Archive for the ‘The Temper Trap’ Tag

TOP DA DÉCADA: 49 – 25

E agora sim, começam a aparecer os álbuns verdadeiramente interessantes:

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TOP 2009: 10-4

O countdown final para o top 3, a ser anunciado no dia de Natal, de novo sem qualquer ordem em particular…

The Temper Trap – Conditions

Presença em Paredes de Coura ainda com o álbum por estrear em território Europeu, os Temper Trap foram uma das revelações do festival – apesar de terem aberto o palco principal, mostraram-se à altura até de estar uns lugares acima do alinhamento. Quanto a Conditions, foi outra surpresa – não só captura a energia ao vivo da banda, como é possível fazer um álbum “orelhudo” com muita, muita qualidade.
The Clientele – Bonfires On The Heath

Se alguem procura um álbum para ouvir em Outubro dentro de casa, a ver as primeiras chuvadas arrancar as folhas que restam das árvores, é difícil encontrar melhor que este trabalho dos Clientelle. Apesar de algumas músicas mais rápidas, é um album que tem a sua maior força na fragilidade das incríveis melodias que apresenta.
The Pains of Being Pure at Heart – The Pains of Being Pure at Heart
São de certa forma penalizados por o grosso do álbum já ser conhecido do público, graças ao EP com o mesmo nome. Mas atenção – não fosse assim, a banda de Brooklyn figuraria sem dúvida no pódio anual. De todas as bandas que prestam homenagem e fazem um certo revivalismo do som da vaga C86, ninguém se aproxima dos Pains – e em nada ficam a perder em relação às bandas originais.
The xx – xx
Algumas bandas são extensivamente promovidas ainda antes de lançarem qualquer single, e espalham-se assim que chegam a altura de mostrar alguma coisa. A passar debaixo do radar, os The xx lançaram um álbum que figura entre os melhores do ano por mais que o efeito surpresa. Infelizmente, a saída de um dos membros da banda levanta algumas questões para o futuro. Resta aproveitar o momento, que vale bem a pena.
Alela Diane – To Be Still

Apesar do álbum editado em 2006, a cantora folk Californiana alcançou um novo patamar ao ter dado a sua voz ao projecto Headless Heroes. Poucos meses depois da edição deste, aparece novo álbum a título próprio, onde explora de novo o folk muito aproximado de um dream pop delicado. A voz, essa, é das melhores da actualidade no circuito mais alternativo.
SPC ECO – 3-D

O album de shoegaze do ano, fruto da mente de Dean Garcia (Curve) acaba por provar uma coisa: quem sabe nunca esquece, apesar do tempo e das modas passarem. De longe o álbum mais “denso” em termos sonoros do álbum, com guitarras e efeitos hiper-saturados, é um trabalho em que é fácil ficar esquecido que é um álbum de guitarras. Mesmo assim, é um álbum que merece uma escuta atenta.

Jarvis Cocker – Further Complications
Homem de muitos talentos, Jarvis Cocker é muitas vezes imitado, mas nunca ultrapassado. Uma das maiores figuras do auge do Britpop, Jarvis soube-se manter na linha da frente da música das ilhas mesmo após o final dos Pulp. Mesmo assim, é com Further Complications que consegue o seu melhor registo talvez desde This is Hardcore, ainda com os Pulp em 1998. A produção de Steve Albini abre caminho para as letras no registo habitual, com destaques para I Never Said I was Deep, Fuckingsong, Angela e Pilchard. E pronto, a Discosong que encerra o álbum.

Posted Quinta-feira, 24 Dezembro 2009 by Silva in Musica

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And this fatal world’s coming down hard, walls coming down hard


Fader – The Temper Trap (Conditions, 2009)

Novo single da banda australiana, a sair em Janeiro próximo.

Já voltavam cá.

Posted Quinta-feira, 19 Novembro 2009 by Silva in Videoclip

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and we won’t stop til it’s over


Sweet Disposition – The Temper Trap (Paredes de Coura 2009)

Um dos highlights deste ano em Paredes de Coura, aqui com a música que os pode levar até aonde quiserem. Abriram o palco principal, mas acredito que em algum tempo podem fechar um palco em Paredes de Coura ou num Alive/SW (já que o SBSR parece-me condenado à mediocridade).

