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Say No To Love


Say No To Love – The Pains of Being Pure at Heart (single, 2010)

Novo single. Já o tenho encomendado há tanto tempo que nem piada ainda não o ter :|

Posted Quinta-feira, 24 Junho 2010 by Silva in Videoclip

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DÉCADA: TOP 10

Os 10 magníficos, por ordem alfabética:

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TOP 2009: 10-4

O countdown final para o top 3, a ser anunciado no dia de Natal, de novo sem qualquer ordem em particular…

The Temper Trap – Conditions

Presença em Paredes de Coura ainda com o álbum por estrear em território Europeu, os Temper Trap foram uma das revelações do festival – apesar de terem aberto o palco principal, mostraram-se à altura até de estar uns lugares acima do alinhamento. Quanto a Conditions, foi outra surpresa – não só captura a energia ao vivo da banda, como é possível fazer um álbum “orelhudo” com muita, muita qualidade.
The Clientele – Bonfires On The Heath

Se alguem procura um álbum para ouvir em Outubro dentro de casa, a ver as primeiras chuvadas arrancar as folhas que restam das árvores, é difícil encontrar melhor que este trabalho dos Clientelle. Apesar de algumas músicas mais rápidas, é um album que tem a sua maior força na fragilidade das incríveis melodias que apresenta.
The Pains of Being Pure at Heart – The Pains of Being Pure at Heart
São de certa forma penalizados por o grosso do álbum já ser conhecido do público, graças ao EP com o mesmo nome. Mas atenção – não fosse assim, a banda de Brooklyn figuraria sem dúvida no pódio anual. De todas as bandas que prestam homenagem e fazem um certo revivalismo do som da vaga C86, ninguém se aproxima dos Pains – e em nada ficam a perder em relação às bandas originais.
The xx – xx
Algumas bandas são extensivamente promovidas ainda antes de lançarem qualquer single, e espalham-se assim que chegam a altura de mostrar alguma coisa. A passar debaixo do radar, os The xx lançaram um álbum que figura entre os melhores do ano por mais que o efeito surpresa. Infelizmente, a saída de um dos membros da banda levanta algumas questões para o futuro. Resta aproveitar o momento, que vale bem a pena.
Alela Diane – To Be Still

Apesar do álbum editado em 2006, a cantora folk Californiana alcançou um novo patamar ao ter dado a sua voz ao projecto Headless Heroes. Poucos meses depois da edição deste, aparece novo álbum a título próprio, onde explora de novo o folk muito aproximado de um dream pop delicado. A voz, essa, é das melhores da actualidade no circuito mais alternativo.
SPC ECO – 3-D

O album de shoegaze do ano, fruto da mente de Dean Garcia (Curve) acaba por provar uma coisa: quem sabe nunca esquece, apesar do tempo e das modas passarem. De longe o álbum mais “denso” em termos sonoros do álbum, com guitarras e efeitos hiper-saturados, é um trabalho em que é fácil ficar esquecido que é um álbum de guitarras. Mesmo assim, é um álbum que merece uma escuta atenta.

Jarvis Cocker – Further Complications
Homem de muitos talentos, Jarvis Cocker é muitas vezes imitado, mas nunca ultrapassado. Uma das maiores figuras do auge do Britpop, Jarvis soube-se manter na linha da frente da música das ilhas mesmo após o final dos Pulp. Mesmo assim, é com Further Complications que consegue o seu melhor registo talvez desde This is Hardcore, ainda com os Pulp em 1998. A produção de Steve Albini abre caminho para as letras no registo habitual, com destaques para I Never Said I was Deep, Fuckingsong, Angela e Pilchard. E pronto, a Discosong que encerra o álbum.

Posted Quinta-feira, 24 Dezembro 2009 by Silva in Musica

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TOP 2009: 25 – 11

E aqui fica a segunda parte do meu top de 2009. De novo, sem qualquer ordem em especial.

1990s – Kicks
Vindos da mesma escola iniciada pelos Oranje Juice, os 1990s apresentam um pop-rock que não ficaria mal colocado numa compilação de Britpop.

