Megapost compras JAN-MAR

comprasPor motivos ligados a falta de tempo, esta secção ficou esquecida pr quase um trimestre (após ter acontecido o mesmo no final do ano passado, mas por outros motivos), e apesar de desafiar a sorte e estar aqui a descrever as compras de Março ainda com quase 10 dias de mês a faltar. O que pela lógica das coisas, quer dizer que às tantas ainda chego aos 35. Ou talvez não, que a próxima compra é o Watchmen em toda a sua glória papeleira.

Como não estive para andar a tirar por ordem de entrada, aqui fica um monte de fotos, com a descrição logo a seguir

muitos_1 Podemos começar pela fila de cima, onde estão dois do Graham Coxon, o guitarrista dos Blur a solo. Foram apanhados a bom preço (€8 os dois) numa loja daqui em bom estado, e são uma excelente introdução ao lo-fi. à direita, está o segundo álbum dos Libertines, uma banda que apesar de me ter passado ao lado por bastante tempo, justificou a compra por ter alguns dos melhores pedaços de música britânica desta década. Na segunda coluna, temos os Asobi Seksu com o seu terceiro álbum (do qual já falei bastante) bem como o álbum acústico gravado ao vivo que editaram em conjunto com o álbum. Esse já posso dizer mais, que é uma re-invenção bastante interessante de algumas das melhores músicas do currículo da banda. Ainda nos termos do Newgaze, temos o Blackout EP dos Amusement Parks on Fire, encomendado dias antes do anúncio que em 2009 iria haver um novo trabalho da banda – boas notícias. Mais à direita, o brilhante Yoshimi Battles the Pink Robots dos Flaming Lips, um álbum que já merecia a compra há muito tempo, mas só agora se concretizou. A fechar a fila do meio, o Songs in A&E dos Spiritualized, que comprei por estar bastante barato, e ter excelentes recomendações dele. Na última fila, começamos com o álbum dos Death From Above 1979, que era outro que já mercecia compra. Como era quase impossível de encontrar por cá, decidi comprar online para ter em disco músicas como Romantic Rights:

Depois temos o álbum dos Shout Out Louds, encontrado nos descontos do MediaMarkt, seguido por um dos achados do ano até agora, que é o gAame dos Aa, que até agora só tinha visto para importação directa, todo bonitinho com um preço muito simpático na Jojo’s. A fechar a coluna, o The Eraser do Thom Yorke, que comprei a saber que caso não gostasse, podia depois revendê-lo sem perder dinheiro. Tal não foi o caso, e a Atoms for Peace é uma música em rotação permanente no meu leitor de MP3.

muitos_2Para esta segunda foto, começamos com uma das compras mais recentes: o primeiro álbum dos Orange Juice, a banda que em parte é responsável pela música e qualidade que sai dos arredores de Glasgow desde o princípio dos anos 80. Pode não ter a que é a música mais conhecida deles, mas é uma compra que valeu o risco – não haja dúvida que quem visita a Muzzak tem muitos problemas de sair de mãos a abanar. à sua direita, oa edição de collecionador do segundo álbum dos Joy Division, a qual estava de olho ao tempo mas só agora consegui a um preço que não me furasse a carteira. Penso que já falei bastante nos Joy Division para não ser necesário voltar a falar das virtudes do melhor trabalho de estúdio da banda. A fila do meio começa com um best-of dos Saint Etienne, em busca da perfeição sonora que é esta versão da Kiss And Make Up, que não está na versão do Foxbase Alpha.

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Mas o Best of que o tem é outro. Por isso, ainda não foi desta. No meio está o Music of The Speheres do Ian Brown, que voltei a comprar após ter oferecido o primeiro que tive (don’t ask) e a fechar a coluna, outro álbum que já merecia uma compra, o Gran Turismo dos Cardigans. Na fila de baixo, finalmente o que são para mim os dois melhores álbuns dos Pulp – Different Class e o His n’ Hers.

alguns_3Numa fotografia mais modesta, aqui ficam as sugestões mais electrónicas do dia, com o primeiro álbum dos Utah Saints (que também já tinha comprado antes, mas devolvido – com grande pena minha – por estar defeituoso), as Peel Sessions dos Orbital, mais uma descoberta fascinante na Muzzak, e uma mostra que os preconceitos contra a música electrónica são completamente infundados quando se fala dos Orbital.

Na segunda fila, o CD dos Errors, obtido pelo Mr. C0rp0rat3 m0t0rb1k3 wh0re no concerto dos Mogwai em Lisboa, e remetido para cá. Curiosamente, gosto mais deste do que do último dos Mogwai. Vale a pena dizer que também tem uns rabiscos. dos membros da banda. A fechar, o álbum dos Bentley Rhythm Ace, que comprei minutos depois de ter visto o videoclip da quase omnipresente Bentley’s Gonna Sort You Out! no VH1 Chilloutzone:

compilacoesTambém foi uma boa altura para compilações – a banda sonora do Wipeout 2097, um sampler da Domino que entre o muito lixo que tem por lá tem pérolas que nunca tinha ouvido como a Jiggy Jiggy dos Steve Reid Ensamble, adquirida com trocos também do balde de descontos do MediaMarkt, e na segunda fila, duas compilações com o mesmo propósito, mas com variedade suficiente para justificar a compra de ambas: são 4 CDs dedicados à origem do indiepop, iniciado numa explosão causada por uma simples cassete do NME (quando ainda era relevante). À direita, uma edição da Rough Trade (uma das mais importantes editoras no movimento) e à esquerda, uma da Sanctuary Records. Como a maior parte destas bandas não passou além da fase dos Singles e EPs perdidos pelo tempo, estas duas compilações dão uma excelente visão para a génesee um dos géneros que está a ter um ressurgimento nos últimos dois anos.

vinisE por fim, os discos de vinil. Apesar de ainda não ter comprado o aparelhinho, posso sempre ir-me adiantando e comprar os discos para ele, e assim fiz com In-no-sense? Nonsense! dos Art of Noise, num achado por ser uma edição original ainda por abrir, bem como o LP dos Pains of Being at Heart, ambos comprados na Jojo’s. Curiosamente, no post de apresentação dos Pains no tasco, tinha falado em comprar o primeiro LP deles…. nunca esperei que fosse realmente um de vinil.

Em singles, da direita para a esquerda, um vinil do single de estreia do mais recente trabalho dos Primal Scream, Can’t Go Back, os dois singles lançaos a partir do Hush dos Asobi Seksu, e para terminar, a que será neste momento o meu melhor valor em termos de discos (o que diz muito sobre eles), uma edição promocional do Lost In Translation, com a Just Like Honey dos Jesus and Mary Chain, e a fantástica City Girl do Kevin Shields, música que encerra este longo post de compras.

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