Quem quiser ouvir como é a versão do álbum, aqui tem:

Posted Domingo, 9 Agosto 2009 by Silva in Videoclip

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Paredes de Coura 2009, dia 30 de Julho

Conforme já tinha dito anteriormente, considerava o dia 30 de Paredes de Coura como um dos melhores do panorama festivaleiro do ano – e com a presença dos autores de dois dos melhores álbuns do ano e uma banda com uma reputação ao vivo impecável, a não presença era quase um crime. E assim sendo, marquei presença (juntamente com a Anita) na Praia Fluvial do Tabuão.

Como é bem sabido dos regulares, a praia é de uma beleza natural impressionante, que convida mesmo ao descanso e ao recuperar das forças para a loucura que se passa a poucos metros. Há que lamentar é o que vendem como “salada de frango”, que mais parece salada de batata, com uma guest appearance de um frango. Mas ok. Um belíssimo lugar para passar umas largas horas, com festival ou sem ele.

Indo aos concertos:

The Temper Trap: Era um concerto quase surpresa para mim – conhecia uma música deles que até acabaram por não a tocar. Mesmo assim, não é que se tenha sentido a falta. A tocar músicas do álbum de estreia com lançamento Europeu nos próximos dias, a banda serviu de aquecimento para os poucos que já se colocavam mais ou menos próximo do palco, e com o seu rock algo atmosférico pontuado com a carismática performance do seu vocalista. Um excelente começo de dia, e uma banda a ter em mente para tempos futuros – o álbum afigura-se como um dos melhores para 2009.

The Pains of Being Pure At Heart: A banda que de certa forma me começou a roer para marcar presença mostrou-se em força (e com mais um guitarrista), sempre a espalhar simpatia e sempre sorridentes, particularmente a teclista Peggy Wang, a banda fez um bom concerto a mostrar as suas melhores músicas do seu currículo, a mote do excelente álbum de estreia. Notava-se que a banda talvez se sentisse mais confortável num espaço mais pequeno, mas mesmo assim deram um bom espectáculo de estreia em território nacional, com promessas de um regresso.

The Horrors: A última banda confirmada para o dia (em substituição dos banalíssimos Rascals) foi vista a partir de uma parte mais elevada do auditório, já que a música a isso convidava. Armados com um dos melhores e mais surpreendentes álbuns dos últimos anos,a banda liderada por Faris Badwan mostrou-se ao nível que já se esperava. Bastante mais energéticos ao vivo, Faris passeia-se pelo palco quase sem rumo enquanto a banda produz todo o tipo de ruídos ao ritmo das melodias minimalistas de Primary Colours. Já entraram na “primeira divisão” da música britânica com esse álbum, e as performances ao vivo em nada ficam para trás.

Supergrass: A última das quatro estreias do dia apresentou-se em Paredes de Coura quase num formato best-of – nada de surpreendente para uma banda que nos 16 anos de carreira nunca tinha pisado um palco nacional. Apesar de não serem uma das bandas principais durante o auge do Britpop, ao contrário de muitas ainda estão aí para as curvas e foram os primeiros a conseguir captivar verdadeiramente o público. Pessoalmente, teria-os trocado, por exemplo, pelos Howling Bells – mas para fazer dos “relvas” headliners do último dia do festival, já que estavam à altura de tal responsabilidade.

Franz Ferdinand: A única não-estreia do dia, e a par dos NIN (que iriam tocar no dia seguinte) os reis das tshirts por entre os festivaleiros, a banda encheu quase completamente o anfiteatro natural do recinto já nas primeiras horas do dia 31. Enquanto Horrors, Pains e Temper Trap vêm com um álbum “fresco” e bem recebido na bagagem, os Franz Ferdinand continuam com algumas dificuldades para se libertarem de músicas como This Fire ou Take Me Out… mas longe disso ser mau sinal. A combinar o melhor dos álbuns lançados até ao momento, o quarteto de Glasgow levou o público ao rubro, mesmo durante os jams electrónicos com que acabaram o concerto e o encore. São uma das melhores bandas da actualidade, e assim se mostraram no Minho.

