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DÉCADA: TOP 10

Os 10 magníficos, por ordem alfabética:

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TOP DA DÉCADA: 150 – 50

Depois de apresentar os melhores de 2009, chegamos agora à altura de apresentar os melhores da década. Estes estão por ordem alfabética, e de novo, não estão por qualquer ordem de preferência.

Assim, aqui estão os álbuns eles:

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E eu a pensar que nunca mais ia ouvir isto…


o ajabardamento musical final dos FF em Paredes de Coura…

Posted Sábado, 26 Dezembro 2009 by Silva in Musica

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TOP 2009: 25 – 11

E aqui fica a segunda parte do meu top de 2009. De novo, sem qualquer ordem em especial.

1990s – Kicks
Vindos da mesma escola iniciada pelos Oranje Juice, os 1990s apresentam um pop-rock que não ficaria mal colocado numa compilação de Britpop.

Air – Love 2

Mais de 10 anos após Moon Safari, os Air mantêm-se fiéis ao seu estilo muito próprio – pop electrónico com uma dose de referências a décadas passadas. Love 2 não é muito diferente, e é mais uma boa entrada na discografia da banda.
Robin Guthrie – Angel Falls

Love Never Dies a Natural Death é uma das faixas do ano, e uma composição que não destoaria em qualquer album dos Cocteau Twins. As três músicas restantes não ficam nada atrás. É preciso dizer mais?
The Drums – Summertime

Mais uma banda de Brooklyn algo revivalista (aqui temos um surf rock bastante orelhudo), e com grandes promessas para o futuro. O mondegreen “Obama, I wanna go shopping” é talvez o hino anti-crise do ano.
The Pains of Being Pure at Heart – Higher Than The Stars
Se o álbum é “penalizado” por não acrescentar muito ao reportório da banda, este EP de 4 faixas compensa esse factor e vai mais longe. A faixa que dá o nome ao EP é provavelmente a melhor do currículo da banda até ao momento.
Kings of Convenience – Declaration of Dependence
É fácil acusar o duo Norueguês de estar a fazer “sempre o mesmo”. Mesmo que isso seja verdade, o “mesmo” desta banda é bastante superior às inovações de muitos outros.
Morrissey – Years of Refusal

Se for o último álbum de Morrissey, pode dizer que se despede com um estouro. E pode ir em direcção ao por do sol ao som de When Last I Spoke To Carol.
Franz Ferdinand – Tonight…
Longe de estar ao mesmo nível do primeiro, mas essa é uma frase que o quarteto escocês já deve conhecer bem. Talvez mais “difícil” que o segundo álbum, mas depois de se ouvir ao vivo as músicas mais questionáveis, todas as peças encaixam no sítio.
Liechtenstein – Survival Strategies In A Modern World
A all-girl banda Sueca de inspiração twee acaba por dar o salto na Slumberland (casa dos TPOBPAT), e apesar da curta duração e das letras algo bizarras, acaba por alcançar tudo aquilo que propõe. E talvez até ir um pouco mais longe.
Howling Bells – Radio Wars
Depois de aparecerem em 2006, os Howling Bells regressam aqui com um álbum mais coeso, embora algo diferente do seu antecessor. A qualidade, essa, mantêm-se.

A Place to Bury Strangers – Exploding Head
Talvez não tenha o impacto do álbum de estreia, mas não deixa de ser um dos melhores álbuns do ano para ouvir com o volume no máximo.

Animal Collective – Merryweather Post Pavillion
Apesar dos momentos mais “wtf” que tornam o álbum menos audível, há aqui muita, mas muita coisa de qualidade.

Camera Obscura – My Maudlin Career
Outro grupo escocês na lista, os Camera Obscura voltam a lançar um álbum com a reverência habitual ao pop dos anos 50 e 60.

The Sounds – Crossing The Rubicon
Pop rock despretensioso, talvez o melhor trabalho desde o álbum de estreia da banda Sueca.

Engineers – Three Fact Fader
Depois da mudança que fez temer o pior, os Engineers apresentam aqui um álbum bastante bem construído. Mais uma das provas que o shoegaze, afinal de contas, ainda vive.

A terceira parte do top deverá ser publicada já amanhã.

Paredes de Coura 2009, dia 30 de Julho

Conforme já tinha dito anteriormente, considerava o dia 30 de Paredes de Coura como um dos melhores do panorama festivaleiro do ano – e com a presença dos autores de dois dos melhores álbuns do ano e uma banda com uma reputação ao vivo impecável, a não presença era quase um crime. E assim sendo, marquei presença (juntamente com a Anita) na Praia Fluvial do Tabuão.

Como é bem sabido dos regulares, a praia é de uma beleza natural impressionante, que convida mesmo ao descanso e ao recuperar das forças para a loucura que se passa a poucos metros. Há que lamentar é o que vendem como “salada de frango”, que mais parece salada de batata, com uma guest appearance de um frango. Mas ok. Um belíssimo lugar para passar umas largas horas, com festival ou sem ele.

