Cotonete Aid, Feira do Livro, Nuno Markl e muito mais

Quem ainda se lembra da passagem do blog do Nuno Markl para o Sapo e a minha reacção pode ter ficado com a impressão que deixei de lhe ligar após a mudança. Isso está muitíssimo longe da verdade, o que se passou é que simplesmente não há pachorra para aturar a quantidade de perguntas que o sistema implementado pelo Sapo faz para se colocar um simples comentário, e tal como vou contar nos próximos parágrafos, o que pensava sobre o Markl manteve-se igual. E como é obvio, não ia perder a oportunidade de conhecer um ícone da radio e do humor nacionais em pessoa. Ora clicai aí no “read more”


As ideias começaram a montar-se com o primeiro poster do Cotonete Aid, um concerto em apoio da Ana Monteiro que continuava sem saber se ia receber o seu livro, estávamos em Abril. Uma ideia iniciada pela Patriiicia, apoiada pela Comunidade Yakalaika e concluída com um poster feito por mim em alguns minutos com algumas ajudas da CY que o Markl decidiu dar um grande destaque. O cartaz para o “festival” era bastante preenchido, com alguns dos preferidos do Laboratoqqcoisa (Ninfa, Michel Silva, Leonel Nunes), um nod à Casa Blanca (Franc Cinatra, Devine Comedi) e os Delfins porque… porque sim. Vamos todos imaginar o Miguel Ângelo a dizer “dêm… o livro à Ana” ao som da “Soltem os prisioneiros para a piada resultar. O cotonetista era um clipart lo-res que tinha feito no passado (mas obviamente, com uma guitarra a sério) que tinha feito há alguns meses, mas cujo projecto não passou da fase inicial. E pela segunda vez, lá aparecia algo feito por mim a servir como motivo para um post. O tempo avançou até Maio, que por ocasião do lançamento do lançamento do segundo livro do HVEM (Opus 2, inicialmente intitulado “um cotonete para a alma“) o Markl viria para o encerramento da Feira do Livro do Porto. Aí, decidiu-se levar a coisa para o próximo nível.

O poster original tinha todos os elementos base, mas era notoriamente um trabalho “em bruto”. Logo, a ideia surgiu: porque não criar um cartaz mais bem construído, imprimir em A3 e oferecer ao Markl? Como já tinha alguma experiência de impressões na Copipronto (que mais tarde vim a descobrir que se passou a chamar Copidouro), não aproveitar a ideia era um crime. Partindo quase da mesma base, mas com um boneco com muito mais detalhe desenhado a partir de uma foto do Mr. C0rp0rat3 Wh0r3, um fundo mais mais ao estilo de um verdadeiro festival de música e obviamente um arranjo mais profissional. Tamanhos das letras conforme a importância dos nomes, a inclusão de um novo nome para preencher o espaço (LSD Soundsystem, que na altura tinham tido um post no HVEM) e os “créditos” do festival davam um aspecto mais sólido ao poster.


à esquerda, o original, à direita, o superior mk II

 

Como o dinheiro não estica, só encolhe, esperou-se até à semana anterior à sessão de autógrafos para imprimir o poster. Dia 6, quarta feira, foi o “Dia P”. Após uma seca descomunal (a primeira) na Copidouro da Boavista, nos quais se incluem 10 minutos de pânico infundado causado por muito tempo entre desenhar o poster e levar à loja a pensar “epá, mas converti as letras para curvas?” (tradução vectorizador/português: “epá, querem ver que dei cabo disto e vou ter que voltar sexta?“) finalmente tinha o cartaz impresso. Não é um GRANDE poster (só de ver o preçário para grandes formatos ficava com dores de cabeça, e além do mais, inkjet), mas estava girito, e sob o calor abrasador voltei para casa com a sensação de um trabalho bem feito, e acima de tudo, com um cuidado do caraças para não bater com ele em lado nenhum. Devidamente arrumado num sítio que pensava ser seguro, lá ficou até à noite, quando a mesma Comunidade Yakalaika pediu uma foto do mesmo.

Caso não seja possível ver, ao nível do pescoço o cartaz sofreu um trauma que apesar de não ser dramático, significava que como oferta tinha os seus dias acabados. Com Quinta a ter um inoportuno feriado, restava voltar à Copidouro na Sexta, a pouco mais de 24 horas da sessão de autógrafos para imprimir um novo poster.

Mas antes disso, a Patriiicia teve mais uma ideia. Uma das ideias originais era oferecer uma caixa de cotonetes ao Markl, mas porque não levar isso igualmente ao próximo nível, e personalizar a etiqueta do mesmo? personalizada à menina CarolNIИa MIKAela, mas como o próprio muito provavelmente iria gostar, estendeu-se a produção para duas.
Dividido por umas horas de noite e de manhã, nasceram as Cotonetes Markl’s, com a fantástica produção de duas caixa (mas para prevenir os inevitáveis azares, o espaço na folha devidamente aproveitado). A ideia era fazer um rip-off das caixas das cotonetes Johnson’s & Johnson’s, e esse objectivo foi devidamente cumprido ao final dessas mesmas horas:


95% amianto, meus amigos!

Sexta de tarde, de novo na Copipronto, mais uma seca (strike two), um poster impresso em papel fino “just in case”, o autocolante com a etiqueta, a Patriiicia encontrava duas caixas do mesmo tamanho das caixas de teste, e tudo parecia que tudo estava no bom caminho. E para variar, estava.

O Dia chegava, e com o devido cuidado, o poster e autocolante eram cuidadosamente guardados até porque alegadamente ia chover (o que AINDA não aconteceu), estava na hora de rumar ao Palácio de Cristal. Por menosprezar o facto da minha passada ficar mais curta por usar calças ao número mínimo e sapatos, chegava à zona pedonal de Santa Catarina com sensivelmente 10 minutos para a hora combinada com os Yakalaikos presentes. Todos os dois (três, aliás), porque diga-se, SÃO TODOS UNS GRANDES CORTES! Adiante. A acelerar a passada serviu para chegar às 5 em ponto ao Palácio, mas como vem a ser costume cada vez que combino alguma coisa, foi preciso esperar mais de UMA HORA (strike three, mas diga-se, já estou mais que habituado a isso) para estar o Yaka possível (Eu, a Patriiicia e a Katie), colar o autocolante na caixa e entrar. Minutos depois de ter chegado estava o Markl igualmente a chegar às instalações, e foi obviamente interceptado para fazer um teaser do poster, com a resposta “essa coisa é um mito“. Bem, os sinais eram bons.

 

Lá dentro, a fila não era muito grande, e numa questão de minutos estava a comunidade Yakalaika (nós os três mais a mary_lou e o irmão) a presentear o Markl com o que havia sido prometido: o poster, as cotonetes e os palmiéres. Como a fila não existia, seguiu-se um longo momento de conversa, e uma série de fotografias de um lado… e doutro. Porque a combinação designs/palmiéres foram um sucesso. Destaque ainda para a estreia do vosso multi-talentoso Chanceler Silva como cameraman. Uma experiência a não repetir. Até porque desconfio que os resultados foram desastrosos.

Quanto ao livro da Ana… Epah, ide perguntar ao Geldof e ao Midge Ure se o Live Aid serviu para alguma coisa (ou melhor, até pode ter resultado, mas as coisas tiveram muito pouco a ver umas com as outras)

Para terminar, dois pensamentos do dia, do vosso Chanceler para vocês:

Se estou calado, é porque a conversa não chegou à Factory Records
– sobre o facto de ser alguém algo introvertido

Parto do principio “as pessoas não se atrasam se souberem q n têm forma de me avisar”. 95% das vezes estou enganado. É por isso q desconfio que vou arranjar um
-sobre telemóveis

PS: A fotografia do grupo é da Katie, que tem um apelo muito sério a fazer.
PPS: Este post ainda pode ser actualizado com algumas coisas, mais que me lembre.

Posted Domingo, 10 Junho 2007 by Silva in Bandalheira, Design

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