Air – Love 2

Mais de 10 anos após Moon Safari, os Air mantêm-se fiéis ao seu estilo muito próprio – pop electrónico com uma dose de referências a décadas passadas. Love 2 não é muito diferente, e é mais uma boa entrada na discografia da banda.
Robin Guthrie – Angel Falls

Love Never Dies a Natural Death é uma das faixas do ano, e uma composição que não destoaria em qualquer album dos Cocteau Twins. As três músicas restantes não ficam nada atrás. É preciso dizer mais?
The Drums – Summertime

Mais uma banda de Brooklyn algo revivalista (aqui temos um surf rock bastante orelhudo), e com grandes promessas para o futuro. O mondegreen “Obama, I wanna go shopping” é talvez o hino anti-crise do ano.
The Pains of Being Pure at Heart – Higher Than The Stars
Se o álbum é “penalizado” por não acrescentar muito ao reportório da banda, este EP de 4 faixas compensa esse factor e vai mais longe. A faixa que dá o nome ao EP é provavelmente a melhor do currículo da banda até ao momento.
Kings of Convenience – Declaration of Dependence
É fácil acusar o duo Norueguês de estar a fazer “sempre o mesmo”. Mesmo que isso seja verdade, o “mesmo” desta banda é bastante superior às inovações de muitos outros.
Morrissey – Years of Refusal

Se for o último álbum de Morrissey, pode dizer que se despede com um estouro. E pode ir em direcção ao por do sol ao som de When Last I Spoke To Carol.
Franz Ferdinand – Tonight…
Longe de estar ao mesmo nível do primeiro, mas essa é uma frase que o quarteto escocês já deve conhecer bem. Talvez mais “difícil” que o segundo álbum, mas depois de se ouvir ao vivo as músicas mais questionáveis, todas as peças encaixam no sítio.
Liechtenstein – Survival Strategies In A Modern World
A all-girl banda Sueca de inspiração twee acaba por dar o salto na Slumberland (casa dos TPOBPAT), e apesar da curta duração e das letras algo bizarras, acaba por alcançar tudo aquilo que propõe. E talvez até ir um pouco mais longe.
Howling Bells – Radio Wars
Depois de aparecerem em 2006, os Howling Bells regressam aqui com um álbum mais coeso, embora algo diferente do seu antecessor. A qualidade, essa, mantêm-se.

A Place to Bury Strangers – Exploding Head
Talvez não tenha o impacto do álbum de estreia, mas não deixa de ser um dos melhores álbuns do ano para ouvir com o volume no máximo.

Animal Collective – Merryweather Post Pavillion
Apesar dos momentos mais “wtf” que tornam o álbum menos audível, há aqui muita, mas muita coisa de qualidade.

Camera Obscura – My Maudlin Career
Outro grupo escocês na lista, os Camera Obscura voltam a lançar um álbum com a reverência habitual ao pop dos anos 50 e 60.

The Sounds – Crossing The Rubicon
Pop rock despretensioso, talvez o melhor trabalho desde o álbum de estreia da banda Sueca.

Engineers – Three Fact Fader
Depois da mudança que fez temer o pior, os Engineers apresentam aqui um álbum bastante bem construído. Mais uma das provas que o shoegaze, afinal de contas, ainda vive.

A terceira parte do top deverá ser publicada já amanhã.

Paredes de Coura 2009, dia 30 de Julho

Conforme já tinha dito anteriormente, considerava o dia 30 de Paredes de Coura como um dos melhores do panorama festivaleiro do ano – e com a presença dos autores de dois dos melhores álbuns do ano e uma banda com uma reputação ao vivo impecável, a não presença era quase um crime. E assim sendo, marquei presença (juntamente com a Anita) na Praia Fluvial do Tabuão.

Como é bem sabido dos regulares, a praia é de uma beleza natural impressionante, que convida mesmo ao descanso e ao recuperar das forças para a loucura que se passa a poucos metros. Há que lamentar é o que vendem como “salada de frango”, que mais parece salada de batata, com uma guest appearance de um frango. Mas ok. Um belíssimo lugar para passar umas largas horas, com festival ou sem ele.

Indo aos concertos:

The Temper Trap: Era um concerto quase surpresa para mim – conhecia uma música deles que até acabaram por não a tocar. Mesmo assim, não é que se tenha sentido a falta. A tocar músicas do álbum de estreia com lançamento Europeu nos próximos dias, a banda serviu de aquecimento para os poucos que já se colocavam mais ou menos próximo do palco, e com o seu rock algo atmosférico pontuado com a carismática performance do seu vocalista. Um excelente começo de dia, e uma banda a ter em mente para tempos futuros – o álbum afigura-se como um dos melhores para 2009.

