Compras Agosto-Dezembro

Já não faço um post destes há bastante tempo, mas por um bom motivo – desde finais de Agosto que me comecei a concentrar na guitarra em vez dos discos de plástico encomendados da Amazon. Mesmo assim, isso não quer dizer que tenha parado – apenas abrandado. Por isso, antes de fazer o balanço anual de compras aqui ficam as coisas que comprei desde princípios de Agosto (altura do último post) até ontem, com a tradicional compra de dia 31.

Começando por Agosto e Setembro – altura em que estava decidido a comprar a guitarra, embora tivesse ainda que saber quanto custava e outras duas compras pelo caminho (mais sobre elas lá para baixo). Quanto a música…

Compras em Agosto de 2008

Produtivo, as always. Começando por mais uma compra vinda da Cloudberry Records, é o Mini-EP de 3″ dos Postal Blue, uma banda de indie pop brasileira que mereceu por completo os 3 euros do CD, já com portes. Vindo até numa carta muito apropriadamente azul.  Em seguida, o CD de acompanhamento ao Rock N’Roll Animal do Lou Reed – Live, gravado no mesmo concerto, este inclui músicas como Vicious, Satellite of Love ou Waiting For The Man. Depois, Kick dos White Rose Movement, uma banda que passou um pouco ao lado dos hypes, e agora está em busca de um contrato para dar sequência a este belíssimo álbum de 2006. Louve-se o incrível artwork (principalmente da versão digipak) que projecta de forma perfeita o electro post-punk da banda. Além de ter sido o que me chamou a atenção para eles em primeiro lugar. Ainda houve espaço para comprar mais um álbum recente – acabado de sair, Með suð í eyrum við spilum endalaust entrou na colecção, e apesar de ser ser bastante forreta na componente material da coisa,é mais um belo pedaço de música do grupo islandês. Podia falar mais sobre ele, mas já o fiz vezes suficientes desde o lançamento. O homem de cara amarela na parte e baixo da foto é Shaun Ryder, na capa de Kelly’s Heroes, single do álbum de estreia dos Black Grape. Encontrado numa das lojas do Segundo Mercado, por um euro era difícil não resistir. A fechar o mês, Perverse, dos Jesus Jones. Comprado porque, além de estar estupidamente barato pelos lados da Amazon, tem esse verdadeiro hino à internet que é Zeroes and Ones. O que é bastante a frente, tendo em conta que o álbum é de 1993.

Compras em Setembro de 2008

Em Setembro já tinha as compras despachadas, e já sabia os detalhes da guitarra. Mesmo assim, ainda tempo para comprar mais coisas do que seria saudável. Apesar de ter chegado um dia mais tarde, o mítico Souvlaki dos Slowdive foi a minha prenda de anos a mim mesmo – a edição remasterizada do álbum, com um segundo CD é um must-have para qualquer fã do género, e depois de muito adiar, decidi fechar os olhos ao preçoe e avançar. Um que me fugiu por bastante tempo foi o seguinte, o álbum de estreia dos To My Boy – após diversas tentativas para o comprar, foi preciso esperar para o fim do Verão para todos os factores se alinharem. Outra pechincha foi o DVD dos Franz Ferdinand – por cerca de 5 euros. A aproveitar  as limpezas de stock da Jojo’s, foi possível encontrar o Single 7″ da Love is Dead, do primeiro álbum a solo do Brett Anderson, e uma compilação a preços simpáticos – Revolutions. Apesar de algum lixo pelo meio (Razorlight, The Killers) tem, entre outras coisas, a única música decente dos The Bravery entre outras bandas mais respeitáveis: Phantom Planet, Super Furry Animals, Manics, Babyshambles e Libertines (no seu melhor momento), Le Tigre, British Sea Power e alguns clássicos dos Stone Roses, Primal Scream ou os Clash. Por €5, foi um excelente negócio. Por pouco mais, encontrei no MediaMarkt 0 álbum de remixes dos Death From Above 1979 – apesar se não ser tão difícil de encontrar  como o álbum, o negócio valeu a pena. No mesmo local, para servir como introdução aos Super Furry Animals, comprei um dos packs que enquanto colecionista acabo por abominar… mas com um preço marcado bastante abaixo dos restantes, sempre é uma forma mais legal de o fazer do que ir ao google. Ainda no mesmo dia, um verdadeiro achado – o 604 dos Ladytron, numa versão sem DRM, o que já me tinha impedido de comprar o álbum por diversas vezes antes (e por menos que nessas vezes) , e na mesma loja, começou por ser uma prenda, mas acabei por ficar com ele – a colecção dos Smiths Hatful of Hollow.

Compras nos últimos 3 meses de 2008

Nós últimos três meses do ano já estava em “compressão financeira” para compar a gutarra, por isso já nem tinha nada de muito substancial no banco para compras na Amazon. Por isso mesmo, as compras resumiram-se em grande parte a alguns achados nas lojas locais – o CD ao vivo dos Velvet Underground Live at Max’s Kansas City (que é, até ao momento, o único que tenho deles – shame, I know, mas as re-edições do “álbum da banana” fizeram-me sempre desistir de escolher uma) e o ponto alto dos Oasis What’s The Story Morning Glory, que diga-se o que se disser, era uma falha gigantesca na minha colecção. A única compra online foi mesmo o vinil do novo single dos Asobi Seksu, Me & Mary (e que memórias este video me desperta) bem como o CD do primeiro, Walk on The Moon, a aproveitar a descida da Libra e os portes simpáticos da One Little Indian. Ainda se  teve tempo para encontrar o segundo álbum dos Curve a 2 euros, receber o Vauxhall and I do Morrissey como prenda de Natal, comprar o Smart dos Sleeper (outra pequena falha na colecção)  e, para terminar o ano, o A Night With Lou Reed, um dos DVDs que me acompanhou na noite passada.

Gadgets!

Tinha falado em gadgets, e aqui estão elas – nada de brutalmente interessante. Finalmente comprei um leitor de MP3 em Setembro – não é nada de especial, é um modelo de 1GB da Samsung, mas funciona como quero – é reconhecido como uma unidade USB, e permite-me saber o que estou a  ouvir e navegar pelas músicas que tenho lá.  E podia ter mais coisas a elogiar o telemóvel que tive que comprar após o meu modelo do século passado ter partido, mas em geral as pessoas recebem o que pagam, e este foi o mais barato que encontrei.

E pronto. Agora falta fazer um pequeno balanço do “quanto e onde” dos CDs e DVDs musicais que comprei este ano, e talvez planear o que quero comprar este ano – tanto em CDs (o post com os álbuns para 2009 deverá aparecer na próxima semana) como em electrónicas, que passa pelo amplificador (que já devia ter comprado, não fosse a constipação na semana do Natal) e uma câmara digital. Pelos motivos que podem ver na falta de qualidade das fotos ali em cima.

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