E enquanto lêm este post, espero estar eu deliciado com as proezas pós-róckinas dos Riding Pânico (incluindo a apresentada acima, I See Nineteen, faixa de abertura do seu primeiro EP), após o que espero que tenha sido uma boa amostra de psicadelismo electrónico, cortesia do Nuno Santos aka Mainslide. Amanhã (ou um dia destes) espero ter algo sobre o concerto.
A não ser que algo tenha dado espectacularmente para o torto, e não tenha conseguido ir ao concerto nem apagar este post programado na Segunda Feira. Oooops!
E começando pelo primeiro, está a música de abertura do álbum dos Kills que surpreendeu muito boa gente este ano pela sonoridade diferente do trabalho que a dupla vinha a desenvolver. Em boa hora, já que rapidamente se tornou num dos meus favoritos deste ano.
Quanto aos Nine Inch Nails, esta é salvo erro a música que me converteu para estes lados. Como extra, fiquem aqui com um jovem, sorridente e inocente Trent Reznor a falhar numa promo para a MTV e o mesmo a aproveitar-se de se poderem dizer certas coisas na televisão, isto por voltas de 1994 ou 1995. Por acaso, numa das muito badaladas Select que tenho por aqui, existe uma entrevista com o jovem campónio que podem sacar o PDF aqui. É bom ver o Reznor agora a voltar a estes tempos depois da odisseia de drogas no final da década passada e na primeira metade desta.
A fechar, a muito, muito jeitosa Toni Halliday (e prova que o Alan Moulder tem mais que bom gosto para música) dos Curve com uma música a quem já dei o devido destaque, mas não resisto a colocar de novo.
Avizinha-se uma noite cheia de CSS… E é aquela coisa feia com que se fazem páginas, não a coisa brasileira que faz música. Ao menos já tenho aqui música para meter em loop.
Após muito tempo a escrever quase exclusivamente sobre música, vamos lá fazer mais um post com notícias que não interessavam a ninguém. Até agora.
Reitor de Fátima critica ataques à família e “epidemia” da mentira ~Público
O site do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) destinado a crianças e jovens a partir dos 11 anos contém um “Dicionário de Calão” que as associações de pais temem poder incentivar o consumo. ~Público
Esta tarde, a Polícia Judiciária fez um raid a 15 clubes da primeira liga e notificou a Interpol para proceder a investigações em três países europeus por alegado consumo de opiácios praticados nas instalações desses clubes.
Scolari anuncia os 23 para o Euro 2008 ~Epá, quase todos os lados
O tão falado dueto de Amy Winehouse com Pete Doherty, dos Babyshambles, deverá ser editado este Verão. Segundo notícia do jornal britânico Daily Star, a canção será incluída no novo álbum dos Babyshambles e elevada a single. ~Blitz
Ou nem por isso. Como já seria de esperar deste tasco, estamos a falar do álbum Anywhere I Lay My Head, que ainda há pouco tempo disse que era uma das curiosidades musicais para 2008, não só por incluir uma das maiores figuras de Holywood, mas também ter “arrastado” o David Bowie lá para o meio das covers de Tom Waits. Mas seja como for, não deixa de ser mais um “vanity project”, e por mais que se confie no gosto e “indie cred” conquistado à custa de certas escolhas no cinema, a qualidade não é propriamente assegurada.
No fundo, a melhor forma que pode descrever a estreia da actriz é compará-la a uma aspirante de Liz Fraser dos Cocteau Twins, mas sem a qualidade da mesma, e num registo de voz que parece estar um pouco longe da capacidade da actriz. A produção de Dave Sitek (TV On The Radio) não ajuda a desvanecer essa imagem; aliás, a sonoridade algo etérea do álbum só reforça a ideia que este álbum não seria mais que um “Cocteau Twins meets Tom Waits meets Devics”, e certamente não iria destoar no catálogo da 4AD. Como já tinha dito anteriormente, nem tudo é tão negativo quanto o título sugere: Os pontos altos do álbum estão na faixa título, Anywhere I Lay My Head, I Don’t Want To Grow Up, mas que por ter um registo mais pop parece completamente deslocada do resto do álbum e a colaboração com David Bowie em Falling Down:
No fundo, é a questão das expectativas; também como já tinha dito antes, a presença dela com os The Jesus and Mary Chain não foi nada de particularmente brilhante (conseguir evitar ser assobiada no que é o ponto alto de qualquer concerto dos Reid já foi bom), e a cobertura que o álbum tem recebido até pelos outlets mais “alternativos” deriva em grande parte de quem escreve estar a ouvir com a cabeça de baixo. Embora não seja definitivamente lixo inaudível, está longe de ser material de álbum do ano tal como dito no NME.
Um trabalho sólido, mas a que falta algo para se destacar. Algo para além da actriz boaboa actriz quem é que estou a tentar enganar, é as duas coisas.
Anywhere I Lay My Head sai dia 20 de Maio pela Rhino Records, ou à uma semana num tracker de bittorrent perto de si.
A crítica diz...