Muitas compras…

Porque já não fazia um posts destes vai um tempo razoável, cá ficam as coisas que passaram a decorar a estante no último mês…

Compras Março 2008

Para começar, o que não encaixa em mais lado nenhum: a banda sonora do A Clockwork Orange, uma amostra da música electrónica no começo dos anos 70 misturada com diversos registos de música clássica da Deutsche Gramphon.

Quem diria que pancadaria da grossa e música clássica iriam combinar tão bem.

Do Britpop e derivados, algumas entradas novas com o Coming Up, o álbum dos Suede que devia ter sido o primeiro a comprar já há bastante tempo, e acabou por ser o último (PS: Brett, fode-te que o A New Morning não é um álbum dos Suede, ok? Ai é? Ok, eu compro, parece que há muita gente desesperada para se livrar dele. Toma toma!), e para a pilha dos DVDs entrou o Blur: The Best Of, oferecido by the much missed Katie, perdida nas longínquas terras do Offline. Sem serem Britpop, vale a pena referir a compra do Do It Yourself, álbum dos Seahorses, a banda de John Squire após ter-se fartado de aturar o Ian Brown nos Stone Roses. No que diz respeito ao mais próximo de Britpop que há agora, finalmente adicionei o Franz Ferdinand à colecção. Já devia estar aqui desde 2004, mas ainda vai a tempo. Fica aqui a Take Me Out, a música que me introduziu aos rapazes de Glasgow:

Talvez a compra menos inspirada, o Echo Dek dos Primal Scream, um álbum de remixes estilo dub do fantástico Vanishing Point, mas que acaba por ser um “mais do mesmo” algo esquecível. Mas fica bem lá no monte.

Para a secção de shoegaze/noise pop/dreampop/twee, muitas entradas novas, a começar pela obra-prima dos Ride, Nowhere, de quem já meti uma música no mês passado, mas volto a meter, só pelo acaso:

Não menos importante, vindo directamente de Londres graças a uma amiga minha, o EP com o mesmo nome dos The Pains of Being Our At Heart, uma banda indie pop com um futuro brilhante (ou seja, pode ser que 20 pessoas gostem deles), e de quem espero um dia ver um concerto, ou no mínimo, comprar o primeiro LP. Fica aqui Orchard Of My Eye:

PS: o avatar do MSN com os coraçõezinhos é da parte de trás do CD. Podem culpá-los a eles, se quiserem. Também aproveitei para adicionar mais uns items à colecção dos Asobi Seksu, nomeadamente três singles: A versão CD do single natalício e cover dos Ramones Merry Christmas (I Don’t Want To Fight Tonight) e da Thursday, bem como o vinil da Strawberries (cujo plástico apresenta-se num vermelho vivo e a sleeve interior um certo aroma a morango – mas segundo a capa é mesmo assim, não esteve guardado junto a uma caixa de Trident). No entanto, há uma coisa que precisa de ser dita: Se ter a New Years num single metido para aproveitar a altura Natalícia até faz algum sentido (guilty as charged), era escusado também ser o B-Side da Thursday, já que (ainda por cima) é uma faixa do mesmo álbum.

Para encerrar a secção e as compras, aproveitei a promoção que a Jojo’s/CDGo está a fazer em todos os materiais da 4AD para trazer para casa o magnífico Treasure dos Cocteau Twins, de onde, entre muitas outras, destaca-se a Lorelei

… aqui numa versão mais aguda e Jesusandmarychain-y da coisa, e com a Liz Fraser a decidir inventar ainda mais que o costume a partir dos dois minutos. Embora tendo em conta que nunca teve uma letra escrita, “inventar” é uma palavra um bocado forte. E como já andava para comprar este aos anos…

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Merece.

Para terminar, o que será porventura uma compra algo estranha:

Select Magazine assortment

Revistas. 6 Select. Do meio dos anos 90. I’m so retro I buy old magazines for news. Ou talvez não – existem aqui entrevistas que não se encontram facilmente noutros lado, como esta do Trent Reznor, entre diversas fotos com bastante qualidade. Não será ao gosto de todos, mas para quem quiser estudar como a música Britânica se desenvolveu, é um must.

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