As capas dos Streets of Rage

Depois da análise bem sucedida à capa do Prince of Persia, achei por bem voltar à carga sobre os danos que uma pessoa com um aérografo (não confundir com um airbroche, que é uma coisa relacionada com o Mile High Club) pode fazer à reputação de um jogo. Desta vez, vamos falar do Streets of Rage, aliás, da série toda.



A começar pela capa Ocidental do primeiro…

…onde saltam diversas coisas à vista, como o ambiente de motim que não existe em lado nenhum no jogo e armas de fogo.O Axel practicamente com a roupa que ia estrear no terceiro jogo e a Blaze com uma roupa muito mais conservadora que a mini-saia de latex que exibe no jogo. O Adam? Tal como diria o outro, “deve ser preto“. E as coisas devem estar feias para alguem se ir esconder numa sarjeta.

É que se visse uma cambada de meliantes a apanhar de três polícias à paisana acho que mais depressa entrava muito discretamente numa bar, nem que do género onde homens de bigode até ao queixo, coletes de cabedal e calças do mesmo material sem traseiro e adereços metálicos (curiosamente, parece uma persongagem do terceiro) do que ir para a sarjeta. Curiosamente, a versão Japonesa é de uma qualidade superior…

…encaixando muito melhor com o resto do jogo. Quanto mais não seja porque é um airbrush do title screen. Tirando o Axel mais parecer o Dolph Lundgren.

OK, indo para o segundo.

Vamos começar pelo ar de indiferença de Skate Hunter enquanto acerta o patim na cara de um meliante.

Mas não é só o ar de total indiferença, é tambem o facto de conseguir fazer isso com patins calçados. Quando o alvo estava practicamente em cima dele:

Impressionante. Vamos em seguida para o Max Thunder.

Não só ficou careca, como passou a ser meio oriental, meio ocidental. Não no sentido que faz algumas raparigas mais giras, mas no sentido que um olho é mais rasgado que o outro.

Ou isso, ou teve uma concussão no inicio da carreira, e apanhou uma trombose. Não haja dúvida que quem fazia estas capas era um artista, no outro sentido da palavra. Mas se a cabeça está mal que chegue, o resto do corpo acompanha.

Eu até vejo Wrestling, e fazer um elbow smash desta posição parece difícil. Ainda para mais com a Blaze, com a roupa mais aproximada da realidade (mas ainda longe dos fatinhos de latex), a dar a bruta da paralítica no desgraçado. Que tem uma corrente na mão, quase de certeza que a foi pedir emprestada a alguem do Road Rash II, já que não existe no jogo. De referir que o olhar de indiferença da menina Fielding é tambem chocante…

…mas parecendo dizer com um ar snob “eu sou demasiado boa para ti“. O VOSSO AMIGO FOI RAPTADO, PORRA! MOSTREM ALGUMA RAIVA ENQUANTO DESCANCAM NESSES GAJOS!

Finalmente, o Axel. Já mais parecido com o respectivo do jogo, apesar do cabelo meio à Rod Stewart e das calças Grunge. E ao menos mostra alguma determinação enquanto arranca uns dentes. Quanto à capa japonesa…

…parece corresponder ao jogo, mas de novo com um valor artístico algo redutor em relação ao jogo em si.

Parte 3. Da mesma forma que o Empire Strikes Back é excelente e o Return of Jedi é o monte de esterco dos ewoks, o SoR 2 é dos melhores jogos da era 16-bit, e o 3 uma decepção a toda a linha. Mas isso fica para outra altura, os que tiverem pressa que vão ler a minha review do jogo. As capas… Acho que quanto menos se disser da versão americana …

… melhor. Mas tem que se falar na mesma que é por isso que aqui estamos. Para começar, é certo que se tem de combater a poluição… mas será que esmurrar o ar é a melhor forma ?

O Axel, a ver por esta capa, ou é estúpido ou tem cancro. Porquê? Vejam bem o tamanho daqueles punhos comparados com o resto da cabeça.

Isto para não falar das pernas quase mais grossas que a cintura. De novo, o “artista” deve ter saltado as aulas de arte onde estudaram o Vitruvian Man, com resultados hilariantes. Aaaaaaaaaaai ai. Mais em baixo está a Blaze Fielding, pela primeira vez a corresponder à personagem do jogo, bem como o Dr. Zan. Algo que por acaso nem é negativo… até que aparece um canguru, personagem que pode ser desbloqueada, embora seja completamente inútil. Porque escolheram este para meter em vez do Shiva vai além da minha compreensão. E de novo, ficou alguem de fora. E para não variar, foi o Skate, cá para mim o artista deu-lhe as indicações erradas. Tal como aconteceu com o Adam no primeiro jogo. SUSPEITO.

A capa Europeia é mais normal excepto o pescoço virado em 47º na Blaze…

… e corte ainda mais personagens ao incluir só duas. Com uma qualidade de desenho superior a qualquer uma das coisas encomendadas pela Sega of America, acaba por ser aceitável. Quanto à versão japonesa, é igualmente aceitável, e porventura a melhor desde o primeiro:

É certo que nem todos podem ser Roger Deans, mas é inacreditável como uma das melhores séries da era 16-bit conseguiu vender tanto apesar destas afrontas visuais na capa. Principalmente o segundo.
Mais uma vez, as capas foram todas incluídas cortesia do MobyGames.

Don’t speak Portuguese? You can have it at Bastard Numbered!

Posted Sexta-feira, 27 Outubro 2006 by Silva in Also in English, Retrogaming

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