The Pains of Being Pure At Heart: A banda que de certa forma me começou a roer para marcar presença mostrou-se em força (e com mais um guitarrista), sempre a espalhar simpatia e sempre sorridentes, particularmente a teclista Peggy Wang, a banda fez um bom concerto a mostrar as suas melhores músicas do seu currículo, a mote do excelente álbum de estreia. Notava-se que a banda talvez se sentisse mais confortável num espaço mais pequeno, mas mesmo assim deram um bom espectáculo de estreia em território nacional, com promessas de um regresso.

The Horrors: A última banda confirmada para o dia (em substituição dos banalíssimos Rascals) foi vista a partir de uma parte mais elevada do auditório, já que a música a isso convidava. Armados com um dos melhores e mais surpreendentes álbuns dos últimos anos,a banda liderada por Faris Badwan mostrou-se ao nível que já se esperava. Bastante mais energéticos ao vivo, Faris passeia-se pelo palco quase sem rumo enquanto a banda produz todo o tipo de ruídos ao ritmo das melodias minimalistas de Primary Colours. Já entraram na “primeira divisão” da música britânica com esse álbum, e as performances ao vivo em nada ficam para trás.

Supergrass: A última das quatro estreias do dia apresentou-se em Paredes de Coura quase num formato best-of – nada de surpreendente para uma banda que nos 16 anos de carreira nunca tinha pisado um palco nacional. Apesar de não serem uma das bandas principais durante o auge do Britpop, ao contrário de muitas ainda estão aí para as curvas e foram os primeiros a conseguir captivar verdadeiramente o público. Pessoalmente, teria-os trocado, por exemplo, pelos Howling Bells – mas para fazer dos “relvas” headliners do último dia do festival, já que estavam à altura de tal responsabilidade.

Franz Ferdinand: A única não-estreia do dia, e a par dos NIN (que iriam tocar no dia seguinte) os reis das tshirts por entre os festivaleiros, a banda encheu quase completamente o anfiteatro natural do recinto já nas primeiras horas do dia 31. Enquanto Horrors, Pains e Temper Trap vêm com um álbum “fresco” e bem recebido na bagagem, os Franz Ferdinand continuam com algumas dificuldades para se libertarem de músicas como This Fire ou Take Me Out… mas longe disso ser mau sinal. A combinar o melhor dos álbuns lançados até ao momento, o quarteto de Glasgow levou o público ao rubro, mesmo durante os jams electrónicos com que acabaram o concerto e o encore. São uma das melhores bandas da actualidade, e assim se mostraram no Minho.

De negativo, apenas duas coisas: que haja gente a fazer mosh durante Pains of Being Pure At Heart (a velha história da mosh durante música clássica ou, porque não, durante o Jazz na Relva), e os horários da Renex – a ideia de sair do Porto às 9:30 foi minha, mas acredito que nem todos estão na disposição de voltar às 6:30 – principalmente quando o próprio after-hours termina mais de uma hora antes,  e Paredes de Coura transforma-se num congelador durante a noite.

A repetir para o ano. Para os quatro dias.

Back from Paredes de Coura…

painsAinda estou de rastos para falar mais disto. A ver se amanhã estou mais em forma.

Mas sim. Aquilo é o bilhete autografado pelos Pains. Todos os 5. Ainda estou para escobrir quem é o novo guitarrista.

Posted Sexta-feira, 31 Julho 2009 by Silva in Musica

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Ainda mais notícias do caraças

In September, the Pains will extend their hot streak even further when they release another single and a new EP within two weeks of each other. On September 8, they’ll release the album track “Come Saturday” as a single, with new song “Side Ponytail” serving as the B-side. And on September 22, they’ll drop their Higher Than the Stars EP, four more brand new songs. Both the single and the EP will be on Slumberland. The cover art to Higher Than the Stars is above, and the tracklist is below. ~Pitchfork

Ena ena. A ver se sai em vinil, e na Jojo’s para poupar nos portes. Acho que uma confirmação urge…

Posted Sexta-feira, 24 Julho 2009 by Silva in Musica

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