433, XII Edição, 19-10-06

Azares diferentes para equipas Portuguesas
Quase um ano após a última vitória na competição, o Porto recebeu um Hamburgo mal passado, e não demorou muito para Anderson torcer a defesa a meio e cruzar para Lisandro que aparece ao segundo poste para abrir o marcador. A pressão manteve-se alta, mas caiu a meio da primeira parte quando o Hamburgo chegou a marcar, mas o golo foi anulado quando Ljuboja saltou para cima de Helton, apesar da bola já ter entrado antes. Mesmo a fechar a primeira parte, Ljuboja decide fazer uma Mão de Deus na sua grande área por motivo nenhum (excepto uma boa fotografia), e Lucho converte. Na segunda parte o jogo continuou no mesmo ritmo, e após uma grande jogada de Quaresma, Postiga aparece isolado e avançado ao segundo poste para concluir em estilo. Já sem Anderson (lesionado) e com Bruno Moraes em campo, uma boa investida deste é concluída por Lisandro que marca o segundo, marcando assim uma das maiores goleadas dos últimos anos em competições Europeias com equipas portuguesas, apenas atenuada com um excelente remate de Trochowski (ou “Trochelski”, como diriam os comentadores da RTP) já nos minutos finais.

Destaque para a actuação exemplar do árbitro, a anular mal um golo a Ljuboja, deixar passar em claro um penalty sobre Quaresma, perdoando o segundo amarelo a Ljuboja no lance do penalty e ainda deixando passar em claro um fora de jogo de Postiga no terceiro golo. Nada a que uma pessoa não esteja habituada do fim de semana. A exibição de estreia de Jerry Fucile colocou diversas perguntas nas mentes dos adeptos, incluindo “mas porque raio é que o Bosingwa era o titular?

Para grande azar de Jesualdo. o CSKA tinha batido o Arsenal horas antes. Taça UEFA anyone?

Quanto ao Benfica, a derrota por 3-0 coloca grande pressão sobre a equipa desorientada por Fernando Santos nos próximos dois jogos, quase certamente decisivos não só para a continuidade na CL como nas competições Europeias. O Sporting foi vitima da tática preferida de Paulo Bento, engonhar até sofrer um golo ou chegar a segunda parte, e após um golo de Schweinsteiger a 342 metros da baliza (segundo os comentadores da RR), onde Ricardo desta vez não teve Petit a fugir com a investida do jovem teutónico. O mesmo jovem que foi expulso a abrir a segunda parte, mas a grande táctica de atirar as bolas para a área à toa resultou num grande nada, principalmente quando entrou “Kinder” Bueno, um jogador cujo nome não fez a justiça à exibição.

Quanto ao Braga, repetiu o resultado do Benfica e poderá ter perdido Wender por alguns tempos. Mas prontos, ao menos estão lá.

Bolton testa poste
O Bolton convidou para fazer testes no clube o avançado Chinês Yang Changpeng. Coisa que não seria notícia não fosse uma coisa:

Isto.

Guarda-redes do Chelsea perdem a cabeça
… muito literalmente. Frente ao Reading, o jogo começou da pior forma, com Cech a ser albarroado por um joelho, o que lhe provocou um rebaixamento no crânio (que ao contrário dos estádios, tira capacidade em vez de aumentar), e acabou ainda pior com Cudicini a levar uma cotovelada no meio dos olhos, tendo saído tambem em maca, e forçando Terry a acabar o jogo na baliza. Cech só deverá voltar a jogar pelo fim de 2007 e Cudicini vai ficar de fora por umas semanas, forçando Mourinho a recorrer a Hilário. O que a ver pelo jogo frente ao Barcelona nem é capaz de ser mau de todo.

Seja como for, apesar da intencionalidade discutível do lance, a resposta da FA foi “pfffft, fudeu“.
Apesar de continuar a apreciar as qualidades de Mourinho (mas de uma forma bastante mais moderada que a imprensa que o tentou destruir enquanto estava no Porto), a redacção de uma só pessoa gostaria de dizer “Já que é para ti, pega lá o que é o verdadeiro futebol inglês puro” ao respectivo.

Esta versão foi resumida porque já se faz tarde. E doi-me a cabeça outra vez.

Posted Quinta-feira, 19 Outubro 2006 by Silva in QuatroTrêsTrês

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