433, XXXII Edição, 5 Abril 2007

Directamente em diferido da frente de combate


À frente, quase nada de novo
Após perder pela 12ª vez uma vantagem considerável no campeonato, Jesu”ai ai ai”ldo Ferreira foi forçado a ir à Luz com a fantástica vantagem de um ponto, com uma equipa na mesma forma física que os prisioneiros da ala 1 de Guantánamo, coisa a que estará tão alheio como o uso de fósforos e gasolina com fogos florestais.

Numa semana estranhamente calma, como tudo na vida o que é realmente perigoso faz pouco barulho ao aproximar-se: um tubarão, uma banheira ligada à electricidade ou um Classe C a descer uma ribanceira, num acto de honestidade COMPLETAMENTE IDÓNEO E INOCENTE, Luís Filipe Vieira decide colocar a sempre ordeira claque do Porto no terceiro anel. Por cima de adeptos do Benfica. Após as já habituais cargas policiais no início do jogo, o jogo começou com os Super Dragões a tocarem…

  • uma versão da 1812 Overture de Tchaikovsky
  • Cannon in SD Minor
  • na cara dos moinantes
  • (insira aqui uma piada sobre gays)

Quanto ao jogo, a verdade é que não faço a mínima. A primeira parte até pareceu equilibrada, com Quaresma a cruzar para a cabeça de Pepe, e Quim, que minutos antes salva um golo a remate de alguém deixa a bola entrar, para um silêncio ensurdecedor do lado dos adeptos do Benfica e um ainda mais dos comentadores da TSF.

Chega a segunda parte, e como é costume pelos lados do Porto, é uma altura de repouso. Não por estar a ganhar por 3, não por ter reduzido os adversários a um nada, não por terem aterrorizado tanto a defesa que o adversário até tem medo de passar a bola para a frente MAS SIM porque mal conseguem levantar o traseiro dos bancos do balneário. E foi eventualmente ao som de (a sua escolha anterior) que Lucho não conseguiu desviar a sua gigantesca barriga de uma bola cabeçeada por David Luiz (que NÃO ESTAVA fora de jogo pelas regras escritas por Luís Filipe Vieira, obra de dois volumes, o primeiro “Quando é para o Benfica”, o segundo “Quando é contra o Benfica”) que bateu no Poste, entrando lentamente na baliza defendida por Hélton, que ainda segurou o resultado enquanto o resto da equipa ficava a ver jogar, qual homem solteiro de meia-idade vestido com uma parka a ver comboios a passar em frente à estação de Ermesinde.

Renteria ainda teve a hipótese de voltar a colocar o Porto em vantagem, mas o gesto técnico quase perfeito de rematar na passada enquanto se arrastam os pés saiu ao lado. Bem como a possibilidade de ficar ainda com alguma margem de manobra.

O jogo do empurra
Como é habitual após um jogo entre grandes, seguiu-se o habitual jogo do empurra. Para variar, não sobre erros (porque aconteceram para o lado errado), mas sim pelo concerto ouvido numa das superiores. Enquanto o Porto diz que a culpa é da PSP e do Benfica, a PSP diz que é dos adeptos e do Benfica, Luis Filipe Vieira diz que a culpa não é dele, apesar de ter sido ele a ter a brilhante ideia de colocar uma claque uns metros acima dos restantes adeptos da bola. Visivelmente agastado pelo seu plano de tentar interditar o Dragão ter falhado, o futuro presidente da tris… SAD benfiquista já considera fechar as portas a adeptos do Sporting. PORQUE ISSO SERIA UMA COISA INADMISSÍVEL EM CONDIÇÕES NORMAIS.

The Champions
Os Quartos de Final da Liga dos Campeões (dos quais 3 foram campeões na época passada) foram marcados pelos avisos da direcção do Manchester United em relação aos simpáticos adeptos romanos. No entanto, mais que os adeptos teria sido mais inteligente avisar sobre a forma como a polícia italiana costuma tratar qualquer pessoa que esteja num estádio de futebol. Como não foram avisados (nem o campeonato esteve parado nem nada), levaram com uma carga policial ao intervalo. Coisa que aconteceu também dentro do campo, com a Roma a vencer por 2-1 e Scholes a ser expulso ainda na primeira parte por acumulação de amarelos. O Chelsea, clube cujos balneário dos vistantes tem dois espelhos e dez chuveiros, segundo as contas de Mourinho, não conseguiu melhor que um empate a um em casa frente ao Valência, clube cujos balneários do visitante são tão repugnantes que da última vez que o Inter lá foi, Figo, Toldo e Cambiasso recusaram-se a usá-lo e tentaram forçar a sua entrada no da equipa da casa. O Milan fez ainda pior, e consentiu um empate a 2 frente ao Bayern, que parece ter vontade de levar ainda alguma coisa desta época. Por fim, o Liverpool mostrou que equipa grande é outra coisa, e tirou a sua vingança de Tintin com um 0-3 esclarecedor em Eindhoven.

Posted Quinta-feira, 5 Abril 2007 by Silva in QuatroTrêsTrês

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