De negativo, apenas duas coisas: que haja gente a fazer mosh durante Pains of Being Pure At Heart (a velha história da mosh durante música clássica ou, porque não, durante o Jazz na Relva), e os horários da Renex – a ideia de sair do Porto às 9:30 foi minha, mas acredito que nem todos estão na disposição de voltar às 6:30 – principalmente quando o próprio after-hours termina mais de uma hora antes,  e Paredes de Coura transforma-se num congelador durante a noite.

A repetir para o ano. Para os quatro dias.

Em relação ao dia 30 de Paredes de Coura…

Antes do mais, convém dizer que não sou nenhum “fanático” por festivais, nem estou iludido por preferências tribalisticas por Paredes de Coura (se isto fosse ali no Parque da Cidade era melhor ainda). No entanto vejo muitas críticas sobre a qualidade do mesmo, principalmente devido aos rumores que foram atirados ao ar por “pessoas com fontes”. Ainda para mais, tendo em conta que Paredes é um festival mais orientado para destacar bandas em ascenção, quem quiser ver nomes consagrados e com airplay de radio teria sempre uma boa opção – ir aos outros festivais.

Embora todos os dias têm os seus argumentos, o dia 30 será aquele que, em termos de organização e conceito, será o dia mais perfeito de todos o Verão. É óbvio que poderia ter outras bandas (matava para ter os Super Furry Animals em vez dos Supergrass, mas isso são gostos), mas capta perfeitamente o zeitgeist do panorama indie Britânico de 2009. Ora vejamos.

  • Embora o seu último álbum (Tonight with…) não tenha sido recebido de forma tão calorosa, os Franz Ferdinand são, a par dos Libertines, a banda que relançou a música de guitarras de volta para o topo das preferências na primeira metade desta década, e continuo mais a culpar os erros do álbum no exagerado trabalho de produção e expectativas absurdamente altas. São um headliner de peso – só perdendo uns pontos por já serem habituais dos palcos veraneantes (embora podia dizer o mesmo dos Metallica, e depois era trucidado…)
  • Os Supergrass foram uma das bandas de peso da fase média do Britpop, e ainda continuam activos com uma certa pinta. Talvez outros nomes pudessem estar em seu lugar, mas é uma banda que ignorou o nosso país por muitos anos – curiosamente, uma das “desculpas” mais citadas para justificar o choradinho pelos Blur.
  • A entrada dos The Horrors para o lugar dos fraquíssimos Rascals (muito provavelmente desejados por poucos mais do que os groupies de Alex Turner) é o verdadeiro deal breaker do dia. Depois de serem quase unanimemente considerados scenesters após o seu aparecimento, Primary Colours destaca-se surpreendentemente como um dos melhores álbuns do ano. Esta é a altura certa para ver a banda – muitos sugerem que estes podem ser os Primal Scream desta geração, ou seja, uma banda cujo trabalho é quase orientado em função de convidados e produtores.
  • Os Pains of Being Pure at Heart já são bem conhecidos por este tasco – bem antes de lançarem um LP, até. Apesar de serem uma das bandas mais emergentes da scene indie-pop de NY, o seu som é directamente influenciado pelo chamado movimento C86. São uma banda que muito dificilmente iria encher um espaço numa cidade qualquer, logo a presença em Paredes será por ventura uma hipótese única de ver a banda.
  • Apesar de conhecer pouco a fundo da banda (tirando, lá está, as siiiiiIIIIIIIreeeeeens!), os Temper Trap são uma banda curiosa – tirando Nick Cave e a Kylie Minogue, são poucas as hipoteses de ver ao vivo sons dos down-under. Ainda para mais, são uma banda bastante energética e acredito que pode-se tornar um pequeno culto caso as coisas em Paredes corram bem.
  • Para o afterhours, a presença dos Chew Lips é discreta, mas marcante e prova de quem fez o cartaz sabia bem o que está a fazer – basta recuar menos de um ano para se estar presente na que era considerada a melhor banda unsigned no Reino Unido. Escolha belíssima para um after-hours de um dia em cheio.

