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Durante um certo tempo, mantive a lista de “escolhas musicais” do tasco numa página ali em cima. No entanto, a partir de uma certa deixei de actualizar items, Como esta década está prestes a terminar, decidi começar a fazer um top da década, e uma coisa levou a outra, e decidi também  fazer um para os anos 90 e 80.

Por esse motivo, esperem nos próximos meses uma retrospectiva dos últimos 30 anos de música – possivelmente 40. Essas listas irão substituir em grande parte as “escolhas” que estão colocadas actualmente – e espero que de uma forma mais coerente, mantendo-se  liberdade de fazer alterações como me der na telha.

Fica aqui um vídeo do Sr. Lou Barlow a tocar uma das minhas músicas preferidas.

Como um eco de um espaço profundo

rose20Não é raro eu chegar aqui a promover uma banda de uma forma algo entusiástica. Ainda mais comum é serem bandas que muito dificilmente iriam ter grande projecção, muito menos em Portugal. Para Dean Garcia, o “líder musical” destes SPC ECO isso não seria novidade: depois de anos como a metade musical dos Curve, um projecto que fundiu as grandes tendências da música Britânica dos primeiros anos da década de 90, mas cujo “molde” apenas obteve um grande sucesso quando foi devidamente saneado pelos Garbage anos uns mais tarde.

spceco_medOra, os anos passaram, em 2005 os Curve fizeram o seu adeus para caminhos separados, com Toni Halliday a criar o seu novo projecto Chatelaine (do qual também se espera uma estreia em 2009), e Dean Garcia a chamar a sua filha Rose Berlin e Joey Levenson para o que é um dos melhores álbuns de estreia de 2009 – 3-D. Em termos sonoros, os SPC ECO são uma extensão do que Dean Garcia fez numa fase mais avançada da carreira dos Curve – um trabalho de programação de baterias electronicas bastante laborioso, guitarras cuidadosamente texturizadas com vozes femininas suavemente sobrepostas.

Com todas as bandas novas influenciadas por pioneiros como os My Bloody Valentine, Ride, Slowdive  e até os próprios Curve (aliás, a secção de agradecimentos contém alguns elementos conhecidos da scene that celebrates itself, como Andy Bell), é sempre bom ver um dos grandes nomes a voltar com um projecto e um trabalho de excelentes qualidades, e certamente merecedor de uma boa posição no final do ano, e espera-se, mais nos que se vão seguir. Segue-se Telling You, uma das melhores faixas de 3-D.

O álbum pode ser adquirido directamente à banda por duas formas: ou através de uma doação (o valor é livre) aqui com direito a MP3, ou por 13 euros (portes incluidos, entrega super-rapida) podem comprar a versão CD – numa caixa especial e com um CD a imitar o aspecto do vinil. Até na cor. Para os mais pacientes, uma edição em vinil real deverá estar disponível nos próximos meses. But, by all means, contribuam com alguma coisa.

Já agora, concertozinho em Portugal, sff. E de preferência, com mais cuidado a escolher as companhias que o Kevin Shields.

And what does someone do with love?


Mulder & Scully – Catatonia (International Velvet, 1998)

Música de abertura de um dos meus álbuns preferidos, que acredito que já coloquei aqui antes, mas que se lixe – de certeza que se meti, foi um  videoclip oficial entretant removido do Youtube.

Almadarua 2009

PictureDepois de na semana passada o Centro Comercial Bombarda ter festejado o seu segundo aniversário, este Sábado há mais razões para sair à rua pelos caminhos alternativos do Porto – A rua do Almada entra em festa com mais um Almadarua.

Como os organizadores aparentemente esqueceram-se de pagar o domínio, vou ter que me fiar neste poster que vi no Amplificasom. Depois desta semana, para a próxima deve acontecer a inauguração da Jojo’s, bem como (salvo erro) as inaugurações na Miguel Bombarda. Tudo boas razões para ir passear pelo Porto nos próximos Sábados.

A isto chamam-se “boas notícias”

Vivian Girls Announce Sophomore Album Everything Goes Wrong

Sigur Ros ready new album

(crap, agora a foto da Alela vai deixar de ser o primeiro post)

Ontem, em Famalicão…

alela_e_euPara quem não está a ver, o gajo de farda da polícia de fronteira alemã e tshirt da RDA por baixo (mesmo para o mindfuck) e com o cabelo à Lloyd Cole sou eu, à direita está a belíssima Alela Diane, autora de um dos discos do ano e de uma voz fenomenal. A foto é do Hernâni, que estava no local certo na altura certa.

Madchester

Shoegaze. Britpop. Que tal completar a primeira parte da triologia com o movimento contemporâneo ao Shoegaze e que de certa forma foi o prercursor para o Britpop? Directamente da louca Manchester do final dos anos 80 e com a roupa folgada no resto do país, isto é Madchester e mais a sul do país, Baggy.

Continue a ler ‘Madchester’

The Horrors, a surpresa do ano

ThehorrorsprimarycoloursQuando apareceram no radar em 2006, os Horrors não pareciam mais que uma das muitas bandas que partilhavam as mesmas influências de bandas como os Strokes ou os Interpol – e o primeiro álbum não sugeria muito mais do que uma banda com um gosto impecável nas referências mas a falhar na execução do Zombie Garage Rock.
A escolha de Geoff Barrow dos Portishead para produzir o álbum parecia sugerir uma mudança de direcção, mas tal como diz o velho provérbio, you can’t polish a turd (só podemos meter-lhe penas e chamá-lo Brandon Flowers), por isso mesmo assim a curiosidade fora do círculo de fãs da banda era reduzida.

Isto até que aparece sorrateiramente o primeiro vídeo do novo trabalho da banda, um épico de quase 8 minutos, onde se cruza todo um conjunto de influências de tempos idos:

Os dados estavam logo aí lançados. Seria apenas uma faixa sem exemplo, ou um surpreendente novo caminho para a banda? A resposta saíria em Maio, com o lançamento de Primary Colours… e logo nas faixas de abertura mostrava-se o novo caminho da banda. Todas as influências, desde os MBV, The Cure, Bauhaus (estamos afinal de contas a falar dos Horrors) , Chameleons, Joy Division, Kitchens of Distinction, Jesus and Mary Chain, Neu! entre muitos outros, e o notável é que a banda faz isto sem nunca perder uma identidade sua – o problema de muitas bandas suas contemporâneas.

Um dos álbuns do ano? Sim. E tal como já disse, um dos álbuns mais surpreendentes da década. Já se fazem muitas perguntas sobre o futuro da banda – alguns dizem que irão manter-se neste registo, outros que podem voltar às suas origens, uns sugerem que podem tornar-se os Primal Scream desta geração – a adaptar a sua sonoridade conforme os produtores com quem trabalham. Seja como for, este é o salto para a “primeira divisão”, e apesar do inegável “efeito Susan Boyle” de ver uma banda destas fazer um disco destes,  este irá ser lembrado como um dos melhores discos desta década.

You make me feel like dirt and I’m hurt


Ever Fallen in Love? – Buzzcocks (Love Bites, 1978)

I know you’re better off this way


Who Can Say – The Horrors (Primary Colours, 2009)

Uma das standout tracks de um dos álbuns mais surpreendentes do ano. Porra, depois da miséria do primeiro álbum, da década.

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