Álbuns para 2009

Depois de em 2008 ter sido preciso esperar por Abril para escrever o post com o mesmo propósito, desta vez aparece ainda nas primeiras semanas de 2009. Além de alguns especulativos, este post foca-se na primeira metade do ano – em Junho faz-se um novo.

Antes do mais, os que já vêm da lista do ano anterior (quase todos, eh):

3º dos My Bloody Valentine

Depos de estar “quase pronto” no final de 2007, a muito celebrada tour de regresso que os ocupou por uma boa parte de 2008 empurrou o novo álbum para este ano – sem mais concertos agendados, é de esperar que haja trabalho nesse sentido. O MySpace da banda tem a informação “Major” na label – uma indicação que a banda já terá alguma coisa alinhada. Com os remasters igualmente adiados, há que esperar que este seja o ano.

7º dos The Jesus and Mary Chain

2008 foi o ano em que eles (e Phil Spector) mostraram toda a influência na musica moderna. Apesar do álbum estar anunciado, apenas a quarta colecção de b-sides e raridades viu a luz do dia – esta uma retrospectiva completa, que talvez a torne algo redundante para os fãs da banda. Mas do novo álbum, nem novidades, apesar de já em Abril passado ser conhecida uma música. Esperar é também a palavra de ordem.

Asobi Seksu Hush

Já tem nome, já tem o primeiro single editado e já tem uma data de saída (16 de Fevereiro) e até já se conhece a capa. A seguir pelas indicações de Me & Mary, estamos na presença de mais um álbum bastante sólido da banda de Brooklyn.

Franz Ferdinand – Tonight

Após a quase novela em 2008 com a banda a trocar de produtor e a adiar o lançamento do álbum, o primeiro single (Ulysses) não dava grandes indicações: a impressão inicial que parecia um remix mal amanhado da música não se alterou com o tempo, mas a versão ao vivo de outra faixa do álbum (What She Came For) coloca de novo os Franz Ferdinand no caminho certo. O que tanto pode querer dizer que o primeiro single não é representativo do resto do álbum… ou estamos na presença de outro álbum arruínado por más escolhas de produção. Seja como for, há que dar latitude a uma das bandas mais relevantes da década.

EP dos Amusement Parks on Fire

Com o último álbum  já em 2006,este ano tem apenas confirmado um novo EP a ser lançado em Abril e uma tour extensa, que inclui um regresso aos States. Muito provavelmente será o único lançamento, mas o crescimento da bandaa foi notório entre os primeiros dois álbuns, por isso a banda promete – e muito – para 2009, mesmo só com um EP.

2º dos The Sunshine Underground

Um caso raro de uma banda que não lança os dois primeiros álbums em rápida sucessão, os Sunshine Underground passaram uma boa parte de 2008 sem dar grandes notícias, até que em Novembro colocaram novas demos online no MySpace da banda. Já longe do burburinho do New-Rave em que foram colocados um pouco por arrasto dos Uuuhaaaahxons, a longa espera significa que o “mais do mesmo” do segundo álbum poderá não ser válida… embora a própria tendência da música da banda torne essa necessidade quase dispensável – basta que seja música divertida e “orelhuda”.

2º dos White Rose Movement

Não se pode dizer que tenha acontecido muito entre o ano passado e este, tirando uma grande novidade: depois de  algum tempo sem editora após a saída da Independiente, encontraram casa na Domino. Se em 2008 a saída do álbum era uma incerteza, 2009 deverá ver a sequência ao excelente Kick. E de preferência, com videoclips melhores.

The Pains of Being Pure At Heart – st

Uma das bandas emergentes da  scene de NY e uma das bandas fetiche deste tasco finalmente chega a 2009 com um álbum pronto para seguir para o número crescente de fãs. Apesar de conter poucas novidades (grande parte das músicas já foram disponibilzadas anteriormente no EP ou nos diversos singles editados), é uma hipótese para ter em disco todas as músicas com edições mais elusivas (afinal de contas, neste mundo uma edição limitada quer mesmo dizer 500 cópias, não 500 mil)- e a nova versão de Come Saturday é, na falta de melhor palavras, um mimo.

2º dos Maps

A ser escrito desde o ano passado, o facto de ser um projecto essencialmente de um homem só e as vendas de We Can Create não terem tido o volume que o álbum merecia, significará um processo mais lento. Nã tem havido muitas notícias desde o ano passado – o video blog deixou de ser actualizado em Junho, e no MySpace, de novo, só uma música nova – In Chemestry. Mais um trabalho arrumado como “a esperar”.

Morrissey – Years of Refusal

Em geral, quem já o ouviu não tem dúvidas em proclamá-lo como um dos melhores trablhos do ícone do indie – algo diferente dos trabalhos anteriores, tem um som mais agressivo com as letras na mesma linha que Morrissey habitou os fãs nos seus 30 anos de carreira. O próprio diz que é o seu melhor trabalho, e embora, a tradição diz que qualquer músico diz isso de todos para depois na promoção do seguinte dizer que “foi uma experiência falhada” , mas neste caso há motivos para acreditar que será um dos melhores na carreira a solo. A ouvir em Fevereiro, ou já, para quem tiver jeitinho com o Google.

Röyksopp – Junior

Depois da (relativa) decepção com The Understanding, os Röyksopp voltam à carga em Março com o terceiro álbum de originais. Ainda não se sabe muito sobre o mesmo – o último trabalho conhecido é uma faixa auto-celebratória lançada em comemoração no aniversário da banda… mas melodia sugere que poderá ser um regresso em força do duo Noruguês.

12º  dos Depeche Mode

Um dos grupos mais importantes da música britânica dos últimos 25 anos, os Depeche Mode (já com passagem garantida pelo Porto) têm um novo álbum anunciado para 2009. Suceder a Playing The Angel é uma tarefa gigantesca que vai pedir o melhor do trio – afinal de contas, é o álbum que rehabilitou definitivamente a imagem da banda após um período conturbado que começou com a saída de Alan Wilder em 1995. Uma das maiores críticas que o trabalho anterior recebeu foi a falta de inovação – resta saber se o mesmo irá acontecer com o novo.

Estreia dos Jubilee

A banda que Aaron North formou após a sua saída dos Nine inch Nails é um bicho curioso – a citar referências desde os Blur e Stone Roses até Neil Young ou os Jane’s Addiction, a julgar pelas amostras estamos na presença de um projecto no mínimo interessante. A escolha de distribuição, influenciada pelos ensinamentos de Trent Reznor, poderá prejudicar a promoção da banda, mas caso o homem dos NIN decida dar uma ajuda, o talento está lá para fazer o resto.

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