Indo aos concertos:

The Temper Trap: Era um concerto quase surpresa para mim – conhecia uma música deles que até acabaram por não a tocar. Mesmo assim, não é que se tenha sentido a falta. A tocar músicas do álbum de estreia com lançamento Europeu nos próximos dias, a banda serviu de aquecimento para os poucos que já se colocavam mais ou menos próximo do palco, e com o seu rock algo atmosférico pontuado com a carismática performance do seu vocalista. Um excelente começo de dia, e uma banda a ter em mente para tempos futuros – o álbum afigura-se como um dos melhores para 2009.

The Pains of Being Pure At Heart: A banda que de certa forma me começou a roer para marcar presença mostrou-se em força (e com mais um guitarrista), sempre a espalhar simpatia e sempre sorridentes, particularmente a teclista Peggy Wang, a banda fez um bom concerto a mostrar as suas melhores músicas do seu currículo, a mote do excelente álbum de estreia. Notava-se que a banda talvez se sentisse mais confortável num espaço mais pequeno, mas mesmo assim deram um bom espectáculo de estreia em território nacional, com promessas de um regresso.

The Horrors: A última banda confirmada para o dia (em substituição dos banalíssimos Rascals) foi vista a partir de uma parte mais elevada do auditório, já que a música a isso convidava. Armados com um dos melhores e mais surpreendentes álbuns dos últimos anos,a banda liderada por Faris Badwan mostrou-se ao nível que já se esperava. Bastante mais energéticos ao vivo, Faris passeia-se pelo palco quase sem rumo enquanto a banda produz todo o tipo de ruídos ao ritmo das melodias minimalistas de Primary Colours. Já entraram na “primeira divisão” da música britânica com esse álbum, e as performances ao vivo em nada ficam para trás.

Supergrass: A última das quatro estreias do dia apresentou-se em Paredes de Coura quase num formato best-of – nada de surpreendente para uma banda que nos 16 anos de carreira nunca tinha pisado um palco nacional. Apesar de não serem uma das bandas principais durante o auge do Britpop, ao contrário de muitas ainda estão aí para as curvas e foram os primeiros a conseguir captivar verdadeiramente o público. Pessoalmente, teria-os trocado, por exemplo, pelos Howling Bells – mas para fazer dos “relvas” headliners do último dia do festival, já que estavam à altura de tal responsabilidade.

Franz Ferdinand: A única não-estreia do dia, e a par dos NIN (que iriam tocar no dia seguinte) os reis das tshirts por entre os festivaleiros, a banda encheu quase completamente o anfiteatro natural do recinto já nas primeiras horas do dia 31. Enquanto Horrors, Pains e Temper Trap vêm com um álbum “fresco” e bem recebido na bagagem, os Franz Ferdinand continuam com algumas dificuldades para se libertarem de músicas como This Fire ou Take Me Out… mas longe disso ser mau sinal. A combinar o melhor dos álbuns lançados até ao momento, o quarteto de Glasgow levou o público ao rubro, mesmo durante os jams electrónicos com que acabaram o concerto e o encore. São uma das melhores bandas da actualidade, e assim se mostraram no Minho.

De negativo, apenas duas coisas: que haja gente a fazer mosh durante Pains of Being Pure At Heart (a velha história da mosh durante música clássica ou, porque não, durante o Jazz na Relva), e os horários da Renex – a ideia de sair do Porto às 9:30 foi minha, mas acredito que nem todos estão na disposição de voltar às 6:30 – principalmente quando o próprio after-hours termina mais de uma hora antes,  e Paredes de Coura transforma-se num congelador durante a noite.

A repetir para o ano. Para os quatro dias.

Em relação ao dia 30 de Paredes de Coura…

Antes do mais, convém dizer que não sou nenhum “fanático” por festivais, nem estou iludido por preferências tribalisticas por Paredes de Coura (se isto fosse ali no Parque da Cidade era melhor ainda). No entanto vejo muitas críticas sobre a qualidade do mesmo, principalmente devido aos rumores que foram atirados ao ar por “pessoas com fontes”. Ainda para mais, tendo em conta que Paredes é um festival mais orientado para destacar bandas em ascenção, quem quiser ver nomes consagrados e com airplay de radio teria sempre uma boa opção – ir aos outros festivais.

Embora todos os dias têm os seus argumentos, o dia 30 será aquele que, em termos de organização e conceito, será o dia mais perfeito de todos o Verão. É óbvio que poderia ter outras bandas (matava para ter os Super Furry Animals em vez dos Supergrass, mas isso são gostos), mas capta perfeitamente o zeitgeist do panorama indie Britânico de 2009. Ora vejamos.

