The xx na Casa da Música

Um dos concertos mais esperados do ano, e igualmente um dos mais polémicos. Autores de quase unanimemente considerado um dos melhores álbuns de 2009 (aqui no tasco ficou entre os 10 do topo), esta banda Londrina veio ao longo dos tempos a revelar-se como a melhor banda britânica a revelar-se desde os Franz Ferdinand. Ainda assim, o preço de €30 (com valores muito superiores no mercado paralelo) parecia exagerado, mas já que nem a presença da banda no Optimus Alive parecia baixar os preços, talvez seja justificado – mesmo a este preço, provavelmente não teriam dificuldades para encher um Coliseu – com hype ou sem hype, uma banda com apenas um álbum editado conseguir arrastar este tipo de massas (em mais que um sentido) é sempre de realçar. Talvez por esse motivo, as faixas etárias presentes na CdM eram mais variadas do que seria de esperar – também a por algum travão aos que acusam a banda de apenas ser mais uma next big thing do NME/Guardian/Uncut/Q.

Apoiados por um jogo de luzes que realçavam o carácter intimo das suas músicas, a banda começou por Intro, com os seus acordes iniciais que já ano passado significavam que algo de muito de especial se iria seguir. Seguindo de forma quase clínica o alinhamento do álbum, salvo algumas alterações – VCR foi apenas tocada a meio do concerto, antes da única música que não figura no álbum homónimo, mas abre o single que é vendido exclusivamente durante esta tour (que segue agora para o Primavera, antes de ir para o outro lado do Atlântico, onde a recepção ao álbum foi igualmente entusiástica). Apesar de não muitas expectativas antes do concerto – apesar de ser um álbum excelente, o elevado preço (combinado a ter os No Age a poucas paragens de Metro de Distância), a saída de um membro, é difícil ficar indiferente à banda em palco. Tudo roça a perfeição – desde o já referido jogo de luzes, a química entre o simpatiquíssimo Oliver Sim e Romy Madley Croft e a batida precisa de Jamie Smith (que ficou com a minha caneta, o malandro), e obviamente a empatia que o público sente com a banda, aplaudindo fervorosamente aos primeiros acordes de cada uma das suas músicas mais conhecidas. Por isso tudo, será difícil repetir o que se passou na Casa da Música daqui a uns meses em Oeiras – talvez já a sentir isso, já cá fora ouvia-se alguém comentar “ainda bem que não vendi o bilhete depois de saber que iam ao Alive”

Tal como escrevi na sua entrada no top de 2009, a saída de um dos membros cria sempre uma incógnita. Mas de facto, o momento é deles. O futuro… ainda está a ser escrito.

(fotos by self, video do respectivo autor encontrado no youtube)

Posted Sexta-feira, 28 Maio 2010 by Silva in Musica

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