É óbvio que a minha wishlist de bandas de Paredes de Coura incluía outras muitas outras: sem correr ao MySpace para verificar datas, poderia referir os Super Furry Animals, Deerhunter, Ash, Glasvegas, Malajube (curiosamente, com os Temper Trap e os Howling Bells foram a banda que mais me ficou deste jogo), Camera Obscura, 1990s, SPC-ECO ou School of Seven Bells, ou nomes gigantescos como os Blur, My Bloody Valentine (podem ir a Portimão que eu por cá fico…) ou os Radiohead. Mas este dia é coeso, e é preciso lembrar, o festival tem apenas UM palco – aquilo que se paga é aquilo que se vê. Seria possível fazer um segundo palco (caso do Optimus-Blitz Alive), mas isso é uma solução que pode sempre dividir pessoas – o cartaz tenta ser tão homogéneo que acaba por não se entender bem qual é o fio condutor.

Curiosamente, todas estas bandas já foram referidas anteriormente neste tasco (tirando os Chew Lips, por falta de material – mas já os recomendei há um par de meses). Isso talvez explique o porquê do meu entusiasmo; só costumo falar de bandas pelas quais tenho uma certa estima (não ando atrás de hits nem pseudo-reconhecimentos do género “vou falar meia dúzia de lugares comuns de cada album que saco para toda a gente pensar que sou bué da indie”), e isto é um raro caso do alinhamento astral perfeito.

Por fim, alguém se lembra disto?

Pois é.

Às vezes, a música interessante aparece dos locais mais inesperados

Após ter passado mais de um ano praticamente ausente do mundo de jogos por preferir perder o meu tempo com musica, ultimamente voltei a dar uma “perninha” em certos jogos que tinha curiosidade em ver como estavam. Entre o Lego Star Wars II e o Pro Evolution Soccer 6, o que me parece mais interessante para os próximos tempos é o Rugby 08. Mas para não fugir muito ao tema principal deste tasco, este post não irá servir para elogiar o jogo em si, mas as escolhas para a banda sonora. Após tanto tempo a desligar a música dos jogos poucos segundos depois de entrar neles pela primeira vez, chega um jogo que por acaso me ensina umas bandas novas.

Se os Howling Bells já eram conhecidos meus e contribuem com a Low Happening para a banda sonora do jogo, posso dizer que fui surpreendido com os australianos The Temper Trap, que para surpesa minha, ainda estão a trabalhar no seu álbum de estreia, mas mesmo assim já têm um bom single orelhudo, em Sirens que à falta da MTV já deverá contar com uma projecção internacional graças ao jogo.

A verdadeira cereja no topo do bolo é Fille à plumes (qualquer parecença do som os Death From Above 1979 não será mera coincidência, já que o produtor do álbum chegou a trabalhar com o duo , dos conterrâneos dos Arcade Fire Malajube, provavelmente a banda mais establecida de todas, até tendo aqui um videoclip bem bizarro, por sinal.

Com o segundo álbum (de onde a música foi retirada) Trompe-l’œil a banda afirma-se mais um forte nome da cena indie de Montréal – que parece ser uma das regiões mais activas nesse aspecto nos últimos anos. De resto, bandas como os suecos Quit Your Dayjob (obviamente com Freaks Are Out) e os canadianos Tokyo Police Club (Nature Of The Experiment) fecham o que é uma banda sonora bem longe do “mínimo denominador comum” a que se costuma assistir em bandas sonoras licenciadas. É óbvio que há algumas mais aborrecidas, mas as 12 faixas escolhidas para o jogo não destoariam de uma compliação qualquer.

Low Happening – Howling Bells

Sirens – The Temper Trap

Fille â plumes – Malajube

Posted Sábado, 21 Junho 2008 by Silva in Jogos, Musica, Single

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