  • Embora o seu último álbum (Tonight with…) não tenha sido recebido de forma tão calorosa, os Franz Ferdinand são, a par dos Libertines, a banda que relançou a música de guitarras de volta para o topo das preferências na primeira metade desta década, e continuo mais a culpar os erros do álbum no exagerado trabalho de produção e expectativas absurdamente altas. São um headliner de peso – só perdendo uns pontos por já serem habituais dos palcos veraneantes (embora podia dizer o mesmo dos Metallica, e depois era trucidado…)
  • Os Supergrass foram uma das bandas de peso da fase média do Britpop, e ainda continuam activos com uma certa pinta. Talvez outros nomes pudessem estar em seu lugar, mas é uma banda que ignorou o nosso país por muitos anos – curiosamente, uma das “desculpas” mais citadas para justificar o choradinho pelos Blur.
  • A entrada dos The Horrors para o lugar dos fraquíssimos Rascals (muito provavelmente desejados por poucos mais do que os groupies de Alex Turner) é o verdadeiro deal breaker do dia. Depois de serem quase unanimemente considerados scenesters após o seu aparecimento, Primary Colours destaca-se surpreendentemente como um dos melhores álbuns do ano. Esta é a altura certa para ver a banda – muitos sugerem que estes podem ser os Primal Scream desta geração, ou seja, uma banda cujo trabalho é quase orientado em função de convidados e produtores.
  • Os Pains of Being Pure at Heart já são bem conhecidos por este tasco – bem antes de lançarem um LP, até. Apesar de serem uma das bandas mais emergentes da scene indie-pop de NY, o seu som é directamente influenciado pelo chamado movimento C86. São uma banda que muito dificilmente iria encher um espaço numa cidade qualquer, logo a presença em Paredes será por ventura uma hipótese única de ver a banda.
  • Apesar de conhecer pouco a fundo da banda (tirando, lá está, as siiiiiIIIIIIIreeeeeens!), os Temper Trap são uma banda curiosa – tirando Nick Cave e a Kylie Minogue, são poucas as hipoteses de ver ao vivo sons dos down-under. Ainda para mais, são uma banda bastante energética e acredito que pode-se tornar um pequeno culto caso as coisas em Paredes corram bem.
  • Para o afterhours, a presença dos Chew Lips é discreta, mas marcante e prova de quem fez o cartaz sabia bem o que está a fazer – basta recuar menos de um ano para se estar presente na que era considerada a melhor banda unsigned no Reino Unido. Escolha belíssima para um after-hours de um dia em cheio.

É óbvio que a minha wishlist de bandas de Paredes de Coura incluía outras muitas outras: sem correr ao MySpace para verificar datas, poderia referir os Super Furry Animals, Deerhunter, Ash, Glasvegas, Malajube (curiosamente, com os Temper Trap e os Howling Bells foram a banda que mais me ficou deste jogo), Camera Obscura, 1990s, SPC-ECO ou School of Seven Bells, ou nomes gigantescos como os Blur, My Bloody Valentine (podem ir a Portimão que eu por cá fico…) ou os Radiohead. Mas este dia é coeso, e é preciso lembrar, o festival tem apenas UM palco – aquilo que se paga é aquilo que se vê. Seria possível fazer um segundo palco (caso do Optimus-Blitz Alive), mas isso é uma solução que pode sempre dividir pessoas – o cartaz tenta ser tão homogéneo que acaba por não se entender bem qual é o fio condutor.

Curiosamente, todas estas bandas já foram referidas anteriormente neste tasco (tirando os Chew Lips, por falta de material – mas já os recomendei há um par de meses). Isso talvez explique o porquê do meu entusiasmo; só costumo falar de bandas pelas quais tenho uma certa estima (não ando atrás de hits nem pseudo-reconhecimentos do género “vou falar meia dúzia de lugares comuns de cada album que saco para toda a gente pensar que sou bué da indie”), e isto é um raro caso do alinhamento astral perfeito.

Por fim, alguém se lembra disto?

Pois é.

Música para Gente com Falta de Tempo, vol. 2

E conforme o prometido, aqui está o segundo volume da compilação para todas as pessoas que dizem que ouvem sempre o mesmo porque “não têm tempo para mais”. Conforme dito no primeiro volume, todas as músicas têm no máximo 150 segundos – tempo suficiente para ouvir uma coisa sem ficar com grande vontade de ir atrás do skip, e pronto para ir para o modo shuffle do leitor de mp3. A edição do meio é composta por…

  • Another Sunny Day – Anorak City
  • BIG A little a – Manshake
  • Bill Drummond – Queen of the South
  • Bon Iver – Team
  • Brian Reitzell and Roger J. Manning Jr – On The Subway
  • Catatonia – My Selfish Gene
  • David Bowie – What In The World
  • Elastica – Connection
  • Franz Ferdinand – Turn It On
  • Jaga Jazzist – Press Play
  • Magnetic Fields – Meaningless
  • Neon Neon – Neon Theme
  • Primal Scream – Miss Lucifer
  • Ringo Deathstarr – Starrsha
  • Slowdive – Here She Comes
  • The Art of Noise – Beatback
  • The Clash – White Riot
  • The Knife – Na Na Na
  • The Pains of Being Pure at Heart – Hey Paul
  • The Sound – Physical World
  • Wire – On Returning

Daqui a uns dias, vou colocar o post do terceiro e último volume. Até lá, vejam onde podem obter esta na lista de mixtapes publicitadas neste tasco.