agora com o seu visual “Mourinho wannabe”) vê o defesa Taranov desviar para dentro da baliza um passe de cabeça de Helder Barbosa, e a partir daí foi só contar os minutos até ao final. Coisa que com Couceiro é sempre enervante.

Boys Club vence primeiro jogo, é humilhado no segundo
Após dois empates, a equipa dos amigos de Scolari conseguiu a primeira vitória, muito graças a um grande jogo de “Fingers” Ronaldo que conseguiu marcar dois golos, e a ter uma bola completamente dentro da baliza que o árbitro não viu após um remate acrobático. No jogo a meio da semana, frente à Polónia, a história foi completamente diferente, e após sofrer um golo logo aos 8 minutos, com Smolarek a aparecer à vontade para finalizar um ressalto de um remate de fora da área, onde curiosamente apesar dos dois médios defensivos apareceu alguem sozinho. Com uma exibição de qualidade, Ricardo Costa Rocha (a asneira parecia do primeiro) falha o corte, e com um passe rápido o Eusébio da terra dos Mercedes com números de série riscados marca o segundo ainda antes dos vinte minutos. O restante espaço da primeira parte foi ocupado por diversas tentativas da Polónia em marcar o terceiro, e quando chega a altura das substituições na segunda parte, Scolari mostra tudo aquilo de que é feito e com o seu sentido táctico fora do normal decide colocar Tiago no lugar de Costinha (o que já devia ter feito no início), tirar Petit (que nem devia estar lá) para meter Nani a meio da segunda parte (porque o jogo estava a correr de feição) e já nos minutos finais, tira Deco para meter Maniche. Nuno Gomes lá aproveitou para marcar um golo, mas a desgraça estava consumada de qualquer forma.

Espanha e França afundam; Chipre e Macedónia em alta
Aragonés viu a vida andar para trás (embora seja questionável se em alguns aspectos alguma vez passou de 1955) quando foi à Suécia perder por 2-0, logo no primeiro jogo em que Raúl não foi convocado, e agora poderá estar com um pé fora da selecção Espanhola apesar da vitória no amigável frente à Argentina, enquanto a França deslocou-se à terra dos homens de saia (não, não é a casa do Castelo Branco) para perder por 1-0. Em baixa, duas equipas das ilhas britânicas a começar pela Irlanda, que foi ao Chipre perder por 5-2 e a Inglaterra, que consegiu um fantástico empate a 0 em casa frente à Macedónia.

Quarta Feira sem surpresas
A série de jogos de Quarta-Feira foi mais aborrecida, com o maior destaque a ir para a primeira vitória de Malta desde 1993 frente a uma Hungria que ainda deve estar a pensar onde é que a equipa dos anos 50 foi parar. A Inglatertra provou que sim, era possível descer mais baixo, e perdeu na Croácia por 2-0, incluindo mais um dos fantásticos atrasos de Gary Neville que acaba no fundo da baliza.

Brisas de mudança
Após muito choradinho sobre a eleição por parte de Luis Filipe “Quero Garantias” Vieira e Rui “Sou como o Argel e não é só em cara” Alves, Hermínio Loureiro tomou posse da presidência da Liga, e tem como um dos projectos principais tornar os árbitros profissionais em quatro anos. A redacção acha em peso que tornar a pandilha minimamente competente já seria bastante positivo, e fazer os mesmos aparecer nas conferências de imprensa, esperando-se tempos animados depois dos derbies e clássicos.

Entre outras coisas, defendeu a criação de uma Taça da Liga (porque o futebol já não é mau que chegue na Liga e no Campeonato), um torneio a abrir a época no Algarve que poderá inclusivamente contar com equipas estrangeiras (porque os tempos em que o Ath. Bilbao ia ganhar o campeonato do México já lá vão, e fica sempre bem ter um troféu oficial de outro país no palmarés) e arranjar um patrocinador para a Liga de Honra. Com o fantástico número de transmissões televisivas em duas por época, a PTO Notworks chega-se à frente com uma nota de cinco euros e duas moedas de cinco centimos, confiante que é uma proposta imbatível.

PS: é de mim, ou os 433 começam todos a parecer um frete?

Posted Quarta-feira, 11 Outubro 2006 by Silva in QuatroTrêsTrês

%d bloggers like this: