As aventuras do Chanceler Silva…

Pelo Porto Fora Em Busca De Um CD Com 20 Anos Que Por Acaso Está A 9 Euros Na CDGO Mas Mesmo Assim Decido Ir A Todas As Lojas Que Conheço. (aviso: nome comprido para post comprido, e com DUAS fotos minhas com um CD na cabeça)

Isto, meus senhores, é o mais perto que este tasco vai chegar a “emo” num futuro próximo: um título longo comó caraças. É certo que o nome do tasco pode ser confundido com um nome de uma banda do género (ora imaginem lá uma treta chamada “My Impure Pregnancy“), mas na realidade é mais um título pomposo influenciado por este programa aqui. E sim, a determinada altura até pensei em fazer um spoof da introdução com o programa, com o belo frango do Ricardo contra a Suécia na parte do “… and the agony of defeat“. Ainda sou capaz de ter um draft por aí, escrito por alturas do São João do ano passado.

E com isto tudo, já me esqueci do que ia a falar. Ah sim. Após algum tempo à procura do CD de estreia dos Stone Roses (18 anos depois, como sempre na crista da onda), finalmente vejo que na CDGO estava a um preço raozável. Só o facto de estar era uma grande novidade: nunca o vi na FNAC, apenas o aborto que é o The Second Coming (o do MiP foi muito melhor. HA!). Primeiro, estava a 12.95, aka “O preço certo para grandes álbuns segundo o Silva”, no mesmo dia em que fui ao MediaMarkt. POR SORTE, não encontrei nada de jeito (os Ultravox com o Midge passaram a ser uma banda de best-ofs ou quê?) , porque quando chego, vejo que o The Stone Roses está ao preço ainda mais simpático de 8.95. Melhor que isto, só oferecido.

No entanto, como é meu apanágio, tenho que sofrer antes de fazer qualquer compra de jeito. Por isso, nada como ir a quatro lojas diferentes antes de ir à respectiva. Em Julho. Num dos dias mais quentes do ano. A pé. A meio da tarde. Estão a ver o cenário. A primeira pouco tem a ver: por mais vezes que vá ao Segundo Mercado, é raro encontrar alguma coisa de jeito (como encontrei a compilação The Island Years dos Ultravox! é um mistério do caraças). No fundo, só vou lá para ver os espécimes guitarrais. E que belos espécimes aparecem às vezes. Também já comprei uns manuais técnicos de computadores que já expiraram há cerca de 15 anos e um manual de Cobol, mas isso são outras histórias. Para quem não sabe, a loja fica à entrada de Stª Catarina – um pouco longe de Cedofeita, porque parte do sofrimento era ir à FNAC (onde mais uma vez, só tinham a coisa que lançaram em 1994 disfarçada de álbum) anotar mais uns preços. E porque não, ouvir o CD em exposição, neste caso, o último dos Editors para o qual vou reservar o segundo comentário em linguagem internética:

“lol”

Opinião partilhada por outro frequentador da loja (nota: estava mesmo a rir-me da música) .

A baixa é um dos pontos de viragem, já que as lojas seguintes ficam na Rua do Almada. E ao subir a rua as minhas noções sobre estratégia militar foram fortemente abaladas. Diz-se que quem parte de cima tem vantagem. Então como se explica que das duas vezes que tenha descido a rua me tenha perdido (uma coisa já de si fascinante numa rua que é basicamente uma recta), e à primeira que subo até consigo ver os edifícios no final da rua? Das duas uma: ou os livros militares estão errados, ou sou um grandessíssimo asno que só se sabe orientar se tiver um mapa à frente dos olhos. Tendo em conta que na Terça estive igualmente perdido e com um mapa à frente, deve haver uma terceira opção que não estou a ver. Já agora: ainda não entendo como alguém (que por acaso sou eu) vai à procura de um sítio imediatamente atrás do CC Cidade do Porto e acaba à frente da Faculdade de Letras, e mais importante ainda, como conseguiam colocar dois mamarrachos tão perto um do outro. No fundo, a minha bússola (que gira à volta de prédios feios) deve ter ficado confundida com dois dos atentados à cidade tão perto um do outro. Ehem. A verdade é que mesmo assim, consegui perder-me de novo na rua que é uma recta! Não por ter virado onde não devia, mas por ter falhado uma das lojas. Que só por acaso, tem um CD que pode bem vir a ser a próxima aquisição. Continuando. Ou passando directamente para a CD-Go, que entre a Rua do Almada e Cedofeita a única coisa que aconteceu foi eu pensar como fazer mais um post profundo. E conseguir. Mas só uma pessoa sabe como vai ser, e até lá, vai continuar assim.

Há umas semanas andava incomodado por não conseguir levantar os 15 euros que tinha no banco (o meu colchão nunca vai cobrar taxas de uso) por nenhuma máquina ter notas de 5 disponíveis. Hoje posso dizer: encontrei a primeira ATM no Porto com notas de 5! SIM! QUANDO JÁ NÃO PRECISAVA DISSO PARA NADA. E DECIDO IR LOGO PARA OS 10 PARA POUPAR TEMPO. Anyway. Um dos motivos porque nunca tinha encontrado o CD era simples: ele escondia-se, castigo por me ter esquecido dele quando fui escolher uma lista de álbuns há algum tempo, apesar de ter ouvido o CD vezes sem conta em 2003 (como se pode ver, estou mesmo sempre na crista da onda). Após alguns minutos na loja, parecia mesmo que ele estava escondido, e na realidade, estava mesmo. Quem conhece a loja sabe que a estante de descontos no meio está tapada pelo caixa, e há CDs lá expostos. Pois bem, é óbvio que o CD estava por lá. SÓ PODIA. Com o preço mal marcado, mas nada que não corrigissem na altura: é por isso que a CDGo é oficialmente a loja oficial do MiP. E por depois do Loveles e do Psychocandy ter-me dado a oportunidade de comprar mais um dos melhores álbuns da década em que nasci.

 

stone_roses_cabeca.png

Vamos lá, todos sabemos que não seria
um post sobre CDs comprados sem isto

Como o sofrimento ainda era pouco, nada como ir à Boavista ir à loja do costume ver o que se encontrava, após já ter descoberto para gáudio do Mr. C0rp0rat3 Wh0r3 o 1977 dos Ash. Pois bem, desta vez, foi o este aqui, que trouxe quase unicamente para o abanar virtualmente em frente dele:

avalanches_cabeca.png

Estão a ver as suiças e o bigode algo marcado? Era
mais ou menos assim que ia para o cotonete aid

 

Nota: este CD nunca esteve propriamente na minha cabeça. Tecnicamente, o mais apropriado seria colocá-lo por cima do meu traseiro, numa pose Bravehart (MAS COM CALÇÕES). Mas não só isso seria mal educado para para ele, como não tenho máquina com Megapixeis suficientes para o apanhar todo, como não quero ter pessoas a fugir daqui.

E no fundo, esta é uma bela história de uma sexta passada a apanhar radiações ultra-violentas para comprar um CD. Isso e pela primeira vez ter visto a fonte no Marquês limpa. Com o calor que estava, bem que dava vontade de saltar lá para dentro, mas graças às dezenas de episódios que vi do House, sei que espécie de coisas andam por lá a nadar, desde malária até meningoencefalite. Ou não, mas de qualquer forma, não sou gajo para arriscar.

Posted Sábado, 28 Julho 2007 by Silva in Compras, Musica

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