TOP 2009: 25 – 11

E aqui fica a segunda parte do meu top de 2009. De novo, sem qualquer ordem em especial.

1990s – Kicks
Vindos da mesma escola iniciada pelos Oranje Juice, os 1990s apresentam um pop-rock que não ficaria mal colocado numa compilação de Britpop.

Air – Love 2

Mais de 10 anos após Moon Safari, os Air mantêm-se fiéis ao seu estilo muito próprio – pop electrónico com uma dose de referências a décadas passadas. Love 2 não é muito diferente, e é mais uma boa entrada na discografia da banda.
Robin Guthrie – Angel Falls

Love Never Dies a Natural Death é uma das faixas do ano, e uma composição que não destoaria em qualquer album dos Cocteau Twins. As três músicas restantes não ficam nada atrás. É preciso dizer mais?
The Drums – Summertime

Mais uma banda de Brooklyn algo revivalista (aqui temos um surf rock bastante orelhudo), e com grandes promessas para o futuro. O mondegreen “Obama, I wanna go shopping” é talvez o hino anti-crise do ano.
The Pains of Being Pure at Heart – Higher Than The Stars
Se o álbum é “penalizado” por não acrescentar muito ao reportório da banda, este EP de 4 faixas compensa esse factor e vai mais longe. A faixa que dá o nome ao EP é provavelmente a melhor do currículo da banda até ao momento.
Kings of Convenience – Declaration of Dependence
É fácil acusar o duo Norueguês de estar a fazer “sempre o mesmo”. Mesmo que isso seja verdade, o “mesmo” desta banda é bastante superior às inovações de muitos outros.
Morrissey – Years of Refusal

Se for o último álbum de Morrissey, pode dizer que se despede com um estouro. E pode ir em direcção ao por do sol ao som de When Last I Spoke To Carol.
Franz Ferdinand – Tonight…
Longe de estar ao mesmo nível do primeiro, mas essa é uma frase que o quarteto escocês já deve conhecer bem. Talvez mais “difícil” que o segundo álbum, mas depois de se ouvir ao vivo as músicas mais questionáveis, todas as peças encaixam no sítio.
Liechtenstein – Survival Strategies In A Modern World
A all-girl banda Sueca de inspiração twee acaba por dar o salto na Slumberland (casa dos TPOBPAT), e apesar da curta duração e das letras algo bizarras, acaba por alcançar tudo aquilo que propõe. E talvez até ir um pouco mais longe.
Howling Bells – Radio Wars
Depois de aparecerem em 2006, os Howling Bells regressam aqui com um álbum mais coeso, embora algo diferente do seu antecessor. A qualidade, essa, mantêm-se.

A Place to Bury Strangers – Exploding Head
Talvez não tenha o impacto do álbum de estreia, mas não deixa de ser um dos melhores álbuns do ano para ouvir com o volume no máximo.

Animal Collective – Merryweather Post Pavillion
Apesar dos momentos mais “wtf” que tornam o álbum menos audível, há aqui muita, mas muita coisa de qualidade.

Camera Obscura – My Maudlin Career
Outro grupo escocês na lista, os Camera Obscura voltam a lançar um álbum com a reverência habitual ao pop dos anos 50 e 60.

The Sounds – Crossing The Rubicon
Pop rock despretensioso, talvez o melhor trabalho desde o álbum de estreia da banda Sueca.

Engineers – Three Fact Fader
Depois da mudança que fez temer o pior, os Engineers apresentam aqui um álbum bastante bem construído. Mais uma das provas que o shoegaze, afinal de contas, ainda vive.

A terceira parte do top deverá ser publicada já amanhã.

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